Edna Frigato
O tempo é uma borracha que não apaga o passado. Não dá para voltar atrás e escrever uma nova história sobre as linhas já preenchidas da vida, mas dá para escrever nas folhas em brancas do presente a história que a gente quer para a nossa vida.
Há coisas que deixam de caber na vida da gente não por serem grandes demais, mas porque coisas miúdas e insignificantes não valem o lugar que ocupam.
A parte mais bonita da fé está na certeza de que eu não preciso pedir que Deus cuide e zele de mim o dia todo, porque eu sei que ele já está fazendo isso mesmo antes de eu acordar.
Que mude o ano, o mês, o dia, mas não os motivos de transformar a vida em uma felicidade constante.
Apontar o defeito dos outros não faz os seus ficarem invisíveis, muito pelo contrário, os torna mais evidente.
A falta de criatividade é tanta, que com tantas opções de escolha, ainda tem gente que insiste em repetir o mesmo erro tantas vezes.
Somos tão contraditórios que na tentativa de preencher nosso vazio interior, projetamos nos outros os nossos sonhos e desejos e aguardamos deles uma atitude que corresponda as nossas expectativas.
A parte mais bonita do amor é a inocência: apesar de não saber como termina, a gente começa como se nunca fosse acabar.
A felicidade é a única explicação plausível para a vida e nada, absolutamente nada, justifica aceitar viver sem a possibilidade de tê-la.
Para que serve um pedido de desculpa, se a pessoa não se dispõe a mudar e insiste em praticar os mesmos erros ?
Enquanto a aparência preceder a essência, as pessoas continuarão sem uma referência que, de fato, justifique o seu real valor.
Nós achamos que somos livres, mas não somos. O que somos é escravo enjaulados nas nossas certezas em busca de uma liberdade que justifique as nossas escolhas erradas.
Não preocupo-me com o que pensam a meu respeito, simplesmente porque o julgamento dos outros não condiz com quem eu realmente sou. São tantos defeitos e falhas que eu até admiro tanta imaginação. Eu só teria motivo para preocupar-me se percebesse que vêem em mim mais adjetivos e virtudes do que eu sou capaz de ver.
O tempo anda ligeiro e a medida que passa por nós joga areia na vidraça dos nossos olhos. Ironicamente quanto mais areia ele joga, mais claramente enxergamos a vida.
Enquanto a dor por não sermos amados por quem queríamos existir, o amor-próprio será o melhor remédio.
Amor não se acha pronto e acabado por aí, amor se constrói e não há possibilidade alguma de existir amor se essa construção não teve como alicerce o respeito.
Amor é como a corda de um instrumento musical estendida entre dois corações vibrando na mesma frequência quando tocadas pelo tempo.
Moralista é pessoa que se encobre sob a sua falta de coragem para criticar a coragem que os outros tiveram de fazer tudo o que ele queria ter feito.
Feliz não é aquele que pode ter tudo que quer, é aquele que tem gratidão e respeito por tudo que pode ter.
A gente sabe que é amor quando o tempo passa e o sentimento não diminui, permanece pleno, total e infinito.
