Edna Frigato
Nós mulheres, temos olho clínico e essa intuição privilegiada mostra o que é melhor para nós, mas por alguma razão que eu desconheço escolhemos sempre o pior.
É impossível corrigir algo que você não admite que fez, por isso há pessoas que passam anos persistindo no mesmo erro.
É impossível fazer alguém nos amar, mas não duvido que seja possível fazer com que nos respeitem e considerem.
Sabemos que uma pessoa é importante pra nós quando o prazer da sua presença é proporcional a dor da sua ausência.
A maioria das pessoas alcançam o ápice do afeto no início do relacionamento e a medida que o tempo passa vão perdendo o interesse, eu ao contrário, vou me afeiçoando aos poucos até que o sentimento se torne maior que eu e, sou capaz de permanecer assim por toda a vida se a pessoa a quem dedico o afeto não matá-lo.
Eu não quero saber a definição de amor. Eu quero que o amor se revele em minha vida de forma que eu possa sintí-lo.
A conta sempre chega, mesmo que você mude de rosto, de nome, de endereço, mesmo que se esqueça dela ou não acredite em sua cobrança. Quando menos se espera, lá está a vida batendo a sua porta. Não é ameaça, nem vingança, é a lei universal do retorno. Ninguém vai embora sem pagar a conta.
A criança é um fruto que amadurece lentamente, mas quando ainda em tenra idade começa a revelar doçura, as pessoas começam a ficar curiosas para saber qual foi a árvore que produziu esse fruto.
O amanhecer não traz um dia perfeito, traz a possibilidade de tornarmos perfeito o dia que está nascendo.
Conhecer não é sobre morar junto é sobre atitudes. Nós só conhecemos as pessoas através dos seus atos. Só eles são capazes de dizer quem somos. Por isso, pessoas que convivem conosco, às vezes, nos parecem tão desconhecidas, e desconhecidos nos parecem tão familiar.
Não tenha medo da mulher que diante da dúvida, do medo, do ciúme perde o controle, questiona, chora, grita, tenha medo da hipócrita.
Conforta-me a convicção de que o amor não termina, com você ou sem você ele vai continuar a existir porque não é em você que ele está, é em mim.
Quando somos jovens pesa sobre nossos ombros a escravidão capitalista, a responsabilidade da construção: passar em vestibular; arrumar trabalho; construir família, ter filhos; comprar casa; carro. Nos tornamos escravos do mercado de trabalho, das exigências das regras sociais, da perversidão dos padrões de beleza da época, da moda. A emancipação só chega bem mais tarde já na vida adulta, mas nessa época ainda estamos preocupados demais em preparar nossos filhos para enfrentarem sozinhos esse mundo competitivo e desigual no qual os colocamos. A autonomia mesmo só chega com a maturidade. A idade madura nos permite encarar o mundo com mais liberdade. Mais seguros de nós mesmos podemos nos dar o luxo de olhar pra vida sem o peso dos compromissos e ao invés da vida nos dominar, agora somos nós que dominamos ela.
Se por um lado a juventude é simples por outro é extremamente arrogante e perversa. Ela seduz os jovens de tal forma ao ponto deles acharem que nunca vão envelhecerem.
Não é o dinheiro que você tem é a maneira como você educa o seu filho que vai fazer dele um vencedor ou perdedor.
Estamos numa época que eu chamo de inversão de valores: tudo que tem valor tornou-se obsoleto e tudo que tem preço passou a ser moderno.
Há duas formas de encarar os obstáculos: como experiência e aprender com eles ou como dificuldades e apenas sofrer com eles.
