Edna Frigato
26 de julho - Dia da vovó
Quando todas as desculpas por você não ter feito dieta falharem, tente essa: acabei de voltar da casa da vovó! É infalível!
Avó
Avó é a combinação perfeita: de anjo, fada madrinha e gnomo.
É a meninice que parou no tempo, num tempo que não quer passar.
Avó é essa saudade mansa que aos domingos vêm nos visitar, com cheiro de café quentinho e gosto de bolo de fubá.
Avó é uma mistura mágica do que foi e do que será.
É um ser tão encantado que mesmo quando se vai deixa pra sempre na gente o brilho do seu olhar, os odores da infância e esse mistério bonito de quem foi sem nos deixar.
Casa de Vó
Por mais que o tempo passe e a sociedade cresça, evolua, se atualize, casa de vó continua com cheirinho de erva doce, camomila e hortelã.
Por mais que o tempo passe casa de vó continua sendo sinônimo de festa: manhãs de domingo, férias, natal, brincadeira e diversão.
Por mais novos que os tempos sejam, colo de vó continua ninho, proteção e aconchego.
Por mais que o tempo passe e as vovós se modernizem continuam a ser nossa segunda mãe, só que com uma pitada generosa de mel e uma dose extra de amor.
Somente a maturidade nos permite olhar sem pressa; olhar com mais leveza, mais clareza, mais ternura. Só mesmo a maturidade nos permite saborear a vida devagar, apreciando as minúcias, os detalhes, sem deixar que nada se perca ou passe desapercebido ao radar da nossa alma poética. Só a maturidade nos dá a displicência de andar sem rumo, sabendo exatamente onde queremos chegar. Ainda é a maturidade que nos ensina a dizer não sem culpa e também recebê-lo sem mágoas. Só a maturidade nos dá leveza suficiente para abrir mão de tudo que não acrescenta; nos rouba e tira a paz e receber com gratidão o que chega. Somente a maturidade nos dá a elegância necessária para pular vírgulas e reticências desnecessárias e sem nenhuma culpa ou remorso ir direto ao ponto.
Pouco importa a forma como você se veste, o carro que você anda e a casa que você mora; é para o seu coração que Deus olha.
Ser uma pessoa doce significa muito mais que ter doçura; significa ter o dom de adoçar a vida dos outros.
A amabilidade, a gentileza e a educação são o tripé que sustenta as relações humanas e nos permite exercitar a empatia e o amor ao próximo, ao passo que nos aproxima cada vez mais de Deus.
Há pessoas que têm a alma tão perfumada que eu desconfio que possuem um jardim em flor no coração em constante primavera.
Todas as pessoas têm um lado bom. Procurar vê-las por esse ângulo não te faz melhor nem pior que ninguém, mas te poupa do desgaste do confronto com o lado menos atraente delas.
Colocar o não na frente de alguns verbos é a forma mais eficiente que eu conheço de exercitar o amor-próprio.
