Ederson Aloisio Dant

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⁠Quem vive como se Jesus pudesse voltar a qualquer momento transforma cada dia em uma oportunidade de glorificar a Deus.

⁠Enquanto o céu anuncia a esperança da volta de Cristo, que nossos passos revelem uma fé que ilumina o caminho de quem está ao nosso redor.

⁠A volta de Jesus é uma promessa; nossa resposta deve ser uma vida de arrependimento, santidade e amor ao próximo.

Não sabemos o dia da volta de Jesus, mas sabemos como devemos viver até lá: com o coração firmado em Deus e as mãos dedicadas ao bem.

Ser pai espiritual…

Talvez eu tenha demorado para entender que ser pai na fé não é apenas conduzir pessoas a um culto, mas receber de Deus a responsabilidade de ajudar a formar almas, cuidar de vidas e pastorear destinos.

A paternidade espiritual me ensinou que existem presentes que não cabem em caixas, não se medem em dinheiro e não podem ser comprados. Existem presentes que chegam pelas mãos de Deus e transformam para sempre o sentido da nossa existência.

E Deus me confiou esses presentes: as ovelhas desta casa, a Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida.

Cada um de vocês, com suas histórias, suas lutas, suas personalidades e suas jornadas… e dentro de cada vida, um pedaço do coração pastoral que Deus me deu.

Ser pai na fé de vocês é descobrir que o amor também corrige, que a disciplina também ensina, que a intercessão é uma forma silenciosa de amar e que, muitas vezes, quando penso que estou ensinando vocês a caminhar com Deus, são vocês que me ensinam o verdadeiro significado da dependência do Senhor.

Vocês me fizeram compreender que o maior legado de um pastor não é aquilo que ele constrói em estruturas, mas aquilo que permanece no coração daqueles que ele amou e serviu em Deus.

Um dia, talvez, vocês sigam seus próprios caminhos, enfrentem suas próprias batalhas, construam suas próprias histórias e amadureçam na fé de formas que hoje nem consigo imaginar. E, quando esse dia chegar, talvez eu não possa mais estar tão perto de cada um como estou em oração e cuidado hoje.

Mas haverá algo que o tempo jamais poderá tirar de mim: a certeza de que Deus me permitiu ser pai espiritual de vocês.

E por isso eu agradeço.

Obrigado, meu Deus, por cada ovelha desta casa.
Obrigado, meu Deus, por cada vida confiada ao meu pastoreio.
Obrigado, meu Deus, pela Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida.

Que eu tenha sabedoria para corrigir sem ferir, força para proteger sem aprisionar, humildade para aprender com vocês e amor suficiente para que, mesmo quando eu não estiver por perto, vocês carreguem dentro de si a certeza de que foram profundamente amados em Cristo.

Porque ser pai espiritual não é preparar filhos na fé para dependerem de nós.

É prepará-los para caminharem com Deus, sem nunca esquecerem de onde vieram, quem os amou e de Quem veio a bênção sobre suas vidas.

Se algum dia me perguntarem qual foi a maior riqueza que Deus me deu como pastor, eu não precisarei pensar.

Direi com convicção:

As ovelhas que Ele me confiou.

Vocês não são apenas parte da minha história.

Vocês são uma das razões pelas quais a minha história pastoral vale a pena.

E se Deus me concedesse a oportunidade de viver tudo novamente, com todas as lutas, noites em oração, preocupações, lágrimas e sacrifícios…

Eu escolheria pastorear vocês outra vez.

Sem hesitar.

Porque algumas bênçãos não apenas mudam a nossa vida.

Elas dão sentido a ela.

Obrigado, Senhor, por me permitir ser pai espiritual.
E obrigado por ter confiado a mim vidas que eu amarei enquanto Deus me permitir servir neste altar.

Meus filhos na fé, meu legado espiritual, minha oração constante e uma das maiores provas de que Deus foi generoso comigo. ❤️🙏

⁠“Quando uma mulher perde o respeito pelo marido, não precisa gritar para enfraquecê-lo; basta tratá-lo como incapaz, tomar suas decisões por ele e construir diante dos outros uma imagem negativa de sua pessoa. A filosofia nos lembra que quem tira do outro a autonomia acaba destruindo não apenas sua autoridade, mas também a própria relação que pretendia sustentar.”

Será que estamos realmente cumprindo o propósito da vida, ou apenas tentando provar ao mundo que ela vale a pena? Entre o ego que busca aplausos, os likes que alimentam uma validação passageira e um mundo que confunde aparência com valor, talvez tenhamos esquecido o essencial: o amor, o propósito e o nosso próprio valor. Antes de nascer, não conhecíamos a dor; nascemos, aprendemos a sentir, crescemos entre perdas e conquistas e, em algum momento, descobrimos a certeza inevitável da morte. Então, o que é a vida? Talvez seja justamente o intervalo entre o primeiro suspiro e o último — e a pergunta não seja quanto tempo teremos, mas o que faremos com aquilo que recebemos enquanto estivermos aqui.

Sabe quando chega um momento em que você já não quer mais participar da própria vida? Quando o cansaço faz parecer que partir seria mais fácil do que continuar?


E, ainda assim, existe algo inexplicável que nos prende à existência. Uma força silenciosa que, mesmo quando tudo dentro de nós pede para desistir, sussurra que ainda não terminou.


Talvez a vida tenha seus próprios motivos para nos manter aqui. Talvez aquilo que hoje parece apenas dor seja uma parte de algo que ainda não conseguimos compreender.


Há momentos em que permanecer não é uma escolha feita pela vontade, mas pela esperança de que, em algum lugar adiante, exista um sentido que ainda não fomos capazes de enxergar.

QUANDO UM RÓTULO VIRA UMA ARMA, A JUSTIÇA PRECISA OLHAR PARA OS DOIS LADOS.

Hoje se tornou comum, principalmente nas redes sociais, alguém chamar o marido de “narcisista”, “abusador”, “tóxico” ou outros termos semelhantes durante uma crise no relacionamento.

Mas uma palavra repetida muitas vezes não se transforma automaticamente em verdade.

Se existe violência, que seja denunciada. Se existe abuso, que seja investigado. Se existe sofrimento, que a vítima seja acolhida.

Mas, da mesma forma, se existe uma acusação injusta, o homem também tem honra, imagem, dignidade e direito de defesa.

A Constituição Federal garante a igualdade entre homens e mulheres e também protege a honra e a imagem de qualquer pessoa. O art. 5º assegura o direito de resposta e indenização quando houver violação desses direitos.

O Código Civil, em seus arts. 186 e 187, também reconhece a possibilidade de responsabilização quando uma conduta viola direito e causa dano, inclusive moral, ou quando há abuso no exercício de um direito.

Não estou dizendo que toda acusação feita por uma mulher é falsa. Estou dizendo que toda acusação precisa ser tratada com responsabilidade.

Porque chamar alguém de “narcisista” não é diagnóstico.
Chamar alguém de “abusador” não é sentença.
Uma postagem não é prova.
E uma acusação não pode substituir a apuração dos fatos.

A mulher merece proteção. O homem merece proteção.
A vítima merece ser ouvida. O acusado merece ser ouvido.
E a verdade merece ser buscada antes de qualquer julgamento.

Justiça não é escolher um lado antes de conhecer os fatos.

Justiça é analisar os dois lados.

Antes de quebrar a confiança de alguém, pense bem. Na vida e na psicanálise, os vínculos não são estruturas que se rompem sem deixar marcas. A confiança se assemelha a uma ponte: leva tempo para ser construída, sustenta encontros, aproxima pessoas e permite atravessar distâncias que, sozinhos, talvez não conseguíssemos atravessar.


Quando essa ponte se rompe, é possível reconstruí-la, mas nunca de maneira imediata. É preciso reestruturar as bases, reparar as fissuras, reconstruir aquilo que foi abalado. E, assim como o cimento precisa de tempo para curar e a estrutura precisa de tempo para adquirir resistência, a confiança também precisa de tempo para se recompor.


Depois de uma ruptura, talvez a ponte volte a existir, mas o peso que ela suportava antes não poderá ser colocado sobre ela imediatamente. Será necessário cuidado, presença, responsabilidade e, sobretudo, tempo.


Por isso, cuide de suas amizades. Cuide dos vínculos. Cuide da confiança que alguém depositou em você. Antes de agir por impulso, pense nas consequências: algumas palavras podem ser retiradas, alguns erros podem ser reparados, mas a confiança, quando quebrada, exige um longo trabalho psíquico para ser reconstruída.


Nem todo vínculo precisa ser rompido diante de um conflito. Às vezes, é preciso conversar, elaborar, compreender e atravessar juntos aquilo que feriu.


Porque algumas pontes podem ser reconstruídas. Mas, depois que quebram, elas nunca mais recebem o mesmo peso sem antes provar, pouco a pouco, que podem novamente sustentar aquilo que um dia sustentaram.

Hoje compreendi que o amor-próprio não é colocar-se acima dos outros, mas finalmente reconhecer que também existimos para além das expectativas que depositam sobre nós.


Na psicanálise, aprendemos que nem todo sofrimento que o outro sente nos pertence e que não somos responsáveis por preencher todas as faltas alheias. Existe uma diferença profunda entre cuidar de alguém e tornar-se responsável pelaquilo que essa pessoa espera de nós. Muitas vezes, aquilo que chamamos de culpa nasce justamente quando começamos a estabelecer limites.


Há pessoas que só conseguem lembrar do momento em que você não esteve presente para elas, mas raramente perguntam o que estava acontecendo dentro de você naquele instante. É mais fácil transformar o outro em culpado do que confrontar a própria falta, a própria fragilidade e aquilo que não se pode exigir de ninguém.


A filosofia também nos ensina que não controlamos a interpretação que os outros fazem de nossas escolhas. Podemos agir com consciência, respeito e honestidade, mas jamais teremos domínio sobre a narrativa que alguém construirá a nosso respeito.


Talvez amadurecer seja justamente compreender isso: nem todo abandono foi abandono; às vezes foi limite. Nem todo afastamento foi falta de amor; às vezes foi uma tentativa de preservar aquilo que ainda restava de nós.


Existe um momento em que precisamos deixar de viver tentando provar que somos bons para aqueles que já decidiram nos interpretar como culpados.


Amar o outro não deveria exigir o abandono de si.


E talvez o verdadeiro amor-próprio comece quando conseguimos dizer, sem ódio e sem necessidade de vingança:


**“Eu reconheço a sua dor, mas ela não me torna responsável por tudo aquilo que você sente. E também tenho o direito de cuidar de mim.”**

**“Talvez uma das formas mais profundas de ingratidão seja devolver o esquecimento àqueles que, um dia, nos ensinaram o valor da presença, da lealdade e da gratidão.”**

Quanto vale um prato de lentilhas?


Texto base: Gênesis 25:29–34


Esaú tinha algo de grande valor: o direito de primogenitura. Mas, diante de uma necessidade momentânea, trocou aquilo que era eterno por algo que satisfazia apenas a sua fome daquele momento.


Ele disse: “Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?”


E assim, por um prato de lentilhas, Esaú abriu mão de algo que valia muito mais.


Talvez o problema de muitos hoje não seja falta de conhecimento de Deus, mas falta de discernimento sobre o valor daquilo que receberam de Deus.


Há pessoas fazendo coisas que parecem certas aos seus próprios olhos, mas que não têm valor diante de Deus.


A Bíblia diz:


«“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”
— Provérbios 14:12»


Nem tudo que parece certo é aprovado por Deus.


Nem toda oportunidade é uma bênção.
Nem toda porta aberta deve ser atravessada.
Nem todo aplauso significa aprovação.
Nem tudo que satisfaz a carne alimenta a alma.


Esaú estava com fome, mas tomou uma decisão que não deveria ter tomado.


Quantas vezes fazemos o mesmo?


Trocamos princípios por conveniência.
Trocamos propósito por prazer.
Trocamos comunhão com Deus por aprovação das pessoas.
Trocamos aquilo que é eterno por aquilo que é momentâneo.


A pergunta não é apenas: “O que eu estou ganhando?”


A pergunta é:


“O que estou perdendo para ganhar isso?”


Talvez você esteja recebendo um “prato de lentilhas”, mas está entregando sua paz, sua integridade, seu chamado, sua família, seu testemunho ou sua comunhão com Deus.


E então vem a pergunta que precisa ser feita:


Quanto você vale?


Você vale mais do que aquilo que o mundo está oferecendo.


Você não foi chamado para viver negociando sua identidade, seus valores e sua fé em troca de coisas passageiras.


Jesus perguntou:


“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
— Marcos 8:36


O mundo pode colocar um preço em você, mas Deus não mede o seu valor pelo preço das coisas que você possui.


Seu valor está no fato de que Deus o criou, o conhece e o chamou para algo maior.


Por isso, cuidado com os “pratos de lentilhas” da vida.


Eles podem parecer pequenos, simples e até inofensivos.


Mas algumas escolhas aparentemente pequenas podem nos fazer abrir mão de coisas que são grandes demais para serem negociadas.


Não venda por um momento aquilo que Deus preparou para a eternidade.


Antes de tomar uma decisão, pergunte:


“Isso parece certo aos meus olhos ou realmente está certo diante de Deus?”


Porque nem tudo que tem preço tem valor.


E algumas das coisas mais valiosas que Deus nos deu não podem ser compradas de volta depois que as perdemos.


Pense nisso:


Qual é o seu prato de lentilhas hoje?


O que está tentando fazer você trocar seu propósito por satisfação momentânea?


Não venda seu valor por qualquer preço.