Douglas Duarte

Encontrados 18 pensamentos de Douglas Duarte

...da mesma forma que vêm e se mostra, vai-se e se transforma...

Douglas Duarte
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Existe um nome que é sobre todo o nome, o nome de Jesus.

Douglas Duarte
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Um dia eu comi do pão que o diabo amassou, hoje como do pão que amassa o diabo.

Douglas Duarte
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Não existe um caminho até Jesus,Ele e o póprio caminho...

Douglas Duarte
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Amar e compreender as pessoas é uma arte,apenas Jesus pode pintar e ensinala.

Douglas Duarte
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Eu gosto de gostar do que nem todo mundo gosta. Eu gosto de não ser igual aos outros. Gosto de ter paciência, amo saber esperar e anseio que quem eu amo também saiba. O melhor para nós, só virá quando entregarmos o melhor de nós. Vale mais esperar.

Douglas Duarte
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Casa de vó

Não é possível. Ainda não acredito que me peguei pensando em desistir das coisas. Aos 18 anos. A tecnologia tem me assustado tanto, os valores mudaram de tal forma, que me peguei pensando em desistir. Mas acordei. Esse quadro mudou. Bastou um minuto em silêncio, a sós com Deus, na casa da minha avó para tudo mudar.

O período sombrio passou, mas dele sobraram sequelas. A indiferença é uma delas. Quase nada me assustava, muito menos me encantava. Mas naquele mesmo minuto de silêncio, esse quadro também mudou.

Sei que a minha vida é controlada por Deus, mas as coisas que faço enquanto vivo sou eu quem controla. Então me analisei dos pés, a cabeça. Vi que precisava de um banho para tirar a sujeira que eu não enxergava enquanto vivia na sombra. Vi também que joguei fora algumas coisas que ainda me eram úteis. Mas dos problemas, o menor. Consegui recuperar algumas dessas coisas, outras não, mas já nem importa.

Naquele mesmo minuto, consegui estraçalhar uma muralha que estava entre o meu olhar, e as coisas que realmente são incríveis. Quando ela foi ao chão, consegui observar coisas velhas, de maneira nova e nobre. Perdi as contas de quanto tempo fiquei com os olhos vendados, sem enxergar as preciosidades que me cercavam quando ia à casa da minha avó.

Estou deslumbrado! É como se eu olhasse na janela, e enxergasse coisas que só são possíveis enxergar da janela da frente da casa da minha avó. Daqui de dentro, tudo parece mais puro, como se eu tivesse voltado no tempo onde as pessoas eram cúmplices umas das outras. Voltado à época, onde a felicidade estava nas menores coisas, e a riqueza, nas coisas mais simples. Quando chego aqui e sinto esse cheiro suave de calmaria e tranqüilidade, que se misturam ao das flores, arranco de mim a ansiedade e me permito observar tudo, cada detalhe, cada objeto que guarde em si histórias de uma vida. Engraçado essa sensação de paz, se eu fosse místico, diria que ao redor daqui existe um campo iluminado de proteção e boas vibrações.

Parece que aqui, na parede direita da cozinha, lá no cantinho, ficam penduradas todas as chaves que eu procurei a vida inteira para abrir os cofres onde estão guardadas as respostas dos meus maiores conflitos.

É incrível como o amor pode ser expresso de inúmeras formas. Consigo enxergar o amor até no alimento posto à mesa. Posso ouvir uma música que fala de amor só de olhar "praquele radinho" antigo no aparador da sala de jantar. E as fotos... Ao olhar as fotos, naquela parede de madeira envernizada, me tele-transporto para um lugar absurdamente lindo, que nem sei o nome. Na verdade, fisicamente ele não existe. Existia na minha mente, antes de descobrir o quanto é difícil ser gente grande.

Até fiquei tonto. Quanta coisa em apenas um minuto. Não sei se naquele minuto o tempo congelou, ou se horas se passaram e eu ainda não voltei para o lugar chamado realidade.

Douglas Duarte
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Ninguém jamais tropeçará em uma montanha. Pequenas pedras podem derrubar grandes homens.

Se fizermos uma auto-avaliação e colocarmos em pauta a nossa integridade certamente ficaremos perplexos.
Precisamos domar a nossa mente, rever conceitos. O mundo nos impõe determinadas coisas e ao invés confrontarmos, nos moldamos a padrões, que a meu ver, quase sempre são corrompidos.

Para mim, ser íntegro vai muito além de não roubar, de não matar, ou não adulterar. Essas coisas são nossas obrigações.

Além de Deus, só nós podemos “medir” nosso caráter. E o melhor momento para fazermos isso é quando estamos sozinhos. Só podemos afirmar que o nosso caráter não é falho se formos a mesma pessoa quando não há ninguém por perto. Quando obedecemos às regras mesmo sabendo que não seremos fiscalizados. Quando abominamos “o errado” mesmo que ele nos traga algum benefício.

Vamos tomar cuidado para que as pequenas pedras não nos derrubem.

Douglas Duarte
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Papéis invertidos

“Só é maduro quem tem cicatrizes”. Percebo isso quando busco em mim respostas que só vou encontrar em Deus. Quanto mais acredito nas minhas forças, percebo que Deus é quem me sustenta, e eu, nada sou.

Os conflitos que tento enfrentar vão muito além de conhecimento. Poesia, filosofia, musica, às vezes até me aliviam, mas não esclarecem minhas dúvidas. A vida, a morte, tudo entre uma e outra, nada está no nosso controle. E só quando deixarmos de nos ver como auto-suficientes viveremos os privilégios de ser filho.

O pai, a mãe, é, ou deveriam ser os grandes dominadores dos filhos. Os filhos enxergam nos pais a segurança que o mundo não oferece. É trágico quando se invertem os papeis.

Tenho feito isso no meu relacionamento com Deus. Por várias vezes me coloquei involuntariamente como dominador, como pai, ou até mesmo como “dono” do meu próprio nariz. O amor do Pai por nós é incondicional, suas promessas não. Enquanto não nos colocarmos na posição de filhos, fracos sem Ele, dependentes da vontade do Pai, não veremos o Reino dos Céus. Ele quer de nós um relacionamento puro, ingênuo e transparente.

Precisamos parar de questionar a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Mesmo quando a dor nos assola, Deus está conosco. E Ele tem um propósito sobre todas as coisas debaixo do céu. Temos que aceitar e entender isso. Quando perguntamos “porque”, questionamos a Deus. Ao perguntar “para que”, nos colocamos na posição de servos, dependentes, que aceitam a vontade de seu dono, e entendem que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam.

Douglas Duarte
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Seria incrível se pudéssemos mudar um ciclo como o da vida. Pra mim já é maçante a ideia de nascer, crescer, reproduzir e morrer. Na prática não é tão simples assim, os intervalos entre esses momentos são assustadoramente complexos. Algo que me sufoca, além de me deixar com uma sensação de incapacidade, é ouvir que a vida é breve. Mas é fato, então vamos simplificar - sugiro tornarmo-nos ainda mais limitados. Já que não se pode ter mais de uma vida, vamos dividir os dias em vidas. O sol me inspira a fazer isso. Vou dar-me a chance de nascer, crescer, brilhar, diminuir e morrer todos os dias. Se assim fizer, a pureza e a inocência sempre me acompanharão. Se assim fizer, descobrirei coisas novas todos os dias. Se assim fizer, serei sempre o melhor, o maior. Se assim fizer, nunca deixarei de notar o brilho dos outros. Se assim fizer, colocarei todos os dias, a sete palmos da terra, as coisas que não me fazem bem. Nunca vi o sol “triste” por ter morrido no dia anterior. Às vezes ele até se esconde atrás das nuvens, mas está sempre lá, vivo um dia após ter morrido. Nunca percebi a soberba do sol por estar acima de todos – talvez porque ele já tenha experimentado estar por baixo. E ele não permite que essa “instabilidade” atrapalhe o seu brilho-de-cada-dia. Parece que temos muito que aprender com o sol.

Douglas Duarte
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Sei muito sobre mim, mas não o suficiente. Confesso que ainda tento me enganar com desculpas que nem os outros acreditam.

Douglas Duarte
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Estar solteiro é um estado de espírito, não um estado civil. Tanto que há quem permaneça solteiro dentro de um relacionamento. Existem coisas que são feitas para compartilhar, dividir, somar - assim como existem coisas feitas para vivermos sozinhos.

Douglas Duarte
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É triste ver alguém se perder pela própria causa. Na tentativa de trazer luz e apresentar verdades bíblicas, o polêmico e estúpido Silas Malafaia esqueceu-se subitamente de que, sem amor nada somos. Os discursos dele já não nos leva à reflexão, nos leva à ira. Deus já nos avisou, há milênios atrás, que nos fins dos tempos o amor de muitos se esfriaria, mas é muito triste ver isso começar dentro da igreja. Isto não é apologia ao homosexualismo (ou homosexualidade, como preferir), nem minha contribuição literária para com a polemicidade, é apenas um alerta a todos os que têm "uma causa". Cuidado para não se perder. Nunca se ache grande, a ponto de tentar exercer funções que só cabem a Deus. O julgamento não cabe a nós, a nós, cabe amar ao próximo da mesma forma como nos amamos. Não devemos fragmentar a biblia e viver somente o que nos convém. Como sabiamente disse o Dr. Alisson Fonseca - que também é pastor e psicólogo - existe uma grande diferença entre "manjar" de bíblia e saber interpretá-la. Na minha humilde opinião, as interpretações do Malafaia, tanto em relação a bíblia quanto a psicologia e a neurociência, são completamente subversivas, aleivosas e capciosas, além de mostrarem um desvio doutrinário disfarçado de movimento de fé. Como disse o bispo anglicano e doutor em Escatologia e Ciência da Religião, Hermes C. Fernandes, "quem perdeu foi a igreja, cuja credibilidade ficou mais uma vez exposta por conta do discurso moralista radical do líder da ADVEC". Espero que eu não herde, como futuro psicólogo e como cristão, esse ranço "malafaianiano". Nem todos os cristãos e nem todos os psicólogos são iguais a ele. Ainda existem psicólogos cristãos que sabem amar e exercer eticamente a psicologia.

Douglas Duarte
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Bizarros, melancólicos, cômicos e surreais. Estou começando a achar que meus sonhos são produzidos por Tim Burton.

Douglas Duarte
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Uma das minhas metas para este ano é ver-me livre das coisas que me enchem de vazio. Isto serve para músicas, livros, lugares e pessoas.

Douglas Duarte
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Desculpe-me a franqueza, cara Erika Leonard James, mas são estes os cinquenta tons de cinza que aprecio: os que são pintados no céu num amanhecer chuvoso.

Douglas Duarte

Engraçado que o final do dia é tão bonito quanto o começo. Tudo tem começo e fim. Que todos os meus começos e fins sejam como os dos dias.

Douglas Duarte
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Estes dias li uma matéria cujo título me chamou muita atenção: a frustração profissional adoece. A matéria falava a respeito da Síndrome de Burnout, que é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano.

A síndrome é caracterizada pelo estado de tensão emocional e estresse, crônicos e provocados por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. Ela se manifesta, comumente, em pessoas cuja profissão exige envolvimento direto e intenso de questões interpessoais, como é o caso de profissionais da saúde, educação, recursos humanos, bombeiros, entre outros.

Mas meu objetivo é, antes de falar da doença, falar das escolhas profissionais. A profissão, de alguma forma, se torna extensão do próprio sujeito e em muitas vezes é tida como um sobrenome – “fulano, psicólogo”, “ciclano, médico”. Existe um investimento imenso de tempo, dinheiro, energia e, sobretudo, afeto. Este “sobrenome” traz consigo uma carga muito pesada de expectativas sobre o sujeito, o que chamamos de Representação Social, que numa releitura de Moscovici (1978) refere-se ao posicionamento e localização da consciência subjetiva nos espaços sociais, com o sentido de constituir percepções por parte dos indivíduos.

É comum que a tomada de decisão profissional aconteça como um ritual de passagem da adolescência para a vida adulta. Como se escolher uma profissão representasse a efetivação da maturidade. Muitos sentimentos estão em jogo neste processo, não só para quem toma a decisão, mas também para todo o cenário que o levou a tal escolha. A influência familiar é inegável, aliás, partindo do pressuposto que as escolhas ocorrem a partir de identificações e, por sua vez, estão implicadas na forma como vivem as identificações primárias, secundárias e os afetos decorrentes, é comum que a escolha profissional atenda primeiramente ao desejo do outro.

Há algum tempo trabalho com avaliação de perfis profissionais e talvez tudo isso que foi dito sobre as escolhas, justifique parte das incoerências que encontro nos processos de análise destes perfis. O médico que não gosta de gente, o psicólogo que não estabelece diálogo, o comunicador que não se comunica, o palestrante motivacional desmotivado, o professor que não gosta de dar aulas e blá, blá, blá...

Talvez, antes de tratar a síndrome de Burnout, seja necessário tratar a “síndrome do não-vocacionado”. Ainda bem que esta última, é uma patologia repleta de sinais e sintomas. Caso tenha se auto-diagnosticado, dou uma dica (me apropriando de uma frase de Sigmund Freud): ser completamente honesto consigo mesmo é uma boa norma.

Douglas Duarte
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