Dó
É por meio do fazer artístico e da contemplação estética que o processo criativo se intensifica, como uma fogueira onde a lenha nunca deve cessar e a arte é a própria lenha da criatividade.
Nessa trajetória de vida carregamos memórias, mas também deixamos marcas em quem tocamos. Pois é, somos como uma estrada, por nós vêm e vão pessoas e histórias. Algumas nos marcam, nos deixam saudades, nos deixam saberes.
Em um universo de inúmeras possibilidades somos frágeis e finitos, mas isso nos impulsiona a vivermos de forma autêntica.Deveríamos ser mais verdadeiros com nós mesmos, fazendo o que alegra, estando com quem agrada, afastando o que machuca. Contudo, sem jamais esquecer de sermos gentis e empáticos com o próximo, afinal sem alguém para rir e chorar junto a caminhada seria mais longa, exaustiva e sem graça.
No início, nunca imaginei que trilharia um caminho tão longo. Eu só queria fugir do meu passado triste e sombrio. Eu via uma luz no fim do túnel e tinha esperança de conseguir escapar daquela escuridão.
Dizem que nem tudo que brilha é ouro. No final, não era nada mais do que uma cova dourada.
Ele era uma miragem que surgiu do nada. Algo que não pertencia ao meu mundo, algo que desapareceria quando eu segurasse.
Não é razoável insistir em uma porta que não se abriu, após reiteradas tentativas. Quem sabe se bater em outra porta não lhe trará êxito?
(FBN, 18.03.2024)
Escroque ou néscio é aquele que tenta colher em terreno que não plantou. Lastimavelmente, não são raros os tipos que lançam mão de tais práticas, e aqueles que os endossam.
(FBN, 18.03.2024)
Se a paz estivesse disponível em mercados, e muito dinheiro eu tivesse, creia-me que dela faria estoque.
(FBN, 12.07.2024)
Aquele que não gosta ou não sabe lidar com a verdade, terá que contentar-se com a mentira.
(FBN, 18.07.2024)
Sem reclamações ou murmurações e com muita elegância no lidar, degustar os acontecimentos da vida como se pratos fossem.
Da entrada à sobremesa; sejam amargos ou doces; palatáveis ou não, ora servidos no restaurante da existência.
E é bem verdade que todos, vivos, à mesa estamos!
(FBN, 11.08.2024)
Quem já assistiu Game o Thrones e acompanha a história política nos últimos anos vê que aqui tá tudo muito louco!
Gardena do Lima
De um lado, exclusões e inclusões, predileções e desprestígios, baixa auto estima e alta auto estima, afetos e desafetos, escolhidos e preteridos, nas redes apenas se reproduz, por vezes, um retrato da realidade. Por outro lado, há perfis que são ficções totalmente distorcidas do cotidiano, por onde, o perfil se auto referencia, com algo inexistente no mundo real, em ilusão singular. Na Matrix, em Nárnia, em um imaginário qualquer...
Perdoa o que puder ser perdoado
Esquece o que não tiver perdão
É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico.
É destino do homem rezar, pedir o auxílio do desconhecido para o bem e para o mal, é sina deste pobre animal, mais carregado de trabalho que qualquer outro bicho da terra ou do mar, ter medo e desconfiar das próprias forças.
Não há terra onde prospere como nesta a flora dos sem-ofício e dos parasitas que não trabalham. Esses sujeitinhos vestem bem, dormem bem, chegam a ter opiniões, sistema moral, ideias políticas. Ninguém lhes pergunta a fonte inexplicável do seu dinheiro.
O malandro brasileiro é o animal mais curioso do universo, pelas qualidades de indolência, de sensualidade, de riso, de vivacidade de espírito.
