Desconhecido
Se algum dia eu bater na porta do seu coracão, nao se assuste, nao vou pedir nada, estarei apenas querendo permissao para te fazer feliz.
“Eu queria que você estivesse aqui, nesse exato momento, eu posso ter tudo, mas sempre falta você e pra falar a verdade você é a unica coisa que importa, e eu não tenho você, não aqui do meu lado. Passar o dia todo pensando em você se tornou um vicio, sentir sua falta e abraçar o travesseiro já se tornou tão normal, eu ando precisando mais de você do que qualquer outra coisa, trocaria tudo apenas pra ficar frente a frente com você e finalmente poder te dizer “eu te amo” olhando no fundo dos teus olhos.”
Não se guarda as palavras, ou você as fala, as escreve, ou elas te sufocam
Eu me afastei. Me afastei daqui, me afastei das pessoas, me afastei da vida, mas acho que era só pra pensar. Pensar um pouco nos erros que ando cometendo, nas vontades que ando tendo, nos medos que andam me afligindo cada vez mais. Pensar em como ando mudando, e se isso está sendo bom pra mim. Acho que às vezes precisamos disso, de uma breve pausa, para rever nossos conceitos, para voltar a ser o que éramos, ou para simplesmente seguirmos em frente, mudarmos, tomarmos novos ares, seguirmos novos rumos.
Apesar de todo avanço, ainda temos em maioria na mente ideias patéticas como a de que o homem naturalmente é um traidor. E, a mulher, na maioria dos casos em que trai, é aplaudida e considerada independente e de atitude. Ainda dizem que ela fez isso porque o homem não prestou.
Digo que a vida normal não é normal porque a maioria das pessoas as vivem, mas sim porque as pessoas querem vivê-la. Cresça, case, se reproduza e todo esse conjunto de clichês que inexistem quando você pode ver, profundamente, a vivência de alguém.
Somos mesmo incríveis, apesar de todos os erros. O desejo pela sobrevivência que fez pessoas se unirem e a procriação da espécie que fez casais foi além da coisa natural, a engrenagem virou a máquina em si. E na ilusão de sermos queridos e especiais, às vezes cometemos o erro inocente de ocultarmos nossa natureza real de quem tanto desejamos o reciproco sentimento. É desse jeito que acabamos esquecendo que amor só funciona com aceitação. E nós, meu velho, só queremos um pouco de carinho. Só muda o jeito como cada um o busca.
Não se trata exatamente do chavão "seja você mesmo", mas de "aceitar você mesmo... e o outro." Só dá certo se você for capaz disso, se não for, é porque essa pessoa não é A pessoa... ao menos por enquanto. E também não é como se tivesse só uma "A" pessoa. Existem várias ao longo da jornada e todas elas acabam contribuindo e te transformando de alguma forma, como se você fosse gesso e sua família, seus amigos e relacionamentos, canetinhas.
A grande ironia é que, no fim, ceder a própria essência para que alguém se sinta bem ao seu lado - ainda que seja para que você se sinta bem no fim - é um dos atos mais altruístas que alguém seria capaz de fazer, ao contrário da aparência (ou proteção?) arrogante do "amar a si mesmo", mas que parece ser o único jeito de se guiar a própria existência.
Mas quer mais uma ironia? Muitos que amam a si mesmos profundamente acabam fazendo isso para que possam amar outro. No fim, por mais que você se sinta completo e o copo esteja meio cheio, você ainda deseja aquela presença ao seu lado, a mão que caça a sua e um "ei, eu gosto de te ver". A gente só esconde, o que faz com que um monte de gente pense que estão sentindo sozinhas.
você caminha defendendo-se de medos criados pela sua mente, você caminha como se ninguém quisesse te ver e, então, termina por esquecer-se de enxergar os bons olhares.
Eu vejo ruas vazias iluminadas por uma luz alaranjada que rompe a névoa da madrugada. Semáforos tentando controlar um transito que não existe como nós, no controle ilusório da realidade. Janelas que mudam em tons variados de azul graças a uma televisão ligada para alguém que dorme no sofá.
Toda essa solidão, todo esse brilho para olhos fechados e essas famílias e esses gatos vadios, e não sabemos até quando vamos durar. O vento canalizado vindo do mar, cortando ruas como se o mundo estivesse respirando fundo. A realidade um jeito de ver e achar. O trivial sendo o palco que, de tão indispensável, nem consideramos não perceber.
Parece tudo tão momentâneo, tudo tão perecível. E nos confundimos, porque sabemos que a vida é curta demais para se preocupar, mas igualmente curta para que não nos preocupemos com o agora, que é o que nos é certo e palpável - enquanto equilibramos com cuidado um pilar de objetivos futuros.
Apesar de tudo, há eternidade em todos os lugares onde as solas de calçados já pisaram, naqueles pedaços de concreto e pedras portuguesas. A mesa de bar com amigos que já se mudaram - ou apenas mudaram - que já teve tantas marcas molhadas circulares de copos. Um grande e esperado (re)encontro. O momento em que aqueles dois se olharam nos olhos pela primeira vez e tudo mudou. A mulher de meia idade que passeia com seu poodle e pensa em seus filhos que, quadras atrás, vêem naquela prova de matemática o maior desafio de suas vidas.
Sombras de existências que se acumulam ao longo de décadas, e logo mais, séculos. Histórias que atravessaram o fim e o começo de milênios, romances que nunca aconteceram, desejos perdidos cravados em bancos de praça que, também, têm neles memorizados a impressão de um pedido atendido. Cadeiras de cinema que foram o cenário de momentos tão sublimes.
Todos vivemos e nos acabamos, nos abandonamos, mas a nossa eternidade está por aí, invisível, só podendo ser identificada por olhos acoplados a tantas memórias. Essa é uma madrugada de ruas cheias de histórias, e muitas ainda por contar. Se há certeza da morte, há que a vida é eterna e os momentos dela – e apenas dela - ecoam de existência em existência.
Na imensa necessidade de se sentir alguma coisa que nos faça sorrir, corremos a todo fôlego rumo a lugar nenhum e tropeçamos em nossos próprios caminhos perdendo tudo o que vale e valeria à pena. Cruel, isso acontece devagar o suficiente para não percebermos, como um veneno mortal em pequenas doses.
Assim, acabamos nos sentindo mais dormentes e mais desesperados, enganando-se com a idéia de que isso nos torna mais fortes – como se a descrença em um paraíso a nós merecido fosse tola. E de tanto cair e se machucar, ficamos medrosos e duvidosos de qualquer dádiva e sonho, e pouco a pouco vamos destruindo tudo o que falta do agora até o fim de nossas vidas.
Falamos muito do valor da amizade, mas a real é raríssima. Todo mundo acha isso, mas poucos admitem. Pensamos que temos muitas amizades, mas nós, na verdade, apenas conhecemos (fisicamente, não interiormente) várias pessoas. Mas, o que alem da água é de valor e comum, nessa vida? Amigos são uma extensão da família que nós amamos durante todo o ano, e provamos nosso apresso com atos, mas no natal nós temos a oportunidade social de demonstrar isso com palavras sem parecer chato.
A amizade é curiosa. Aquela que é verdadeira (como se pudesse existir uma amizade que é falsa) é quase sempre independente de objetivos e interesses. Veja, na vida, a maioria das coisas que fazemos é buscando conseguir algo, mas a amizade inverte todo esse conceito. Teve empatia e agora você está enfrentando a maldade do mundo com mais alguém, e todos um cuida do outro e briga quando acha que algo está errado. Isso tem um nome: Nobreza.
O amigo real continua firme contigo, sem fraquejar. Respeita a ausência, acolhe na proximidade. Não trai. Entende a velocidade da vida e sua disparidade, e nos momentos propícios, está junto. Através da vida nós nos metemos em problemas. Nós nos metemos em brigas. O irmão de verdade, se for se envolver, jamais irá se deixar levar pela mentira dos outros. Jamais julgará sua moralidade sem antes entender o que de fato aconteceu. E se você falhou, ele dirá e vai te apoiar. E se você acertou e venceu, comemorará contigo. Não há inveja, a alegria é compartilhada. E diabos, como esta terra é assolada por mesquinharia.
Amigo anda ao lado, não montado... A menos que este esteja ferido demais e precise ser carregado, então ele apenas entrega sua vida à responsabilidade daquele que confia. Amizade é provavelmente o alívio das merdas que a existência nos impõe diariamente, nas mais diversas intensidades. Namoros vêm namoros vão, mas o único relacionamento forte mesmo é esse, de irmandade.
Tudo isso o que eu disse não é idealização. É real, está acontecendo agora, neste momento, mostrando que amar a vida vale a pena e que você tem alguém para brindar a vida contigo. E a estes meus amigos, que provaram ser o que dizem, aos quais sou tão grato em primeiro lugar por existirem, deixo o meu feliz natal e uma chuva de rabanadas. Chutarei bundas por vocês porque sei que vocês chutariam por mim!
Não ter religião não significa ser ateu.
Ser vegetariano não significa ser evoluído.
Desespero não significa coragem.
Inteligência não significa sabedoria.
Ser bom com uma mulher não significa que ela tenha que se sentir atraída.
Não ter cultura não significa ser mal educado.
Ser magro não significa ser saudável.
Ser bom não significa ser bobo.
Não ter apego não significa ser mau.
Sentir saudades não significa carência.
Significar não é ser.
