Dê
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Seguir em frente é um grande desafio quando aqueles que amamos já não estão aqui.
Sem vínculo, afeto e atenção, a vida após o nascimento não encontra sustentação.
Ficar ressentido, por vezes, tem motivos legítimos; o que não faz sentido é guardar mágoa de alguém que não faz mais sentido.
Quem teme a morte sobrevive; quem busca sentido, vive.
O luto vem e, sem demora, surge a hora de um novo agora, sem o amor que foi embora. Resta a dor que aflora na alma de quem chora e implora pela paz de outrora.
Nenhuma posição ideológica e partidária será maior que a graça que sobre nós foi derramada.
Pobre e miserável é o meu coração,
que custa entender o poder do perdão.
Mas, com Ele, sinto que há cura na reconciliação.
Ser feliz virou estratégia de lucro — não mais um fim em si, mas um meio de produzir mais.
Por vezes, entregamos muito a quem não nos entrega nada.
"A burrice e a ganância são siamesas" (Victor de Oliveira Antunes Neto)
Muitos perguntam por que Deus não destrói o mal. Mas, se Deus destruísse o mal, você já parou pra pensar que Ele também destruiria você? Afinal, quem de nós nunca carregou o mal dentro de si?
minha dopamina cacheada I
ainda que me drogue
eu não mudaria meu vicio
continuaria dopado
viciado, em tal sentimento.
um cão preso em canil
com sua vontade de fugir.
e ainda que o joguem ossos
ele não morde com vontade
mas com saudade, de seu viver
de tal desejo infantil
admito que o vejo correr
livre.
e me lembro de tal dia
que eu parecia correr
como um cachorro no cio
direto pra você
enquanto tento não enlouquecer
dopado de dopamina.
dopado de você!
Desenho não dá dinheiro e nem futuro pra ninguém.
Você tá ensinando o nosso filho a desenhar na parede da sala?
Se eu não desistir, vai dar certo.
– A gente vai viver do quê?
– De desenho.
Eu sinto que o seu sucesso vai nascer da sua família.
Vai dar tudo certo. E se não der certo logo, você vai estar chegando cada vez mais perto.
Reclama do que clama, aclama e declama.
Paradoxo da vida cotidiana.
Todo fim de ciclo guarda em si a semente do recomeço.
Na pós-modernidade, a pressa em remediar a dor da perda impede a elaboração e a transformação.
Não se trata de romantizar a dor, mas de entender que o sofrimento pode ser um sinal de que algo precisa mudar.
O paradoxo da impossibilidade como berço do desejo.
O desejo proibido não só excita, como eterniza.
A repressão alimenta o desejo; a liberação desencanta.