Cleópatra

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⁠Silencio por virtude, evitando a tentação da falácia; entretanto, quando eu penso, escrevo ou respondo...já são eus diferentes contradizendo meu silêncio.

⁠Sabendo infimamente sobre tudo é fácil escrever sobre nada

⁠A vida nos propõe tantos senões que evitamos peso confundindo leveza com superficialidade

⁠O copo da vida volta a se encher do vazio a cada fase vencida… estou no final desse processo, onde as palavras já fazem cócegas e a música é o único diálogo plausível… a única coisa que me dói a alma é pensar que posso voltar à matéria novamente.

⁠Somos treinados à lutar, mas não nos ensinam sermos vitoriosos...sem saber o que fazer, a vitória, nos parece final de linha.

⁠Com certeza são bem-vindos os que chegam; porém, é revigorante ir buscar os arredios. Conquistar confiança e ser confiável, está nos planos de Deus para nós, e também faz parte da cartilha de ser humano

⁠Da poesia ativista, não vejo nada mais contundente do que escrever sobre o belo.

⁠Não nos somos nem emprestados
apenas arriscamos
brincando com a sensualidade
que nos inspira

⁠Permita-se
Ouvir meu coração
Ele te grita
O tempo todo:
- tenha paz!

⁠Ah!
Como é bom
Os disfarces de enigmas
Absurdos
Consolam ansiedades
Que anunciam frustrações

⁠Entre a liberdade do grito
E a proteção do silêncio
Confesso que ainda busco
A terceira via, onde talvez
Os dois se cruzem

⁠A melhor forma de ter segredos é não ser segredo e, se segredo formos, que sejamos livres de segredos.

⁠Curiosidades não tão inocentes me roubam sorrisos; mulheres merecem essa vaidade.

⁠Perdoe-me a intensidade
Não sou capaz de castrar
A extroversão do meu silêncio
Ao denunciar disfarçada introspecção

⁠Deixa meu beijo
alcançar teus segredos
minha língua
falar à tua carne
minha boca
entalar com tua confissão

⁠Somos loucos em não aceitarmos a paz do homem de lata.

⁠A brisa que nos sopra vem de longe,
nunca sei o que fazer, quem reage é
o meu eu que revelas.

Quando o pensamento se encontra sibilante, adormeço, a mente cansa

Há um tinteiro de lágrimas à cada pena que chora em pautas

Não me importo se raízes não me permitem destoar de estátuas

O vôo do ser ocorre na leveza da mansidão

Me permito ser lua. Ora riso frouxo ora Monalisa e em outras, por vezes, nem a face é refletida.

IMPERFEITAMENTE

Sem explicações
Tudo mudou
Até a chuva, pranto meu
É feliz de amor

Nas minhas contemplações
Visito momentos teus
Tudo adivinhação
Daquilo que não tenho a mínima noção

Fico observando bem quietinha
Pra nada interferir
Não é sacrifício nenhum
Ser nobre por ti

Seja uma fantástica idealização,
Quimera,
Falácia da projeção
Não importa

Quando a saudade aperta
Leio em silêncio
Pro tempo escutar

Tempo não perca seu tempo,
o meu amor não será esquecido,
é único e verdadeiro
me faz inteira e capaz
de amar aos pedaços,
os amores
que me são permitidos

Da frustração do tempo,
envelhecemos pedindo
que o amor nos espere

Da frustração do tempo, envelhecemos pedindo que o amor nos espere.

Pés no chão para sobreviver, asas da imaginação à poesia que nos faz viver.