Brione Capri
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Entrei em um negócio lucrativo,
Ando trocando razões por paz.
Atravessar o oceano,
Exige despedir-se da costa.
Tenho mais medo da minha coragem,
Que medo dos meus medos.
Quando você deixa de ser plateia,
de teatro de quinta,
Fecham as cortinas.
Eis a questão,
Tem gente que enxerga a verdade,
Tem gente que tropeça nela.
Faz tempo,
Que me despedi da minha versão anterior.
E você aí,
Planejando o date no futuro com ela.
Motivação é o futuro sussurrando no teu ouvido,
Tenta de novo,
Você consegue.
Passarinho de cativeiro,
Acha o cantar dos que são livres, deboche.
Bendito desconforto,
Que faz a gente perceber,
que certos lugares não merecem nossa presença.
O girassol não reclama da noite,
nem discute com a lua.
Ele só espera o dia amanhecer.
Não forço ninguém a entender que, minha presença é privilégio.
Resolvo com um até breve sem volta.
Caco de vidro reluz no sol,
e chama atenção,
Mas não sai de cima do muro
Que sua maturidade não te deixe confundir,
Bobagem emocional,
Com paixão.
Se sou eu quem banco minhas consequências,
A partir daí,
você me deve silêncio.
Para ter uma boa convivência comigo,
Basta não confundir,
Minha gentileza com ingenuidade.
Passarinho que já foi ferido,
Sabe a diferença.
Do que é laço,
E o que é nós.
Desapegue do,
Quase deu certo
Quase aconteceu
Quase fomos.
Quase,
Não soma resultado.
Rega teus canteiros,
E respeita o intervalo,
Entre o plantio e a colheita.
Se pertencer,
É transbordar sem pedir licença.
Não adianta mudar a decoração da casa,
Com o lixo jogadoembaixo do tapete.
Libertador é conhecer nosso lugar,
Na vida das pessoas,
ou fora da vida delas.
Não adianta reclamar,
Enquanto você não consertar o telhado,
Vai ter que colocar baldes nas goteiras.