Brione Capri

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Poetas
São deuses que sentem.

Afeto em horas vagas,
É sobra.

Filho,
É avião.
Mãe,
Pista de pouso.

Quebrado em mil pedaços,
Lembrei a ordem certa,
Fiquei mais forte,
Colando um a um.

Veia única,
Coração não volta atrás.

Quem foi avião de papel
No olho do furacão,
Não tem medo de ventania que arranca folhas.

Não reparei,
Que no fundo, bem lá no fundo.
Teus olhos,
Escondia um cadáver de uma menina.

Quando duas solidões se flertam,
Um coração se lasca.

Aprendi que a paz só encontra quem é livre,
Por isso,
Te libertei da prisão dos meus sonhos.

Meu bem,
Contos de fadas não salvam princesas.

Algumas saudades são sonâmbulas,
Nos levam para o precipício de olhos abertos.

Sem interrogatórios,
habeas corpus concedido,
Para a felicidade.

Mataram as borboletas no estômago,
Não perceberam,
Que no peito eu tinha uma fênix,
E na mente uma águia.

Entre a cabeça e o coração,
Existe um bombardeio,
E sentimentos mutilados.

Eles são apontados pela cidade,
Dois cumplices de um crime,
Mataram juntos a saudade.

Eu nem deveria ter dado ouvidos,
Quem disse que sou obediente?
Deu a mão, o coração, e tudo mais,
Me endividei com o futuro.

O tempo sempre entrega as respostas,
Sem errar o remetente.

Você era o sorriso,
Que eu fechava os olhos para ver,
Quando o dia estava ruim.

Falei aquela frase clichê,
Entreguei meu coração embrulhado com papel machê.
E na primeira lata de lixo ele foi descartado.

Para cura acontecer,
É preciso revisitar o machucado algumas vezes.

Ser sincero tem consequências e grandes tragédias,
Poucos conseguem ler, ou lidar.

Você continua repetindo os mesmos erros,
E eu fingindo que não percebo

Sirva-se,
Coma,
more.
E,
Comemore.

Sobre muros e pontes,
Saiba pra quem vale a pena,
Construir ou demolir.

Meus objetivos sabem ,
Quem é o samurai da vez.