Biografia de Bocage

Bocage

Bocage nasceu em Setúbal, às margens do rio Sado, Portugal, no dia 15 de setembro de 1765. Em 1783 alistou-se na Marinha de Guerra, graduando-se em seguida. Logo parte para a Índia, onde é promovido a tenente e mandado para Damão, desertando logo depois. Foge para Macau e de lá retorna para Portugal, em 1790.

Em Lisboa, Bocage, usando o pseudônimo de Elmano Sadino, participa da academia “Nova Arcádia”, convidado pelo Padre José Agostinho de Macedo. Indispondo-se com o mesmo, abandona a academia.

Bocage produziu poesias, sonetos elegias, odes, fábulas e cantatas. Identificado pela poderosa veia satírica, autor de poesias obscenas, reflexo de sua vida boêmia, desenvolveu também sua veia amorosa, retratando na poesia, a concepção do amor e seus infortúnios. O ciúme é a tônica de muitos versos, refletindo sua insegurança em relação à pessoa amada. Produziu belos poemas líricos, figurando ao lado de Camões e Antero de Quental.

Entre suas obras, destacam-se “Poesias” datada de 1853, “Pavorosa Ilusão da Eternidade”, “Pena de Talião”, “O Triunfo da Religião”, “A Virtude Laureada”, “Mágoas Amorosas de Elmano”, “A Puríssima Conceição de Nossa Senhora”, entre outras.

Acusado de satirizar o clero e os nobres, foi condenado pela Inquisição, passando a cumprir pena nos mosteiros, época em que se dedicou a traduzir autores franceses e latinos. Bocage faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 21 de dezembro de 1805.

Acervo: 32 frases e pensamentos de Bocage.

Frases e Pensamentos de Bocage

Noite tempestuosa

O céu das opacas sombras abafado,
Tornando mais medonha a noite feia,
Mugindo sobre as rochas, que salteia,
O mar em crespos montes levantado;

Desfeito em furações o vento irado;
Pelos ares zunindo a solta areia;
O pássaro nocturno que vozeia
No agoireiro ciprestes além pousado;

Formam quadro terrível, mas aceito,
Mas grato aos olhos meus, gratos à fereza
Do ciúme e saudade, a que ando afeito.

Quer no horror igualar-me a Natureza;
Porém cansa-se em vão, que no meu peito
Há mais escuridão, há mais tristeza.

Bocage
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Amores vêm e vão, mas o verdadeiro amor nunca sai do coração.

Bocage
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Triste quem ama, cego quem se fia.

Bocage
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Nascemos para amar; a Humanidade

Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.

Tu és doce atractivo, oh fermosura,

Que encanta, que seduz, que persuade.

Quantas vezes, Amor, me tens ferido!

Quantas vezes, Razão, me tens curado!

Quão fácil é de um estado a outro estado!

O mortal sem querer é conduzido!

Nos torpes laços de beleza impura

Jazem meu coração, meu pensamento...
Bocage

Bocage
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Os amantes são assim: Todos fogem à razão.

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