ALEXANDRE LEONARDO

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"...Meus filhos de de dois anos tiveram mais festas de aniversário que eu, com os meus 35 anos..."

A cura
Joia rara que a vida me deu para cuidar,
Um abraço que cura e me faz descansar.
Lindo é o brilho que nasce do teu sorriso,
Iluminando o meu mundo, meu paraíso.
Achego macio, carinho que nunca termina,
Ninho de afeto onde a paz sempre domina,
Anjo que a sorte trouxe para a minha rotina.

Desarme
Juro que tento ser sério e discreto,
Um verdadeiro lorde, bem correto...
Logo que te vejo, o plano desanda,
Impossível não virar seu fã de carteirinha!
Acho que é feitiço ou coisa do tipo,
Não sei, só sei que seu riso é o meu vício,
Ainda bem que você me aceita assim,bobinho sorrindo assim.

Raio de luz
Junto de ti, o mundo ganha cor,
Um brilho que transforma o meu olhar.
Luz que irradia paz e puro amor,
Imenso é o desejo de te acompanhar.
A cada riso seu, renasce a esperança,
No compasso doce do meu coração,
Amor que traz a alma em segurança.

O Peso do Prato
Não é apenas o metal da balança,
nem a frieza do mármore no chão,
a justiça é o grito da esperança
que exige resposta do coração.
Pois a lei que se cala no papel,
e o direito que dorme na gaveta,
são como um barco sem timonel,
perdidos na fúria de uma tempestade preta.
Justiça é dar a cada um o seu lugar,
é enxergar no escuro a verdade nua,
é ter a coragem de não se calar
enquanto a injustiça caminha na rua.
Que a venda nos olhos não seja cegueira,
mas foco no que é reto e verdadeiro,
para que a equidade, sem barreira,
seja o juiz de todo o mundo inteiro.

"O beijo falso"
O punhal do silêncio corta mais fundo que a palavra, e o eco da mentira desfaz o que a alma lavra.
Um pacto de vidro, outrora límpido e reluzente, cai ao chão em estilhaços, ferindo o presente.
O olhar que era abrigo agora é estranho e frio, deixando a confiança como o leito seco de um rio.
Trair não é apenas quebrar um laço ou uma jura, é plantar no peito do outro a semente da tortura.
Dói o beijo que ainda guarda o sabor do engano, e a sombra do medo que se estende por todo o plano.
Pois o perdão pode até vir, como a calma após a ação, mas nunca devolve a inocência a um coração.

O quarto agora guarda um frio que não vem do vento, é o peso o "nós" transformado em esquecimento.
A mesa posta para dois, o café que esfria no centro, enquanto a verdade corrói o que eu guardava por dentro.
As paredes repetem promessas que o tempo mentiu, amoldura sustenta um riso que a traição destruiu.
Não foi só a carne, foi o templo que ruiu no chão, deixando o silêncio ser a única voz da solidão.
Onde havia abrigo, agora existe um deserto de dor, as cinzas do que fomos sufocam o resto do amor.
Dói saber que o abraço que outrora me salvava, era o mesmo que, em segredo, a minha cova cavava.

Nas cinzas do que fomos, o inverno se fez morada, aconfiança, como névoa, sumiu na encruzilhada.
Onde havia o toque, resta o rastro do abandono, e a alma, exausta, já não encontra o seu sono.
É um luto sem corpo, um adeus que não se disse, como se a vida, num sopro, de mim se despedisse.
A ferida não sangra, ela gela o que resta de luz, ea memória do teu beijo é agora a minha cruz.
O silêncio é o carrasco que aperta o nó no peito, transformando o nosso ninho em um vazio estreito.
Trair foi o punhal que não matou o meu pulsar, mas condenou meu coração a nunca mais saber sonhar.

"VAZIO"
Nas cinzas de um ontem que já se desfez,
O tempo caminha em passos de abandono,
Deixando o silêncio, este amargo patrono,
Ditar as saudades que sinto outra vez.
Não há mais o brilho nem a lucidez,
Apenas o vácuo de um longo outono,
Onde a esperança, em eterno sono,
Perdeu sua força e sua altivez.
Sou sombra perdida num corredor frio,
Buscando o abraço de quem já partiu,
Na margem deserta de um imenso rio.
A alma se curva ao peso da dor,
E o peito, cansado de tanto vazio,
Esquece o caminho do antigo fervor.

"À sombra de um tempo que já não me alcança,
Guardo o silêncio de quem tanto esperou;
Sou o eco de uma vã e antiga esperança,
Que o vento da vida, aos poucos, levou."

Mesmo que a noite estenda o seu véu frio
E o vento sopre um canto de descrença,
Há uma luz que, sutil e intensa,
Nasce no fundo do maior vazio.
Ela é o broto em meio ao solo estio,
A voz que fala onde a dor é imensa,
Uma certeza, doce e indefensa,
Que guia o barco em curso de um rio.
Pois se o outono despiu toda a árvore,
E o peito se fez duro como o mármore,
A vida insiste em nova floração.
A esperança é o sol que o medo espanta,
É a semente que no escuro canta,
Fazendo eterno o humano coração.⁠

Ergueste o altar em terra movediça,
Onde o cristal da fé brilhou ao sol,
Mas sob a luz que a alma então cobiça,
O fio se rompe no invisível anzol.
A mão que afaga é a mesma que atiça
O fogo que apaga o antigo farol;
A voz, que era doce, tornou-se injustiça,
Mudando a matiz do meu pôr do sol.
É frio o rastro que o engano desenha,
Como o silêncio de uma casa nua,
Onde a verdade não traz mais a lenha.
Pois a decepção é a queda lenta:
A máscara cai, a imagem flutua,
E o que era porto, hoje é tormenta.

A noite verte o pranto sobre o cais,
Lembranças de um tempo que morreu.
Entre as sombras de dias desiguais,
Xadrez de um destino que é só meu.
Alma perdida em sonhos ancestrais,
No peito, o eco de quem se perdeu.
Deserto de desejos ideais,
Resta o silêncio que o céu prometeu.
E o vácuo se faz dono dos portais.
Longe vai o brilho da alvorada,
E o cansaço domina a caminhada,
Onde a esperança não encontra abrigo.
No escuro desta estrada abandonada,
A saudade é a sombra na jornada,
Rastro de dor que carreguei comigo.
Desolado ao relento...
Olvido.

"A decepção é o preço que se paga por construir castelos em cima de expectativas alheias, em vez de alicerces reais."

"A ingratidão é o eco de um favor lançado ao abismo: onde esperávamos o som do reconhecimento, o tempo devolve apenas o vazio de um gesto esquecido."

Semeia-se o tempo em solo de espera, num gesto manso de quem sabe o rito;
Não se apressa o fruto, nem a primavera, pois tudo o que é grande nasce no infinito.
A paciência é a calma que tempera
O ímpeto voraz do que é aflito;
É a voz que cala enquanto o mundo impera, eo silêncio que vence qualquer grito.
Como o rio que a pedra lenta fura, sem força bruta, mas por persistência.
A alma se molda em sua própria cura, aprende, enfim, na mais sutil ciência, que a vida só entrega a luz madura aquem soube honrar a arte da paciência.

A casa, que era grito e movimento, guarda agora um silêncio que devora.
O tempo, esse mestre sem alento, levou o que era o meu mundo outrora.
Restam vestígios, brinquedos, rastros de um momento, o eco de risadas que me devora.
Sinto o vazio, o puro isolamento, de quem viu os filhos ir embora.
Mas se a saudade aperta e faz o pranto, é também o orgulho que floresce, ao ver o voo dessa crianças que é meu encanto.
Pois filhos são a luz que a vida nos empresta,enquanto a ausência a alma enternece.
O amor de uma vida que terão como herança.

No girar do tempo, o mundo floresce,
Pois hoje o dia é todo seu, e a vida agradece.
Mulher de força, de graça e de brilho sem fim,
Que cultiva sorrisos como quem cuida de um jardim.
Que seu novo ciclo seja um mar de conquistas,
Com horizontes abertos e as mais belas vistas.
Siga sendo essa luz que encanta e inspira,
A nota mais doce em qualquer melodia.
Parabéns por ser quem você é!

Amiga de alma e de luz sem igual,
Lidera com graça seu brilho vital.
Encanto que emana em cada sorriso,
Sabedoria de quem faz o que é preciso.
Sensível, mas forte, com garra e paixão,
Abriga o mundo em seu grande coração.
Nobreza de espírito em tudo o que faz,
Defensora da vida, do amor e da paz.
Rara virtude, presença que inspira,
A nota mais linda em qualquer melodia

"A mão que estende o amparo, por vezes, colhe o espinho; o favor de ontem vira o peso que o ingrato descarta no caminho."

Plantei flores em solo seco e colhi apenas o esquecimento, mas entendi que a bondade é sobre o meu caráter, não sobre o reconhecimento alheio. Onde deixei amor e recebi o vazio, sigo em frente com a paz de quem deu o seu melhor, pois a ingratidão do outro é uma corrente que ele carrega, enquanto o meu desapego é o que me liberta.

"A superação nasce quando entendemos que o reconhecimento é opcional"

Atrás do riso que a todos convence, mora o cansaço que ninguém vê.
O mundo aplaude quem não se rende, mas ignora o peso de se manter de pé.
Ergo muros de ferro e porcelana,
com tijolos de orgulho e de solidão.
Se a alma grita, a voz se engana, e o rosto mascara o que vai no coração.
Digo "estou bem" como quem reza, um mantra sagrado pra não desabar.
Pois ser fortaleza é a maior incerteza, um navio que afunda sem poder transbordar.
Mas por trás da armadura, o peito é ralo,
há um resto de medo pedindo um abraço.
Porque fingir ser forte é o maior gargalo, é morrer um pouco em cada passo.

A máscara pesa mais que o próprio rosto,
Engulo o choro, o medo e o desgosto,
Sou o pilar que todos vêm buscar,
Mas no silêncio, minha a estrutura range.
Sou o oceano que não pode transbordar,
A dor contida que a ninguém consegue enxergar.
Tristeza e cansaço escondido no rosto
Com sorriso disfarço, o meu triste esforço.
Meu grito ecoa o vazio no peito.
Que ainda acredita em um mundo perfeito.

"Ter fé não é ver o caminho inteiro, mas dar o primeiro passo com a certeza de que Deus sustenta o chão."