ALEXANDRE LEONARDO
"Santo ou pecador, todos são tratados iguais pela minha lâmina, da porta para dentro, aplico a justiça, independente da quantidade de ouro que você tenha, assim é, e assim sempre será"
Meiga em cada gesto e olhar,
Encantanda o mundo ao passar.
Nasce nela a força de vencer,
Iluminando tudo ao crescer.
Nobre é o seu jeito de ser,
Alegria que faz florescer.
Viva, intensa e tão rara,
Inteligência que não se compara.
Tu tens o brilho da glória,
Onde passa, deixa memória.
Risonha, doce e guerreira,
Inspiração para a vida inteira,
Amenina que é pura vitória.
A Menina Vitória
No brilho dos olhos, traz a aurora,
Caminha com passos de quem sabe onde vai.
Pequena no tamanho, mas grande agora,
A menina Vitória nunca se retrai.
Seu nome é promessa de superação,
É riso que vence qualquer tempestade.
Leva a esperança em cada canção,
E vive a vida com pura verdade.
Não é só um nome, é o seu destino,
De conquistar mundos, de ser o que quiser.
No rastro que deixa esse ser tão divino,
A menina floresce e se faz mulher.
Que a força do nome te guie o caminho,
Com flores, abraços e muito carinho.
Pois em cada gesto, em cada memória,
Brilha o sucesso da menina Vitória.
“As Mãos que Tudo Deram… e Nada Tiveram.”
O sol nem nascia…
e ela já era lida pelas frestas da vida.
As mãos, calejadas antes do tempo,
eram barcos de carne enfrentando o vento.
Não conheceu o descanso…
nem o pão de sobra.
Sua história foi escrita
na coragem silenciosa de sobreviver.
Venceu o cansaço…
enganou a fome…
honrou um destino duro,
que o mundo tantas vezes ignorou.
A casa era pouco.
O frio… era muito.
O teto chorava em cada minuto.
Faltou sustento… faltou lugar…
mas nunca faltou o esforço de amar.
Com o passar dos anos,
o brilho dos olhos se apagou devagar.
A tristeza morava em silêncio,
como uma chuva fina dentro da alma.
Mas então…
a porta se abria.
E quando via o rosto dos filhos…
o mundo cruel parava por um instante.
Na risada deles,
a fome passava.
No abraço pequeno…
a dor descansava.
Eles eram seu tesouro.
Seu ouro.
Sua razão de continuar.
Agora… ela dorme em paz.
Sem peso.
Sem sofrimento.
Sem labuta.
Venceu, finalmente,
a maior das lutas.
E mesmo sem ter riquezas,
deixou algo eterno:
amor.
Um amor plantado no peito
de todos que ela tocou.
Porque algumas pessoas…
mesmo quando o mundo tenta apagar…
se tornam eternas.”
Um cansaço que não passa no dormir,
Uma névoa que embaça o amanhecer.
Já esqueci o que rimava com sorrir,
Só me lembro do que dói no fundo do ser.
O peito pesa como um bloco de metal,
Cada batida é um eco de aflição.
O mundo segue o seu curso normal,
Enquanto eu desabo em plena solidão.
O Peso dos Dias
Os ponteiros do relógio arrastam as horas,
E o tempo, esse carrasco, não tem dó.
A alma recolhe as dores que choras,
E o coração vai se tornando pó.
É um cansaço que vem lá de dentro,
Uma fadiga que a carne não traduz.
Estou perdido bem no próprio centro,
Carregando o peso de uma falsa luz.
Já não há forças para o bom combate,
A armadura é pesada, o chão é frio.
A cada golpe que o destino bate,
Responde o peito com um grande vazio.
E o coração, coitado, pulsa em brasa,
Um ferimento que ninguém consegue ver.
A vida passa feito o vento na asa,
E eu só queria... ver o sol se recolher.
As luzes do picadeiro se apagaram,
O eco das risadas já sumiu.
As tintas que no rosto desenharam
A falsa alegria... o tempo esbofeteou e destruiu.
Diante do espelho borrado,
A máscara de outrora desabou.
O homem que vivia fantasiado
Olha o vazio que restou.
O Último Espetáculo
A boca, que era um arco avermelhado,
Caiu em um traço de amargura.
O choro, antes tanto disfarçado,
Hoje transborda em linha pura.
Não há aplausos na lona vazia,
Não há piruetas na escuridão.
Atrás da capa da dita folia,
Bate um cansado e ferido coração.
O circo desfez sua lona de ilusão,
A piada perdeu a graça e o sentido.
Na solidão de sua própria solidão,
O palhaço não está mais sorrindo.
As roupas largas pesam como chumbo,
Os sapatos gigantes não sabem para onde andar.
Perdeu a graça, perdeu o rumo,
Só restou o silêncio para chorar.
O sorriso que inebria
Aquele sorriso maroto, quase de menina travessa,
Desarmou meu peito, fez o mundo rodar depressa.
E o olhar... ah, aquele olhar de mistério e fascínio,
Que tirou meus passos de qualquer calmo escrutínio.
Não há hora do dia em que a mente não te chame,
Como se a memória, insistente, me inflame.
Fiquei tonto, perdido, preso na tua cadência,
Inebriado por completo com a tua simples presença.
Tento focar no mundo, seguir a rotina normal,
Mas teu xeque-mate foi certeiro, foi fatal.
Penso em ti a todo tempo, no teu jeito singular,
E no feitiço bonito que me faz recordar.
