Frases de autoconhecimento na psicologia para transformar sua mente
"Uma pessoa ao nascer é como uma pedra bruta; quanto ao corte, a lapidação, o polimento e a brilhar, dependerá de cada um e das circunstâncias."
Autor: Rogério Pacheco
Livro: Decodificando Pensamentos
EDI. UICLAP/São Paulo/SP/2024.
Quando me abracei: reflexões de uma jornada de cura e autodescoberta
Vi cada minuto se tornar único. Não tinha pressa, mas também não queria perder mais tempo. Talvez eu não soubesse com clareza o que realmente queria. Mas sabia bem o que não queria.
Quando eu me abracei, a vida ganhou cor. O sol estava lá. Vi que ele sempre esteve; talvez eu que não me permitisse desfrutar da sua luz, do seu calor. Vi que o mundo, as pessoas, não tinham se fechado para mim, mas que eu, sim, talvez tivesse… Eu tinha muito medo de soltar o controle, de perder, de sofrer, de me sentir sozinha. Mal sabia eu que todo esse sentimento, do qual tanto fugia, habitava em mim, assim como habita no íntimo de cada ser, cada um à sua maneira.
Quando eu me abracei, a comida, o scroll (rolar a tela) de lojas virtuais, o excesso de trabalho, os likes nas redes sociais, a busca por aprovação, ganharam exatamente o seu lugar, o seu significado e uso. Tornaram-se apenas uma comida, uma roupa, o outro com o direito de me amar ou, simplesmente, de não gostar...
Quando eu me abracei, vi que nada supriria esse vazio, além de mim mesma. Vi que o que eu poderia fazer era me dar o direito de ter uma vida leve, fazendo mais do que gostava, com relacionamentos que me fizessem bem, me permitindo viver uma vida com mais sentido… E entendi que o vazio, a sombra, a dor fazem parte dos nossos processos de vida. Às vezes, insistem em aparecer, mas hoje aprendi a conversar, brincar e caminhar com eles.
Quando eu me abracei, eu me senti, me acolhi, me vi, me abri para o mundo — e ele sorriu para mim.:) Vi que o sentido da minha vida era mais simples do que eu pensava. Que estar na natureza me empolga e me revigora. Que um simples ato de tomar um café com alguém especial ganha os meus dias, ou aprender algo novo, superar algum medo, me enche de entusiasmo, de vida. Ao movimentar meu corpo me traz uma sensação muito gostosa de estar cuidando de mim, sendo coerente comigo, com a minha saúde.
E agora, sim, o livro “Onde Estão as Moedas” faz todo sentido para mim. Não importa quantas moedas ganhamos; o que realmente faz a diferença na sua ou na minha vida é o que escolhemos fazer com as moedas que nos foram dadas.
Ando também aprendendo o silêncio. Hoje entendo que quando uma tempestade parece querer se aproximar, preciso manifestar a calma, para com doçura olhar bem dentro do olho do furacão. Aprendi que, assim, posso escolher se será uma luta que vale a pena travar. Se será uma tempestade, que na rua, enfrentarei seu despertar. Mas quando se descobre certos silêncios, às vezes é necessária essa busca por um teto. Essa busca por se acolher e se proteger do mundo caindo sobre sua cabeça. Não, não vale a pena enfrentar certas tempestades e sair delas toda ensopada. Não, não vale a pena logo após pegar um resfriado. Quando se escolhe o que de fato vale a pena ser travado, se torna menos pesado viver vestindo a própria pele. Mesmo que nesse silêncio seja preciso ocasionalmente, engolir o próprio vômito.
Será que é possível se esconder de si mesmo? Se a ninguém foi dada está habilidade, porque vivemos tentando fazer isso?
Você nunca vai ver a si mesmo, o máximo que irá conseguir é uma imagem refletida no espelho, ou uma foto. Mas você é o único capaz de saber quem você realmente é.
Se os nossos maiores problemas são produzidos por nós mesmos, por que ignoramos a solução dos mesmos?
Você é um segredo para todos, mas não deve ser um segredo para si mesmo. O que você realmente é, tem que ser desvendado por você o mais rápido possível.
Quanto de você é bom? - Quanto de você é mal?
Quanto de você é verdade? - Quanto de você é falsidade?
Quanto de você é tudo isso misturado? – Quando você vai começar a separar?
O tolo está sempre feliz, mas fraqueza mesmo é estar sempre descontente. O melhor ainda é o ponto de equilíbrio.
Você é o que você se permitiu ser. Então se não está contente, pare de tentar encontrar culpados. Comece agora, a se permitir. Seja realmente o que você deseja ser.
Temos o mal hábito de obedecer às criaturas e não o Criador delas. Não seria mais interessante conversar com o pastor, do que ficar contando ovelhas?
Que valor você tem, aos olhos de quem te ver? Se outros olhos além dos seus próprios, se sentem capazes de dizer o seu valor, que esses olhos sejam o de Deus que dá ao ser humano o valor do infinito. Não permita que outros olhos, além dos Dele (Deus) digam o quanto você vale.
Somos escravos das Leis dos homens, a não ser que tenhamos a capacidade de acreditar em Deus, então poderemos ser livres.
Existe um paralelo entre duvidar e acreditar, quem duvida de tudo, acredita que nada pode ser confirmado. Quem duvida, acredita que não há informações suficiente para poder acreditar.
No passado gênios foram calados, hoje continuamos sem ouvir os gênios por que os idiotas gritam a sua ignorância. Quanto maior o grito, menos temos dúvidas de que falta sabedoria.
Se as portas do céu estão fechadas, com certeza a chave está nas orações. Se falar com o psicólogo abre a mente, imagine o que pode ser aberto quando falamos com Deus em nossas orações.
