Ausencia William Shakespeare Amor
Alguns segundos se tornarão uma eternidade na ausência, e o momento será chamado chamado de saudade.
Sua presença me cura, sua ausência é minhas dores, minha tortura, não adianta levar flores na minha sepultura, minha alma chora, me traga flores agora, venha me ver, enquanto eu posso ver você.
Sua presença me dá prazer, sua ausência me faz sofrer, se um dia você não me querer, mesmo em sonho quero te ver.
Antes de reclamar da ausência de raio de sol nos teus aposentos, experimenta primeiro escancarar as janelas
Não é que o espírito esteja em pedaços com a ausência de quem amamos, é muito pior, ele se encontra trincado
O bom vizinho é capaz de cuidar do teu jardim na tua ausência e ainda assim ofertar sementes; o mau vizinho espera que lhe ofertem flores, sempre a reclamar pelas tuas costas que elas estão murchas
É necessário elevar sempre o espírito para que o corpo padeça com a ausência da imensidão da sua grandeza
Não é a ausência de luz que nos transforma em heróis ou vilões, mas a formação da sombra ao revelar que estamos vivos por estarmos de pé e sermos seres humanos ao agirmos de acordo com as circunstâncias
Os dias mais ensolarados só existem por causa da ausência de dias sombrios, um não deve se fazer presente para o outro poder triunfar
Engana-se quem pensa que a loucura é um estado transitório de alucinação, não é a ausência que a caracteriza e sim o excesso de razão.
A solidão não é meramente a ausência de outros, mas sim, precisamente a presença intensificada de si mesmo.
Se a mesma te incomoda, descubra porquê tem medo de si.
A ausência e desprezo pelo raciocínio lógico e com bom senso faz com que a religião torne o egocentrismo e antropocentrismo aceitáveis.
A ignorância não é apenas a ausência de luz, mas o solo fértil onde a alienação finca suas raízes e cresce, cega e obediente.
AUSÊNCIA
Prismas diferentes dão tonalidades diferentes às verdades da vida. Ás vezes sob o cajueiro centenário, que se espalha no fundo do quintal, fico a observar o firmamento; acho que é uma forma romântica de preencher ausências; é um ângulo que de certa forma me protege de mim mesmo. Cada estrela dessas é uma ausência e sob o cajueiro eu sou um prisma perdido que seus galhos camuflam, e a angústia de ser só é de alguma forma sacudida; e os meteoros que viajam cambiantes eu chamo de estrelas cadentes e faço um desejo. O cajueiro já me conhece, e conhece todos os meus desejos; conheceu a minha primeira namorada e seus gemidos; bem perto de sua raiz enterrei demônios: cajuzinhos em oferenda para o Deus das estrelas; acreditava que assim as namoradas voltavam; mas no meio da noite sempre tinha pesadelos com seus galhos me apertando; acordava de madrugada, corria pra janela e observava o cajueiro sacudido pelo vento litoral; parecia comemorar alguma coisa; talvez a minha ausência, até que de trás de seu tronco iam surgndo as namoradas, que leves como algodão, eram carregadas pelo vento ou arremessadas pelos seus galhos em direção a abóboda celeste. Cada estrela dessas é uma ausência, mas o cajueiro floresce com a neblina primaveril numa promessa fiel e infalível de frutificar e acolher agruras e angústias de qualquer ausência.
POETA É TODO MUNDO E NINGUÉM
Esta ausência conduz a inspiração;
este veículo faz ampliar todos os tormentos,
mas nos conduz com essa tarifa de angústia à amplitude de uma inspiração,
que faz reluzir matizes de tons divinos.
Poeta é todo mundo e ninguém;
esta multidão, que caminha,
que se esbarra sem imaginar as mais ínfimas emoções em cada alma,
que fere ou só arranha,
ou a dor mais profunda de alguém, que se joga do vigésimo andar;
ou alguém indiferente, que se isola como uma partícula de um átomo indivisivel.
Poeta é todo mundo e ninguém
é purgar como um espectro por seus pecados
na translucidez pesada dos subterfúgios ou na transparencia das coisas invisiveis;
quebrar nas ondas de um mar revolto
ou só velejar na calmaria de um lago azul.
Os namorados se beijam num parque
e o mundo deles está restrito a duas bocas
dois pares de olhos, dois narizes e suas respirações ofegantes,
mas a grama, a brisa e as estrelas são indispensaveis;
tudo que canta, grita, cala, ou só lampeja,
tudo o que se sente, se ressente ou se dessente,
tudo que ascende ou cai infinitamente...ou nada!
