Átomo

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O absurdo

A gravidade é absurdamente atrativa
forte-fraca
O raio do átomo é absurdamente pequeno
átomo-tomo
O cosmo é absurdamente grande,
infinito-finito
A velocidade da luz é absurda!
Onda-partícula, matéria-não-matéria
O homem é absurdamente complexo
soma-anima, razão-emoção
O espaço-tempo é absurdo!
Realidade-possibilidade
A matéria foge para o nada de onde vem
O micro escondido no macro
A possibilidade cria a realidade

Já pensou? Pode ser que estejamos morando numa epécie de eletron (a Terra) de um átomo (nosso Sistema Solar) de uma certa molécula (a nossa Galáxia) de uma determinada célula (nosso Universo) de um único tecido (nosso Multiverso) de algum órgão…

Os mistérios de um átomo até a ultima estrela da via Lactea, são pequenos para o universo de segredos que existe dentro de nós

No fundo tudo é ritmo
A dança foge do salão
Invade a autoestrada do átomo ao caminhão
O fim é puro ritmo
O último suspiro é purificação
Os deuses dão as costas... agora é só você

O explosão de um átomo não chega a um terço da potência de uma explosão de tristeza de um coração partido.'

A vida é resumida em um átomo, tem suas cargas positivas e negativas,
Os que nao aguentam as cargas do dia-adia, acabam por fim ficando em constante Neutron.

Volúpia imortal

Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!

Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!

Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,

Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Eu sei o que o átomo parece!

Ernest Rutherford
"Rutherford, Simple Genius", David Wilson, 1983

Mix Elétrons Poéticos

E do átomo em decomposto, fez nascer os elétrons...

Da dança dos elétrons nasceu a eletricidade...

Da sinfonia deles em movimento nasceu a eletrônica...

Da eletrônica em mix com a música...

Nasceu a música eletrônica...

E desta...

Nasceu o maluco que me pediu este poema...

Dizendo ele...

Quebre as barreiras...

Os paradigmas...

As estruturas poéticas...

Mas...

É impossível fazer isso meu querido primo...

Poesia, segue um único compasso...

O ritmo das batidas frenéticas do coração...

Talvez...

Este poema é o mais próximo...

Que palavras vindas de um coração compassado...

Chegarão de um ritmo maluco e elétrico...

O verdadeiro enigma da vida é átomo se transformando em célula. É a Fisica se transformando em biologia.

⁠Deus é o Olho do Universo o átomo, a partícula primordial que se expandiu, antes de tudo existir. Ele e a partícula são o UM e o OM.

​"A humanidade aprendeu a dominar o átomo e a explorar o espaço, mas continua naufragando na incapacidade básica de enxergar a dor de quem está ao lado."

Se cada átomo do seu corpo está morto, então o que você chama de vida é apenas uma ilusão emergente

Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.

O mentalismo une o silêncio do Todo ao ruído do átomo, ecoando a eternidade em cada escolha oculta.
Reno Fioraso

Nada acaba; tudo transforma; de átomo a energia; de energia a vida.

O POEMA DA LIBÉLULA — A EPIFANIA DO ÁTOMO EFÊMERO.
Do livro: Evoca-me.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No pântano ancestral da matéria escura,
onde a podridão medita em seu mistério,
nasci da lama, informe criatura,
sob o silêncio lúgubre do cemitério.
Meu corpo é apenas química transitória,
um breve incêndio em célere agonia;
sou fragmento da cósmica memória,
um sopro condenado à entropia.
Minhas asas, de translúcida estrutura,
são pergaminhos frágeis da existência;
nelas a Vida escreve a desventura
da carne submetida à decadência.
Eu sou a flor microscópica do nada,
um hieróglifo orgânico do destino;
uma sombra biologicamente iluminada
peregrinando pelo azul divino.
Enquanto danço sobre a água adormecida,
ignoro a foice oculta do momento;
cada segundo é uma gota perdida
no vasto oceano do esquecimento.
Ah! Se pudesse interrogar o vento
sobre o princípio e o fim da criação,
talvez ouvisse o fúnebre argumento
da eterna decomposição.
Porque tudo que respira está marcado
pelo selo invisível da partida;
o verme aguarda o corpo fatigado,
como a noite aguarda a luz vencida.
Homem! Não desprezes minha pequenez,
nem julgues minha vida insignificante;
também possuis na íntima nudez
a mesma origem mineral e agonizante.
És pó que pensa, és matéria embelezada,
um pensamento preso à argila fria;
uma centelha brevemente despertada
no imenso laboratório da Harmonia.
E quando meu voo cessar sobre o lago,
e minhas asas perderem seu fulgor,
voltarei ao silêncio sem estrago,
ao ventre universal do Criador.
Pois nada morre na vasta arquitetura
do Cosmos, onde a transformação governa;
a morte é apenas outra assinatura
da Vida em sua marcha sempiterna.
Assim,sou pequena libélula esquecida,
sobrevoando o abismo da existência,
Talvez uma lágrima breve da Vida,
chorando luz na face da consciência.

Existe uma partícula indivisível que não é o átomo, nem o éter, nem o íntimo, nem o ótimo e nem o último: é a substância prima da Causa.

Inserida por Valdirdomiciano

Se o neurônio é pequeno, o átomo do pensamento é menor ainda

Inserida por cello743

Adoro quando você chega e me invade. Suas mãos me desenhando, seu olhar fixo em mim e cada átomo do seu corpo me desejando, gritando por mim, implorando para que eu seja sua. E seu coração nervoso, querendo sentir o meu para, como em melodia, harmonizarem suas batidas.

Inserida por amandagualter