Ateu
Em minha visão “teopsicanalista” entendo que um ateu vive uma espécie de bipolaridade. De um um lado não acredita na existência de Deus, mas de outro lado tem raiva, porque no íntimo não consegue se convencer plenamente da Sua inexistência.
No fundo ele gostaria de crer e amar o “Deus que não existe”. Uma frustração que só é resolvida pela conversão.
A teologia cristã mostra que somos - corpo, alma e espírito. Freud, apesar de ateu, afirmava que o Inconsciente não tem percepção sobre morte. Deduzimos q o espírito está relacionado ao inconsciente e é imortal; logo somos responsáveis em dar-lhe Vida Eterna e q após a morte, se torna consciente.
Ateu, Crente, Católico, Budista, Xiita, Pastor, Poluidor, Ambientalista, Analfabeto, Leitor. foi Ídolo, Desconhecido, Exemplo, Esquecido, Pobre, Rico, Ridículo, Belo, Escravo e Senhor.
O homem religioso se tornará um ateu depois da sua morte. Ele não frequentará mais igrejas e não poderá mais pagar os seus dízimos! Ou seja, depois da sua morte ele não poderá mais servir aos "princípios" dos homens e sim da sua irrealidade !
Quando alguém lhe dizer ser ateu, portanto, não acredita em Deus, não se espante, na verdade é uma pessoa cega, pois é impossível não ver a Deus em todos os lugares, em todas as coisas em nosso redor, e em nós mesmos. O Deus centelha de luz cósmica que faz parte de absolutamente tudo no universo.
O que realmente importa é que seja uma pessoa de e do bem, humilde e caridoso, no mais o tempo e os fatos da vida o farão ver a Divindade em todos os lugares.
A. Cardoso
A melhor parte em ser ateu é sentir Deus em tudo que respira; cada passo pode ser o último; cada marca que você deixa atravessa os séculos.
O ateu não tem aversão ao seu Deus.
Só possui a consciência que são seus pés e visão que o levarão para o sucesso ou não.
"Na dor mais profunda, o ateu clama pelo amor do Deus que ele tanto negou, e o cristão que tanto o amou, questiona se ELE ainda está lá."
Como ateu que sou, sempre tentei entender a divindade em si. Como pode um mundo tão violento e tão injusto? Se eu fosse deus faria melhor? Como agiria?
No começo, quando jovem, eu achava que agiria como um super-herói. Apanharia quem causasse mal e o destruiria, sem piedade. Seria um justiceiro supremo.
Mas com o tempo, cheguei à conclusão de que violência talvez não fosse a resposta para um mundo melhor. Como alguém que carrega a maior sabedoria do universo pode se curvar à esse tipo de violência? Mesmo que seja pra fazer o bem? Então mudei de ideia: cheguei à conclusão de que simplesmente desintegraria os malfeitores, sem dor, sem sofrimento, só tiraria eles do caminho. Seria mais limpo, mais “justo”, mais pacífico. Dessa forma o mundo seria mais feliz.
Mas daí veio o dilema:
Quem sou eu – apesar de minha divindade - pra decidir quem é bom e quem é mau? Mesmo com todos os meus poderes divinos, teria eu esse direito?
E se não sou capaz de julgar com justiça, não importa o quão divino eu seja, então que tipo de poder é esse no fim das contas?
Depois de muito tempo ruminando essa ideia, encontrei uma solução para o dilema:
Se fosse um deus, eu não puniria, eu ajudaria. Assim passei a admirar e flertar com o poder de cura ao invés do poder da destruição, que tanto admirei. Deixaria os maus à própria sorte. Curaria os doentes, salvaria as crianças, daria outra chance aos que morreram cedo demais — se é que a morte pode mesmo ser “curada”.
Mas aí veio outra pergunta inevitável:
Quem merece ser curado? Todos? Só alguns? Ninguém morreria mais? Isso quebraria o equilíbrio do mundo?
E então veio a última tentativa de solução:
Curaria só as crianças. Afinal, que criança merece morrer? Nenhuma.
Daí outro questionamento surgiu: a partir de que idade as pessoas passariam a "merecer" a morte? Quem decide isso?
Hoje, velho que sou, percebo que se eu fosse Deus, a decisão mais justa seria essa:
dar a vida e me afastar.
Não interferir.
Deixar que cada um trilhe seu próprio caminho, com suas próprias escolhas.
Não porque eu não me importaria, mas porque interferir seria injusto.
E talvez, se existe algo lá em cima, esse “algo” já tenha entendido isso há muito tempo.
Talvez seja por isso que os deuses, se existirem, estão em silêncio.
Porque estão muito além de tudo isso que chamamos de “vida”. De tudo aquilo que chamamos de compreensão.
Um ateu pode praticar boas ações tanto quanto um cristão. A bondade está mais ligada à espiritualidade do que à religião.
Cumprir dogmas em busca da salvação revela mais sobre contrapartidas do que compaixão.
Pergunte ao um Ateu o que ele criou ou o que ele fez em prol da humanidade... Ele certamente ficará aborrecido!
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