Ateu
Escrevo. Ponto.
Porque necessito.
Porque sou esquisito.
Porque sou à toa!
Ou será por ser ateu, eu?
Escrevo...
Apenas por necessidade.
Sim, um pouco por vaidade.
Ah, escrevo. Ponto. E conto.
As letras misturam-se em minha mente demente.
Escrevo para organizá-las em pensamentos inteligíveis.
Ao expeli-las, as letras, desenlouqueço. Um pouco menos, ao menos.
Escrevo... É o que mal sei fazer. E que mal pode-me fazer?
Escrevo. Vírgula, acento e ponto. Pronto.
FILÓSOFO NILO DEYSON
Em um ateu pode haver muitas coisas para serem apreciados, assim como em um religioso rigoroso também podemos aprender um pouco de suas convicções.
Eu por minha vez, não importa o que penso, respeito todos, sou apenas um nada.
Eita liberdade gostosa...
As crenças ou descrenças não me importam, apenas meu silêncio me é divino e nada crer.
Um dia numa estação de trem sentaram-se lado a lado num banco um ateu e um cristão. Conversa vai, conversa vem, resolveram eles debaterem sobre religião. Neste momento começou um debate potencialmente infinito, já que o que um propunha o outro se dispunha a refutar e o que um desmentia o outro fazia questão de justificar.
Assim por muito tempo ficaram.
Quando o trem que o cristão esperava chegou, levantando ele disse por fim:
— Então meu caro, levando em conta tudo o que foi por nós discutido aqui, se eu estiver errado por acreditar no que acredito e realizar as práticas que pratico, no fim de minha vida eu não terei perdido nada além de tempo. Porém, meu amigo, se for você aquele de nós dois que estiver errado, no fim de sua vida você terá jogado fora a chance que lhe foi dada por Deus, e assim terá perdido tudo.
Sempre estive so em minha caminhada! Ateu, nao tive deus em que confiar. socialista, nao me apoiei em ninguem na esperança de crescer... busquei força no meu ego pra contruir minha historia e orgulhar-me em poder dizer que edifiquei meus pensamentos e fui justo ao andar...
Meu amigo Ateu.
Você meu amigo ateu;
Que nega que existe Deus,
Explique-me: O que o convenceu
E quais os projetos seus?
Se a morte é o ponto final,
Se o sepulcro é a herança,
Por que evitas o mal?
Por que falas de esperança?
Se a natureza abortou
E assim o homem existiu...
E ela, quem a criou?
Você sabe? Você viu?
Se souberes, explique pra mim.
Eu te peço num lamento.
O infinito tem fim?
E de onde vem o vento?
E as camadas protetoras
Que envolvem nosso planeta?
São elas as salvadoras,
Ninguém as fez, são provetas?
Esforço-me pra compreender
O equilíbrio existente,
E a resposta eu vou ter:
Há um Ser inteligente.
Nada surgiu por acaso,
É um assunto encerrado.
Pensar contrário é atraso,
Tudo que existe foi criado.
Não posso mudar o que pensas,
E você, os pensamentos meus.
Não quero causar desavenças,
Mas eu acredito em Deus!
Ser ateu, significa negar a Deus.
Negar a Deus, significa não reconhecer a origem primária de tudo, somente a evolução e o que pode ser estudado.
Negar sua origem, requer auto suficiência.
Ser auto suficiente, implica dominar a ciência.
Dominar a ciência, significa ter controle sobre a vida. Controlar a vida, significa viver para sempre.
Viver para sempre, significa não morrer.
Não morrer, é a maior aberração científica da vida!
Eu nunca ví nenhum ateu trazer alguém de volta do caixão!
Outrora talvez eu tivesse sido Ateu. As vivencias tiraram de mim a vontade de não crêr. Hoje creio em Deus e não imagino existencias sem Ele.
A pior parte em ser ATEU é não poder AFIRMAR de onde veio e ter uma aliada traiçoeira para impugnar suas teses: A CIÊNCIA.
VISIONÁRIOS
O teu coração ateu
Dissertava com as mesmas coisas
E a mesma disposição geográfica, o céu.
A dura paixão de Deus,
Hostilidade de sua eternidade
Já neste plano, o mundo igual:
Ódio Americano marcado
Nas teimosias, do teu coração
Latino-americano, África-sem-valor.
Restrito, do plano compreensivo,
Relutou sem se dar conta, o abismo
Que por ele todo tu andarias
Até ao mínimo que te coube
Enquanto os aludidos das capitais
Sabem mais do homem que tu?
Sabes que não.
Nada, de nascimento
Fé, trabalho e sonho
Do teu quinhão difícil
Contrário à morte, lutador.
Da visão tida, de Deus
Dissestes a todos, uma vez
Será sempre, sempre sem fim
A obra inacabável,
A visão turva, ali, do futuro.
Não, nunca será verdade
A forma como nos permitem
De saber do infindável.
Contrastante dessa possessão
Eu te daria o bom descanso
A ti que comes teus próprios sonhos
Na altura desse outro mundo
Que realiza o homem novo
Em partes mais fundas, agora
Com a desocupação do fosso.
VISIONÁRIOS
O teu coração ateu
Dissertava com as mesmas coisas
E a mesma disposição geográfica, o céu.
A dura paixão de Deus,
Resistência de sua eternidade
Já neste plano, o mundo igual:
Ódio Americano marcado
Nas teimosias, do teu coração
Latino-americano, África-sem-valor.
Restrito, ao plano incompreensivo,
Relutou sem negar o abismo
Que por ele todo tu andarias
Até ao mínimo que te coube
Enquanto os aludidos sábios
Diziam saber do homem
Saber de seus destinos, mais que tu.
Nada, de nascimento
Fé, trabalho e sonho
Do teu quinhão difícil
Contrário à morte, lutador.
Da visão tida, de Deus
Dissestes a todos, uma vez
Será sempre, sempre sem fim
A obra inacabável,
A visão turva, ali, do futuro.
Não, nunca será verdade
A forma como nos permitem
De saber do infindável.
Contrastante dessa possessão
Eu te daria o bom descanso
A ti que comes teus próprios sonhos
Na altura desse outro mundo
Que realiza o homem novo
Em partes mais fundas, agora
Com a desocupação do fosso.
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