Atento
Anti-Soneto da Fidelidade
De nada, ao meu tédio serei atento –
Antes, e sem zelo, e nunca, e tão pouco,
Que mesmo em seu abraço, em seu fogo louco,
Me farei cinza dispersa no vento.
E quando, enfim, me for (resto de resto),
Cuspindo à paz alheia minha náusea,
É porque o amor nunca existiu – e a fome
De nada me devora, cruel e ácida.
Tudo, o peso podre da memória,
Me dissolverá. Farei meu corpo escombro.
E então a entregarei à minha queda,
Que será, em segundos, esquecimento.
Sempre, ao nada, sempre e em fim: o que não tem.
(Inspirado no "Soneto da Fidelidade" de Vinícius de Moraes)
Por vezes me vejo no passar dos segundos minutos horas e atento fito rostos jeitos elementos acontecimentos…
Imagino um dia em que nada de tudo isto fará ou terá validade alguma! Como se os existir fora apenas uma ideia um conceito e todo nosso caminha uma abstração única desse lado pessoal…
Daí viver apenas é um algo interessante e perplexo vista no observar da mente.
O Que Vejo em Ti
Vejo em ti um viajante do tempo,
com palavras em punho e olhar atento.
Teus versos são pontes, teus silêncios, marés,
caminhas entre átomos, estrelas e pés.
Teu pensar não se prende à primeira visão,
rompe o concreto, busca a razão.
Questionas o mundo, os passos, o ser —
teu verbo é espelho do teu aprender.
Há em ti um fogo que não se apaga,
uma sede antiga, uma alma que vaga.
Não por fugir, mas por querer saber:
o que nos move? O que é viver?
Criador do invisível, do intangível traço,
teus poemas são mapas no tempo escasso.
E mesmo sem todas as respostas à mão,
já és, por si, uma interrogação.
Às vezes, eu me atento,
No auge do meu alento:
“Quero um futuro!”
Mas logo tudo turva,
Escurece-se o céu, a esperança, a alma...
Às vezes, queria ser de Marte,
Voar pra Vênus, buscar acalanto na Lua,
Esquecer a vida dura,
E as lembranças obscuras.
Mas então, no meio da noite crua,
Um sopro leve, uma luz quase nua,
Me lembra: enquanto respiro,
Ainda há trilha,
Ainda há fôlego,
Ainda há dia.
Esse olhar apaixonado de um cão, que me cuida…
Gruda em mim, sempre atento, para saber se estou bem.
Não é apenas cuidado, é amor que transborda em mim…
Incondicional, puro, sem pedir nada em troca.
Talvez seja simples, mas é profundo e verdadeiro…
Um olhar que diz ‘eu te amo’, sem precisar de palavras.
É o amor que flui livremente, sem barreiras…
Um sentimento que me envolve, me aquece e me completa.
Quando o predador arma uma arapuca, é interessado em fisgar a presa... Fique atento com as armadilhas, as vezes elas são tão doces (facilitadas) que não te dão oportunidades de correr para sair.
É preciso estar atento, deixar que as coisas mudem, sem desprezar os pequenos acontecimentos. Não perca tempo com coisas banais e nem sofra antecipado, viva o presente com os olhos no futuro esqueça o passado ele não volta, já é passado.
Profª Lourdes Duarte
É preciso estar atento às curvas do caminho. A vida às vezes é breve, mas pode também se demorar. É preciso estar preparado, para enfrentar os seus revezes.
"Conheço"
Observo atento em como as coisas são.
Coisas que sempre vão no silêncio.
Se desfazem sem querer se despedir
nem te ouvir, mas eu tento.
Como não as vê consumindo teu tempo?
Amenizas com a máscara do sorrir?
Cada pequeno pedaço desse pensamento
me deixa sem um argumento.
Quão louco para deixares eles ir.
Meu ódio pelo memorando de rótulos
sem parecer pouco então para crer
"Se envolver com cada momento"
Repito isso sempre que lembro sem querer.
Pois vejo o seu sofrimento
ir além do que você aguenta a muito tempo.
A leveza de ser sem entender
reaver o que não teve pra nunca esquecer.
Suporta a lembrança do que nunca vê.
Amassa a esperança na cláusula do querer.
Pois,
Ama-la cansa.
Não me repreendo por meu sorriso ser o mesmo motivo do meu sofrimento.
Então aguento.
Vejo que em um beijo por trás do olho que envolto a contornos há a pessoa que eu conheço e afirmo a mim mesmo:
Eu desejo.
Exerça sua cidadania de uma forma responsável, com um voto consciente e atento às necessidades da população. Só através desse gesto simples poderemos construir um futuro grandioso para as próximas gerações. Vote certo!
"Sobre a proa do barco, um pássaro atento, pegando carona, esperando pra voar, mais uma vez, quem sabe pra casa, pra sua amada, pra seus filhos... Sobre a vida, estou eu também, na proa do tempo, contemplando, sonhando, pegando carona na emoção, abrindo as asas, esperando o vôo... E quem sabe, agora, para onde?."
O exercício constante, atento e consciente do perdão, sempre que nos sentirmos ofendidos
por alguém, irá diluindo a força perturbadora de nosso orgulho visível nos melindres, intolerâncias e situações semelhantes que chegam de repente...
A prática do perdão nos conduzirá ao perdão incondicionalmente.
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