Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
"Por mais correto que você seja, sempre haverá um que te fará de besta e tentara tirar proveito de sua bondade, não confunda minha linha de andar correto e minha bondade como fraqueza, posso ser o anjo mas também guardo em mim demônios que posso lançar sobre vocês"
"Meus pensamentos vão longe a buscar você, hoje mais um dia durmo e meu único pedido a Deus e que me dê mais uma oportunidade para que eu possa está em seus braços, sentir seu cheiro e saborear o doces dos seus beijos"
Éramos mais de um. Nunca estive só. Estávamos sempre em sintonia. Que seria de mim sem meu eu-lírico? Que graça teria uma vida sem que eu pudesse narrar, desenhar, interpretar? Estive em completa ilusão, em completa solidão até me encontrar em uma folha de papel. Pude então saber mais sobre mim. Pude mostrar mais sobre mim. Cá comigo, meus pensamentos, meus desejos, minhas invenções e uma insaciável vontade de escrever.
Se você vê em mim um cabeça-dura para incorporar suas ideias, sugiro que se debruce mais sobre elas: as razoáveis e inteligentes eu não espero que se diga duas vezes para acatá-las!
O próprio Senhor do Universo, ao expulsar Adão e Eva do paraíso e condenar um de seus anjos mais amados a reinar nas trevas, quis mostrar que o retorno é proporcional ao feito, e que oferecer simplesmente o perdão a todo mal produzido é ser conivente com ele e estimular o transgressor a se afastar ainda mais do caminho que lhe foi apontado.
Os jovens de todas as épocas constroem um mito de que os mais velhos nunca sabem quase nada do que eles vivem, quando na verdade apenas descobrimos que essas coisas não são tão importantes assim que precisemos delas para tornar a vida mais gostosa de ser vivida.
A verdade se apresenta como um modelo retratado por diferentes artistas: por mais que as obras mostrem a mesma pessoa, cada pintor dará ao quadro seu toque pessoal e lhe emprestará estilo próprio, ao final do que se terá sempre múltiplas versões para uma mesma realidade; e mesmo que o tenham feito em um mesmo momento o que chega ao público nunca será igual, já que visto por diferentes ângulos conforme a posição dos retratistas. E ainda a quem depois aprecia a obra cabe interpretá-la à luz do seu próprio entendimento, abrindo um leque infinito de visões em que nenhuma expresse necessariamente a realidade do modelo. Apesar disso muita gente confunde com ela a sua versão pessoal, colocando-se pronto a destruir quem não concorde.
Por mais que se cultive a compaixão como direcionamento de vida, existe um tipo de pessoa que transforma em tragédia qualquer instinto de solidariedade, mesmo quando figura como o principal beneficiado dele, ao trata-lo como a chance que buscava para a aproximação que transformará as vidas de seus benfeitores num verdadeiro inferno. O que tais pessoas não percebem é que, em longo prazo, elas se tornam as maiores inimigas delas mesmas, pois que acabam fechando todas as rotas de escape que poderiam salvá-las de um abandono cada vez mais amplo e iminente, levando-as ao inevitável infortúnio que já se vislumbrava como tragédia anunciada.
O efeito-manada é um dos males que mais assolam a humanidade, e pelo qual tantas ignomínias são praticadas. Os vultos que mudaram o curso da história surgiram por conta de ideias solitárias transformadas em gigantescas alavancas em vez de bandeiras, e é isso que difere um gênio autêntico do mero fabricante de ideias atrás de prestígio e dinheiro, antes de um legado à posteridade.
Aprendi há tempos que um parâmetro infalível para avaliação de qualquer tese é muito mais simples do que se pensa: basta colocar toda reserva do mundo quando apresentada por um dos defensores do verde ou por qualquer combatente do vermelho e vice-versa.
Por mais que o espírito equilibrado e pacífico de um povo se apresente como um freio interno e traço de caráter, os desmandos contínuos e escancarados de seus governantes levam-no, em certo momento, a concluir que sua natureza pacífica é vista como um convite à instauração da devassidão e da ignomínia pelos que detêm o poder. É quando sua própria dignidade lhe cobra reação contra o que já extrapolou os limites do admissível, e a convulsão decorrente se apresenta como único meio de resgatar o estado de equilíbrio, e não como sinal de se estar desistindo dele.
Existe um tipo de silêncio que, de tão eloquente, repercute vozes mais altas que qualquer brado dentre os mais retumbantes!
O naturista idealiza um mundo que não precisará mais de “ordenamento jurídico” para se exercer o respeito entre pessoas que se percebem através da visão interna, em lugar de olhos físicos que se detêm na superfície do invólucro humano.
Em um universo todo estruturado sobre o absurdo,
não há nada mais inútil do que questionar exceções.
Um homem nunca será livre em não se submetendo apenas a outros homens, mas a senhores bem mais poderosos como hábitos, costumes, crenças e vícios que confunde com prazer, e em vez de dominar permite que se apropriem de sua vontade e do sagrado direito às próprias escolhas.
Por mais que me debruce sobre os enigmas do universo, não chegarei nem perto de um entendimento do que Deus é. Mas se existe algo sobre o qual nunca tive qualquer dúvida é sobre o que ele NÃO É!
Os dilemas de um franco-libertário - Ep. 2
A expressão mais ouvida pela boca dos conservadores é “liberdade”: liberdade para dizer o que querem, para fazer o que querem, como se não seguir as regras do jogo liberdade fosse. O que se mostra nítido é que não conseguem diferenciar o conceito de liberdade do de libertinagem, pois que a liberdade não precisa tampouco ser visível a olhos alheios, mas simplesmente que a vivencies em ti: antes em tua consciência, e depois em teus atos. E dessa forma, para o libertário que és, não serão as correntes do corpo que irão te cercear, mas aquelas que impões a ti mesmo quando atropelas todas as regras pelo exercício da tua alegada “liberdade”.
Por definição, não é apenas falsa, mas imoral, a liberdade que privilegia alguns em detrimento de outros, numa mesma escala de poder. “Numa mesma escala de poder?”, perguntarás... E te direi que não há nada mais desigual do que tratar desiguais de forma igual, e para tanto existem as diferentes escalas de atuação, e a cada qual se aplicam as regras que seus papeis lhes conferem. A isso chamamos de “ordenamento jurídico”, indispensável para que o direito à liberdade se estenda a todas as diferenças.
Liberdade, portanto, não é simplesmente pensar e agir do jeito que entendes ao cobrar o que é bom pra ti, mas transitar livremente dentro desse ordenamento; e opressão é lhe extrapolar as fronteiras, horizontal ou verticalmente, para subverter o pensar e o agir de outrem. Precisas antes aprender a pensar livremente, questionar – inclusive a ti mesmo – e formar tuas próprias opiniões não submetidas a dogmas e doutrinações. A tua real liberdade é, antes de tudo, a tua autonomia intelectual, sem o qual nunca serás livre. Enquanto não desenvolveres pensamento crítico para discernir entre uma coisa e outra não exercerás de forma autêntica a tua liberdade, pois que não se mostrará ética e, tampouco, responsável.
A liberdade legítima não pode prescindir da igualdade como um de seus pilares mais substantivos, asseverando a cada qual a posição que lhe caiba para escapar a injustiças. E quando atrelada a um “ismo” coletivo correrás sempre o risco de vê-la convertida de livre-arbítrio em efeito-rebanho, e é quando precisarás tonificar tua essência de franco-libertário, que só responde à própria consciência. O conceito de que “a união faz a força” não se estende ao cérebro, pois que, no grupo em torno de um lider, somente um exercerá a prerrotativa de pensar, cabendo aos demais segui-lo. Na ausência dele, por outro lado, nem dois dentre todos seguirão na mesma direção, o que pode se mostrar ainda mais desastroso do que a direção única, por mais equivocada que se mostre. Daí porque teu discernimento deverá ser o fiel da balança na batalha contra a opressão e a ignorância.
Súmula
Constituindo-se no segundo episódio da série "Filosofando”, o texto de Luiz R. Bodstein explora o conceito de liberdade a partir de uma perspectiva individualista e crítica, questionando a dicotomia entre liberdade e libertinagem, a visão superficial do conceito de liberdade, e defendendo que a liberdade em sua expressão mais plena consiste na autonomia intelectual e na capacidade de discernimento crítico sobre a complexa relação entre decisões individuais e ordem social. O autor argumenta que a liberdade não se manifesta apenas em ações visíveis, mas também na consciência individualizada, na capacidade de pensar criticamente e formar opiniões próprias, livres de dogmas e doutrinações. Pelo aspecto da interação social, afirma que liberdade não se resume à ausência de restrições externas, mas a capacidade de transitar livremente dentro de um sistema de normas e leis, respeitando a igualdade e os direitos de todos, sem que essa igualdade se traduza por uma homogeneização de pensamentos. Ele critica o tradicional conceito de que “a união faz a força” no que toca ao pensamento individual pelo argumento de que a liberdade de pensamento exige capacidade de questionamento e formação de opiniões autônomas. Bodstein destaca a importância do discernimento individual e da responsabilidade em relação ao próprio pensamento, advertindo contra a alienação e o conformismo advindos da adesão acrítica a ideologias ou líderanças que se estabelecem sem o crivo das análises racionais.
Sem mais nem menos, cada mulher merece o homem que escolheu pra estar ao seu lado, isso é um direito dela.
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