Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

Cerca de 553572 frases e pensamentos: Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

⁠o céu e o inferno estão inseridos na consciência de cada um e não no mundo exterior ✨

Inserida por AlessandroLoBianco

Pode haver um imenso abismo entre o que você deseja mostrar para o próximo, e o que o outro deseja que você também entenda. A ponte que une os dois territórios se chama compreensão ✨
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Inserida por AlessandroLoBianco

⁠Para cada porta aberta, dê um passo à frente.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠A nós cabe sempre a opção de priorizar as melhores escolhas, sabendo que tudo na vida tem um preço a ser pago.

Inserida por AlessandroLoBianco

⁠É bem melhor ser jogador do time perdedor do que ser um torcedor do time que venceu. Não há perdedores entre os que participam.

Inserida por AlessandroLoBianco

O espelho multiplicou o número de homens que existe em cada um. E o verdadeiro sujeito não se aceitou e corre perdido por aí.

Inserida por AlessandroLoBianco

Estou a espera de quem não foi e não sabe se um dia irá, mas deseja ir...Contra aqueles que já estavam lá, estiveram ou estão, porém, sem darem conta de onde.

Inserida por AlessandroLoBianco

Deve-se passar sempre o sentimento ao papel! Assim fala a regra número um da poesia! Por isso, fizeram existente por agora o sentimento, acreditando vir depois os versos, sabe lá o dia...

Inserida por AlessandroLoBianco

Quer ver se o amor vilareja?! Ou se fica parado no ar?! A vida te ensina num tempo, um dia. Pretensão, não sou eu quem vai te falar.

Inserida por AlessandroLoBianco

A noite dobrou algumas páginas que escaparam ao relógio. A partir de agora, um dia, fará a necessidade da existência de outro. Encontram-se latentes agora todas as suas intenções.

Inserida por AlessandroLoBianco

Dedico este livro a minha linda filha, Valentina. A cada palavra, um balanço pelas franjas da sua sabedoria que, ao longo do seu crescimento, será como ventos a trocar estação pelas cortinas das suas janelas. Todo o meu amor.

Inserida por AlessandroLoBianco

Se um dia no verão, quando lhe viu, sentiu que, pela estação, o céu ficaria cheio de estrelas, lembrou-se do sol de outrora, quando o vento frio do inverno o deixava solitário pelas noites insones.

Inserida por AlessandroLoBianco

Saltar para um mergulho nas artes. Voar pela desorganização. Um peteleco sutil nas cartas dos costumes e tradições. Um sopro forte e gelado para dispersar o hálito de um preconceito estúpido.

Inserida por AlessandroLoBianco

O pressentimento como campainha, mas com o som abafado. A ansiedade do jogo em um tabuleiro onde faltam peças. A censura esquecida, e uma liberdade ensinada. O espaço para o novo, onde o estranho é a descoberta.

Inserida por AlessandroLoBianco

Os olhos... Lavavam-se em preocupações. Mas um ponto de luz não deixava de insistir, valendo-se da hora errada para aparecer. Entretanto, não dava mais para se esconder.
Esperou então, lúcido, pela hora de sair.

Inserida por AlessandroLoBianco

Rodava ao ar livre um filme, cujo roteiro apresentava cenas reais da sua vida. Ficava claro no final daquele filme que, mesmo que não conseguisse o que tanto desejava, sentia-se satisfeito simplesmente por entender o propósito para aquele final.

Inserida por AlessandroLoBianco

No vilarejo das intenções, o inesperado: ele não questiona a espera. Não questiona, por saber que um dia irá chegar. Ele está apenas na estrada. Outros também estão, mas não se dão conta. É a fase mágica da vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

ser pai é ser um pouquinho de Deus...

Inserida por AlessandroLoBianco

Hoje, quando ia pro trabalho, achei um celular caído na calçada, um IPhone 5. A tela estava bloqueada com senha. Não dava pra fazer nada. Deixei ligado para ver se alguém ligava, mas o chip estava sem sinal porque a linha já havia sido cancelada. Peguei a chavinha do celular e consegui abrir o chip. Era da Claro. Liguei pra lá e o atendente informou que não tinha como verificar pelo número de série do chip, que isso era coisa de fabricante, apenas colocando o chip em outro aparelho e ligando dele mesmo para o número 1052, do próprio chip. Procurei um iphone de um amigo 4S, coloquei, mas o chip é diferente. Tinha que ser Iphone5. Fui para um barzinho aqui do lado de casa, estava cheio, e dei um berro perguntando quem tinha. Expliquei e alguns disseram: "Deixa comigo que acho o dono rapidinho" e riu. Uma menina se prontificou a ajudar. Mas ela não tinha a chavinha para abrir o aparelho dela. Voltei em casa, peguei a chavinha, e voltei ao bar. Abrimos, colocamos o chip, e ligamos. O recado disse "Este chip está inutilizado para fazer este tipo de chamada". Liguei pra Claro novamente e outra atendente disse que não tinha como, pois o chip estava mesmo cancelado. Desliguei. Olhei para o celular. Ele olhou para mim. Lembrei do meu pai. Liguei mais uma vez para a central. Consegui falar com o coordenador do atendimento, e, para a minha surpresa, ele disse que pelo número de série poderia ver o comprador, mas que não sabia se iria conseguir. Disse depois que conseguiu, mas que a empresa não poderia, por questão de segurança, informar o telefone, que eu deveria entregá-lo a Claro por meio de um protocolo de 30 dias. Resolvi gritar, e disse que não confio que a Claro devolveria com segurança o celular. O cara gritou de volta. Gritei mais alto ainda. Ele me passou o número. Liguei. Escutei uma voz do outro lado da linha dizendo que eu era uma pessoa maravilhosa. Me senti. Me olhei no espelho. Tirei a blusa. Estufei o peito. Dei uma forçada na musculatura do braço. Não deu nenhuma diferença. Fiz então uma cara de super herói. Abri uma cerveja, acendi um cigarro e parei de escrever aqui me sentindo bem.

Inserida por AlessandroLoBianco

Minha avó uma vez pediu-me para comprar uma tesoura, um escorredor de macarrão e um vidro de azeite no mercado, em Niterói, quando eu tinha 12 anos. A rua era Cel. Gomes Machado. Quando eu saí de casa, lembro que também ficaram aguardando duas tias, que ajudavam ela naquele sábado, na cozinha. Esse pedido caía do céu para mim que estava de castigo. A casa ficava na Rua Coronel Senador Vergueiro da Cruz, ao lado do escadão que sobe para o morro do Cavalão. A razão do castigo já não lembro. Lembro-me, sim, que só poderia sair para comprar as coisas e voltar. Fiquei feliz com a tarefa libertadora. E mais feliz fiquei quando, ao dobrar a esquina da Rua São Pedro com Visconde de Itaboraí, verifiquei que se tirava “par ou ímpar” para jogar uma “pelada”, no trecho compreendido entre a Rua de São Pedro e a Cel. Gomes Machado, justo no caminho do mercado. Entrei no páreo e fui escolhido para jogar em um dos times. A galera era sempre a mesma; os amigos da rua que moravam por ali. Só quando a partida acabou lembrei-me da encomenda e fui correndo para o mercado. Lá chegando peguei as coisas e, ao procurar o dinheiro que vovó tinha deixado comigo não o encontrei no bolso. O dono do mercado, Milton Duarte de Castro, percebendo o meu embaraço, perguntou onde eu morava e de qual família eu pertencia. Por minha sorte, dispensou-me do pagamento, não sem antes puxar a minha orelha, com bom humor, para que eu tivesse noção da responsabilidade que um menino deveria ter na execução de um mandado. E que o bom negociante além de ser amigo da família, percebera, também, que suado como estava e com os pés imundos, só podia ser em razão dos folguedos da própria idade. O dinheiro, certamente, caíra na rua.
Agora, a história avança vinte anos...
O mercado já não existe mais. Há agora, na Rua José Clemente, uma loja de instrumentos musicais. Lembrei desses momentos quando era garoto e resolvi entrar naquele lugar fazendo uma pauta para O GLOBO-NITERÓI que foi capa daquela edição de sábado, e que falava sobre a diversidade musical da cidade. Ao olhar para o balcão, fiquei surpreso: Já mais velho, “seu Duarte”, o responsável pela loja, era o mesmo bom homem que, há vinte anos atrás, me desembaraçara de uma dívida de poucos cruzeiros na época. Pedi licença e resolvi me apresentar novamente, depois dos vinte anos, para contar-lhe esta história da qual, como não poderia deixar de ser, ele já não se lembrava. Foi um encontro agradável e, da minha parte, muito comovente. Eis a razão desse texto relacionar-se à amizade. “Seu Duarte” só lembrou de mim depois que falei o nome do meu avô. Ao perguntar se eram amigos, ele ficou com os olhos cheios d´água e respondeu: “fomos grandes amigos”. Não entrei na questão, apenas retribuí o sorriso e lembrei que, há vinte anos, ele não me cobrou o dinheiro quando falei o nome do meu avô. Disso tudo ficou uma lição: o importante numa amizade não é reconhecer somente o amigo, mas também o que é parte dele.

Inserida por AlessandroLoBianco