Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Tenho medo!
Nesse exato momento estou a ter um ataque de medo, medo esse que eu não sei explicar, só sei dizer que estar tudo muito confuso, o que antes era certeza hoje é duvidas, duvidas que mi atormentam a alma, que mi tiram o equilíbrio emocional.
Tudo parece estar diferente, nada e mais como antes. Ah um pouco de mágoa e receio, que mi confundem mais a mente.
Sinto falta do que não vivi, e medo do que eu posso viver já não mi compreendo mais, meu coração grita quando mi passa a possibilidade de te perder, mais ao mesmo tempo sinto um alivio por não arriscar de mais.
Tenho medo te tentar e não conseguir tenho medo de te sufocar com meus sentimentos, medo de não te fazer feliz, medo de te mágoa, medo que você desista de mim, que eu acabe desistindo de mim mesma. Tanto a temer nesse mundo que acabei mi tornando prisioneira do meu próprio medo...
Pois na novela do mundo, todo mundo quer ser artista principal quando na verdade não passa de um mero coadjuvante, de só um rei Jesus Cristo o único que deu seu sangue por você.
Dê-me agora um beijo de adeus, de ternura e de tristeza.
Deseje-me boa sorte. O mesmo lhe desejo eu.
E não hei de lastimar o que eu fiz por amor... o que eu fiz por amor...Dê-me agora um beijo de adeus, de ternura e de tristeza.
Deseje-me boa sorte. O mesmo lhe desejo eu.
E não hei de lastimar o que eu fiz por amor... o que eu fiz por amor...
Confesso: Doeu além das minhas expectativas. Doeu e me fez chegar ao fundo do poço, mas isso por um lado foi bom, só assim eu pude pegar impulso. E então eu finalmente me desprendi. Olhei aquelas fotos pela última vez como forma de despedida. Li aquelas velhas cartas que havia me enviado, memorizei pela última vez sua letra, seu costume de falar, o modo como me tratava… Senti sua fragrância e me deixei imaginar a temperatura e textura da sua pele, mas aquela foi a última vez que desejaria isso, iria torcer e se precisasse cruzaria os dedos pra nunca mais sentir aquele cheiro que só você possuía. Aquela ali era a despedida definitiva que faltava pra eu me desprender totalmente ao que ainda restava da nossa história. Havia decidido não só mudar o capítulo da história, na verdade decidi mudar o livro, arranquei as páginas mais interessantes dele, e o resto eu queimei. Queimei tudo de ruim que pudesse me fazer lembrar de você, as brigas, discussões, ciúmes, promessas quebradas… Tudo, já as páginas que decidi guardar coloquei em uma caixinha, aquela velha e conhecida caixinha, tem até nome: Saudade. Nela há tanta coisa, flash’s de uma viagem com a família; frases e citações de livros; meu brinquedo favorito; um chaveiro achado em uma das brincadeiras de caça ao tesouro; bilhetes antigos trocados na aula de português; refrões de músicas que marcaram épocas da minha vida; aqueles primeiros olhares de quando ainda se usava a palavra ‘paquera’… Muita coisa boba que pra mim tem valor, pois há um pedaço de mim ali em cada história, e eu não me permito perder mais partes de mim, já perdi tantos pedaços do meu coração. Mas essa caixinha não me impede mais de ser feliz, não me força mais a ficar olhando pro passado, por melhor que ele tivesse sido… E finalmente dessa vez a Saudade já não me amedronta. Ela agora é só mais uma boa companheira, me orienta e mostra o grande valor da vida, ensina a não ter medo de deixar coisas para trás, porque com certeza momentos melhores ainda virão. Pessoas só saem de nossas vidas com o intuito de melhores entrarem, e isso diz respeito também a momentos. Os ruins nos tornam mais fortes e experientes no que se diz respeito à vida, e os bons fazem valer a pena os ruins. Então fica combinado assim: Daqui em diante é um passo de cada vez, mas dessa vez na direção certa.
Minha vida sem ele se tornou um caos mas ao mesmo tempo precisei organizar tudo aquilo que sempre negava. Era muita choradeira acumulada, muito motivo para querer desistir de tudo, e muita falta de força de vontade. Minha vida se tornou um grande drama quando tive que despedir de tudo e aos poucos fui me estabilizando. Não de maneira certa, mas fui voltando ou tentando ser aquilo que era mas que não me lembrava. Muita carência em forma de textos e muito drama em cima de doses.
Lembrei de todos os meninos que souberam dessa história de escrever durante um ano. O meu ex namorado foi contra, o meu ex ficante também e resolveu ir embora, e eu não fiz nenhum esforço para ir atrás. Escrever causa certo medo. Estraguei meus relacionamentos por escrever para alguém que havia ido embora sem ao menos se despedir, sem ao menos dizer pela última vez que como desejava me abraçar. Estraguei meus relacionamentos por medo de me envolver e te deixar. Mas com o tempo isso não foi o suficiente.
Apreciava músicas quando elas tinham alguma mensagem, um sentimento. Hoje ela não passa de palavras repetidas sem lógicas.
Ter um amigo é bom demais! Divide as alegrias as tristezas...queria um agora qu dividisse o seu salario!
“Não temos culpa de nascermos seres humanos frágeis, mas temos culpa de tornar essa fragilidade um obstáculo em nossas vidas.”
Não fui projetada para ser feliz 24 horas, eu choro poxa. Choro mesmo, choro um monte, choro rios. DE-SA-BO. Mas depois volto a ser forte outra vez e passa.
O Outro Bicho
Sem destino certo, caminhava pelas ruas como um cão farejando alimento. Eu estava faminto.
Se batia à porta das pessoas, a hostilidade das donas e seus maridos causava-me medo. Minha presença provocava-lhes repugnância.
Sequer podia transitar nas calçadas frente a restaurantes sem ser vigiado ou humilhado por seguranças. Mendigos prejudicam a reputação do comércio, diziam.
Minha esperança era revirar o lixo nas lixeiras de restaurantes e, quando encontrava algo comestível, lançava-o goela abaixo sem me importar com o cheiro e o gosto desagradável.
Aquela manhã tornei-me objeto de curiosidade de um garoto, provavelmente em seus seis anos de idade. Enquanto investigava o lixo de um restaurante ao lado da escola, pelo pátio, um menino olhava-me fixamente. Estava atônito pelo espanto de perceber um homem sujo e tão magro se misturando ao lixo e dele comendo voraz.
O garoto não dizia palavra alguma. Apenas encarava-me com seus olhos insistentes que, por um momento pareceu-me gritar: “não coma isso. É lixo!” Senti-me envergonhado.
O sinal da escola tocou anunciando o término do recreio.
Lacrimaram meus olhos em ver aquele menino, meu Deus, livre de qualquer preconceito, na inocência de sua vida, com as mãozinhas trêmulas me oferecer da sua lancheira para comer.
Queria ser livre,
tal qual um passarinho,
Para vou e pousar em teu colo,
E ali contruir meu ninho.
Mas o destino, foi cruel
E me aprisionou em uma gaiola,
Só me resta olhar pro céu,
Imaginar seus beijos,
Pois é só o que me consola.
Felizmente meus pensamentos
São livres, e voam em sua direção,
sinto-me em teus braços,
Ouço as batidas do seu coração.
Te amar é um
vicio que jamais
quero perder.
Quero te amar
por todos os dias
da minha vida.
Até mesmo
depois de morrer.
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