Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Quando se vê um arvoredo o importante não são as árvores mas os espaços entre elas.

Mas é tão difícil terminar um relacionamento. Tão complicado para chegar no outro e dizer chega. São poucas as ocasiões em que isso ocorre sem drama, sem dor. A maioria das vezes, é necessário uma desculpa, um deslize do outro para servir de álibi, para vencer a sua própria covardia em não assumir o desejo de separação. Há aqueles que arranjam outras pessoas, para fingirem-se de apaixonados. “aconteceu, não tenho culpa”. Mas, nesses casos é certo que o amor já não mais existia, porque se não nada aconteceria. Quando um amor está latente, não há tentações que valham o sacrifício. Quando uma pessoa ama em estado profundo, os seus sentidos estão bloqueados , o seu corpo está fechado. É preciso ser muito frio para amar e trair.

Minha felicidade tem nome, sobrenome, endereço e, diga-se de passagem, um sorriso perfeito.

Aquele que cometeu um erro e não o corrigiu está cometendo outro erro.

O homem é uma corda estendida entre o animal e o Super-homem: uma corda sobre um abismo; perigosa travessia, perigoso caminhar; perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que é de grande valor no homem é ele ser uma ponte e não um fim: o que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um ocaso.

Assim como o homem tem por natureza o poder de aterrorizar uma mulher com um simples olhar de fúria, a mulher tem, com um mero olhar de desprezo ou de indiferença, o poder de jogar um homem no mais fundo da depressão, destruir todo o seu respeito por si mesmo e induzi-lo até ao suicídio. A beleza feminina é inseparavelmente uma promessa e uma ameaça. É um símbolo condensado de todas as ambiguidades da existência.

⁠Cada um de nós deve fazer o que está ao seu alcance! Se vamos morrer de qualquer maneira, então é melhor morrer lutando do que não fazer nada!

Para quem não sabe, um jardim é uma floresta.

Um carinho?
Sim... é sempre bem-vindo, porque o que vem com amor e alegrias chega na medida exata que o coração precisa!

O budismo ensina que a alegria e a felicidade surgem do desapego. Por favor, sente-se e faça um inventário da sua vida. Há coisas em que você está se apoiando que realmente não são úteis e privam você de sua liberdade. Encontre a coragem para deixá-las ir.

Um dia a gente cansa de se importar e o "tanto faz" passa a fazer parte constantemente do nosso vocabulário.

A meu ver, enquanto houver um miserável, um homem com fome, o sonho socialista continua.

Você é um filho de Deus! O que tem a temer?
Receba todas as pessoas e circunstâncias da vida com a coragem de um herói e o sorriso de uma criança.

"As pessoas da direita não se identificam como tal, não como parte de um grupo. Nós apenas nos agarramos às coisas que amamos."

(Recusando-se a ser qualificado como um homem “de direita”, em debate com o crítico marxista Terry Eagleton).

[...] às vezes a exposição incompleta, como em relevo, de um pensamento, de toda uma filosofia, é mais eficaz que a explicação exaustiva [...]

Eu finalmente recebo um buquê e é um presente de despedida. Isso é deprimente.

Um dia a gente cansa de tentar agradar, e nunca conseguir agradar... Cansa de ser só Doçura, e receber palavras amargas... De se dedicar tanto a alguém, e ser tratada com indiferença... De querer só o bem e ser tratada com hostilidade... De ser flor, e ser tratada com espinhos... Um dia o encanto desencanta...

Peço à Terra, ao céu, ao mar, que me deem um pouco de sua energia, não estou pedindo pra mim. Faço isso pelo bem de todos!

“Quando duas pessoas se querem de verdade, elas dão um jeito de ficarem juntas, seja onde for. Isto é, se não perderem tempo com besteiras.”

Aos que vierem depois de nós

I
Realmente, vivemos tempos sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: “Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!”

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.

II
Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

III
Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

Bertolt Brecht

Nota: Tradução de Manuel Bandeira.