Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Sob as Estrelas

Sabe quando você olha para as estrelas
e, por um instante,
confessa a si mesmo um silêncio estranho?

Não senti nada.

Nenhum vestígio de sentimentalismo,
nenhuma chama de amor,
nenhum eco de paixão.
Nem medo,
nem solidão.

Apenas o vazio,
sereno e indiferente,
ocupando todos os espaços.

Como se eu estivesse suspenso
num limbo descartável,
entregando a vida à mercê de um tempo
que nem sei se possuo.

E, ainda assim,
tanto faz.

As nuvens,
com suas formas imperfeitas,
atravessam o céu
como cicatrizes que não desaparecem.

Elas me lembram
que as desconstruções do amor
também deixam ruínas.

Talvez seja por isso
que não sinto nada.

Ou talvez eu sinta demais.

Talvez o vazio não seja ausência,
mas defesa.

Porque, no fundo,
não é que eu não possa sentir.

É que, desta vez,
eu não quero.

⁠Uma noite tão doce em clima de festa duas mãos se tocam em um
belo arraia de luz da lua que transformava nossa pele em um tom azul sem imensidão do tamanho do nosso amor que sentimos até nos simples tocar de mãos que me faz arrepiar em delírios de amor.

⁠O amor você pode tudo, você pode beijar verdadeiramente,
abraça verdadeiramente e dá um selinho
verdadeiramente.
Você pode amar e ser amado, você pode cuidar e ser cuidado.
Além das boas emoções que o cérebro recebe por causa da energia vital do amor que alimenta o próximo fortemente e simplesmente você pode chamar de môh ou mozão e ser zelado pelo seu amor infinitamente.

⁠O amor flutuante
é como as nuvens
que voa alto que
faz parte de um
sonho de um
jovem que sonha
deitado em uma
cama flutuando
nos pensamento
mais bonito sobre
seu amor que é
único e mais
lindo. Mas, ele
flutua tão
profundo nos
seus pensamentos
que se conecta
intelectualmente
com seu amor e
ela suspira e a
barriga gela e diz
alguém nesse
mundo me ama!

Um Punhado de Poeira Cósmica


há 13.8 bilhões
de anos,
o universo vem reunindo
os átomos
em movimento constante,


de infindáveis
maneiras,
para formar galáxias,
estrelas, planetas
e vida,


em instantes únicos,
inigualáveis.


especificamente
hoje,
este instante é nosso;
único;
inigualável.


13/02/23
Michel F.M.

[A única coisa certa]


Um dia nossa vida vai acabar,
todas as vidas acabarão.


Um dia nosso planeta se encerrará,
todos os planetas encerrarão.


Um dia nosso sistema dissolverá,
todos os sistemas dissolverão.


Um dia, nossa galáxia se extinguirá,
todas as galáxias extinguirão.


Um dia, nosso universo, se apagará,
todos os universos, apagarão.


Um dia o próprio tempo terminará
E com ele, todos os dias terminarão.


Pois só há uma coisa que perpetua
E não é a vida, não são os universos,
Nem os sonhos ou sofrimentos,


Não é a infinitude, nem o tempo.
Não é o começo de nada e nem o meio,
A única coisa certa, é o fim.


13/06/23
Michel F.M.

Em cada contorno
Um universo peculiar,
A cada traçado,
A obra-prima
Se revelando.

[Mestre dos Pretextos]


Um indivíduo sociável
Em estabilidade pueril.


Não subestime a descrença,
Tudo que decorre é premeditado,
Ainda que subitamente.


Há muito, mas muito tempo,
Cerca de trinta ou quarenta minutos,
A verdade veio à tona,
Necessidade incontrolável
De mentir para ti.


Tem sido assim
Desde Eras imemoriais,
Surtos acalorados
De falsas promessas.


Uma culpa minha,
Particular e exclusiva,
Talento nato, lapidado,
A pedra bruta esculpida.


Então essa conversa fiada,
Contrastou em meus ouvidos afiados,
Combinações de palavras belas, ocas,
Dentes e bocas, um banquete aos canibais.


Comigo não, mademoiselle,
Deixe de amadorismos,
Estás num campo a desbravar,
Onde comandam generais.


Dialoguemos pois,
Frases curtas em longos textos,
Não me venha com desculpas,
Está diante do Mestre dos Pretextos.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)

[O Homem que Lascou a Pedra]


E assim tem sido,
Um saboroso desmembramento
Num esquecido desenrolar,


Das rupestres garatujas,
Cavernosas,
Aos hieróglifos cintilantes
Dos smartphones,


Quase sempre trata-se de algo
E alguém.


O relacionamento
Mais duradouro
Que estabeleci na vida,
Foi entre eu e minha barba.


Não inventei a roda,
Desconheço as teorias totais
Que tratam de tudo,
Pra onde vai ou de onde veio.


Não entendo de espaço
E assim despeço-me,
Da exclusiva forma que conheço,


Observando deflagrarmos
Tamanha diarreia atitudinal
Contra nossos pares.


Entre Sapiens e Sapiência, registro:
Não nasci para horários,
Agendamentos, expedientes,
Turnos, períodos, escalas,
Compromissos ou rotinas.


Já passei dias a fio
Rascunhando poesias
E tão somente fiando,
Em paz ciente, poesias,


Sem nem mesmo me dar conta,
Neste pequenino multiverso,
Que no último milhão de anos,
O dia virara noite e a noite virara dia.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[O Colecionador de Vácuos]


Quando tivermos deixado a Terra,
Um último olhar para esfera azul,
Um último sopro do vento na face,
Tesouro selado que deixa o baú.


Quando tivermos deixado a galáxia,
Se encerra o sorriso estampado no rosto.
Realizados feitos fantásticos,
Sabores longínquos para todos os gostos.


Quando varrido o universo tivermos,
Todos segredos estarão revelados,
Todas perguntas enfim respondidas,
Missão concluída, sonhos realizados.


Daí saberemos, que nada mudou.
Assim saberemos, que nada mudou.
O tédio infinito que rasga o cosmos,
Vazio incontável, buraco sem fim.


(Michel F.M. - Revolesia: Volume Único - 2023)

[Habitantes do Ventrículo Esquerdo e o Manjar Diminuto em Banquete Gelado]


Como poeta era um ótimo filósofo
E como filósofo um ótimo poeta.
Isso significa dizer que nunca foi bom
Em nenhuma das duas coisas.


Mas a questão nunca foi ser bom
Em alguma coisa, a única questão
Que realmente importava, era ser.


Somente um rimante inescrupuloso
Pode especular estrofes
Sem receio de cair em prosa;


Um artífice premeditado da palavra,
Ou pós-ditado, aquele que diz,
Eis o ditador, um versenário,
Vil a cada oração;


Um expoeta que despétala, em camuflagem
Sorrateira, até ser lido e desferir o bote, certeiro,
Inflamado, fatal, injetando antídoto;


Um mero ente, alterado,
Que em algum súbito relance, havia tido o todo.


Então ele constata:
Um milhão e meio de razões para ir
Talvez uma ou meia motivações pra ficar.


Só tenho uma coisa a perder, a inspiração.
E se eu permanecer, ela se vai. Portanto,
Me vou, para que ela fique.


Espero um dia conseguir suportar a mim
E quem sabe muito esperançoso,
Conviver comigo mesmo.


Não precisa ser Esplêndido, mas às vezes é.
Não precisa ser Formidável e Magnífico, às vezes é.


Nossa ecolocalização capta
Os cardumes fartos em espiral
E o esquadrãovagalume
Inda pulsa estridente.


Ela era do tipo persistente insistente,
Não deixaria que nada a deixasse esfriar,
Ela era tipo encrenqueira valente,
Ficaria com tudo ou nada iria bastar.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)


Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.


Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.


Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.


Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.


Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.


Não fazemos ideia
Dos porquês,
Ocupamo-nos
Apenas, do aroma dos buquês.


Que restem penas,
Cheiros, perfumes, odores,
Penachos, farroupilhas.


Que restem arenas,
Termas, gladiadores,
Pomares, pantomimas.


Que seja esta nossa sina.
Que reste apenas,
Rima sobre Rima.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos)

[Mensagem Fora da Garrafa]


O que é meu é para mim
e do teu quero um pouco,
vida estreita num segundo.


Ela se apresenta assim,
feita para alguém
e dedicada à todo mundo.


O que é seu é para ti
e do meu defeito louco,
a rudeza em tom imundo.


Invejo profundamente
pessoas que conseguem escrever
sobre a paz, em tempos de guerra,
Eu só consigo escrever
sobre a guerra,
mesmo em tempos de paz.


Tudo que se ganha é de grátis ?!
Não se engane,
o MUNDO está acabando,
Desde o princípio.


da pétala ao cabo,
só quero ser efêmero
como a flor,
porque ela pode acabar
e eu não ?!


Mas seja como for,
sei que um dia ainda me acabo,
Por aí.


O que é seu é para mim
e do teu não quero pouco,
há pureza num tom profundo.


O que é meu é para ti,
eis nosso defeito louco,
VIDA estreita num segundo.


Feita para alguém,
Ela se apresenta assim,
Dedicada à todo mundo.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Como pode um Sol se apaixonar,
Por uma Flor nascida para perfumar ?
Ela tem um trunfo, sabe conquistar
E o Sol se entrega sem hesitar.

Espontaneamente me contou sobre suas jornadas,
Sem tartarugas ou lebres.
Apenas um conto sem fadas.

Entre o castelo e o mirante,
Um conto triste teve um desfecho brilhante.
Mesmo depois de tanta tristeza,
Ela encontrou um Príncipe que a chamou de Princesa.

O poder de um ser sozinho,
Sob a posse do carinho,
Derrotando batalhões.

Eu não entendo como um amor começa, mas hoje compreendo, como ele se eterniza.

Sejamos Fabulosos

No indiscutível valor,
De uma composição,
Consiste um fator,
Uma definição:

A dedicação e
A dedicatória.

Obra agasalhada,
Por razões sóbrias,
Justificáveis, palpáveis,
Inexprimíveis e óbvias.

Imagine insanidade obscena,
Uma geração inteira,
Composta por artistas e mecenas,
Otimistas engajados, alienistas,
Filósofos, bailarinos, humoristas,
Repletos de arteira essência.

E se indo muito além,
Em divagações absurdas,
Sugeríssemos um futuro,
Manancial de Sábias Loucuras.

Audacioso e magistral,
Homenageando a vida, Inescrupulosamente,
Dedicado a Poesia.

Concebida por ternura,
Em milagres meticulosos,
Inventada na fartura,
De feitios miraculosos.

Nosso apego pelo afeto,
Apertado junto ao peito,
O assim sendo é simples,
Sejamos Fabulosos.

[A Fulípse de um Astroguidus]


eram certamente
muitas as orações,
formuladas com destreza
pictórica.


sobre as tantas rixas
bem enfronhadas,
num tempo de
vastas glórias.


com tantas explicações
e palavras aleatórias,
acalorados debates
e diálogos com
versões dúbias
e contraditórias.


assim,
ela lhe perguntava
então, qual é a moral
da história ?


ao passo que ele
respondia convicto,
que a moral da história,
é que não há, nem nunca
houve, escapatória.


Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração
Bruno Michel Ferraz Margoni
06/12/23