Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Onde moram as desculpas,
Habita um ser.
que se esconde,
Porque decidiu não mudar.

O amor é um menino enxerido,
E o coração oferecido.
Desconhece suas travessuras.

Sabe porque insisto?
Teus olhos me mostraram um cartão postal,
De um mundo que ainda quero conhecer.

A liberdade,
Tem um gosto de despedida e chegada.
De ir e vir,
Sem horas marcadas

Um pássaro feriado jamais culpará o galho,
Ainda assim canta.

Um era livro inteiro aberto,
O outro achava que era só um parágrafo,
E nem gostava de ler.

A arte é uma criança brincando,
Diante dos olhos de um adulto.

Se conhece melhor o caminho,
Em um passo de cada vez.

O encontro com o verdadeiro amor,
É como raspar o tacho que foi preparado um doce,
Já sabendo o quão sera gostoso.

Não reparei,
Que no fundo, bem lá no fundo.
Teus olhos,
Escondia um cadáver de uma menina.

Quando duas solidões se flertam,
Um coração se lasca.

Entre a cabeça e o coração,
Existe um bombardeio,
E sentimentos mutilados.

Eles são apontados pela cidade,
Dois cumplices de um crime,
Mataram juntos a saudade.

Ética é um selo de qualidade,
que não se acha em má personalidade.

"O maior tesouro que alguém pode acumular é um repertório de experiências profundas e a capacidade de enxergar a poesia escondida na simplicidade."

"Intervalo de vida é um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear."

"Quem acumula livros, ideias e o domínio de si possui um patrimônio imutável, imune às crises fiscais e ao desgaste do tempo."

FAMÍLIA VIDAL DE NEGREIROS


Das terras velhas da Europa,
Onde a História começou,
Veio um tronco de bravura
Que o destino encaminhou.
Trazendo fé e coragem,
O oceano atravessou.


Pelas rotas da aventura,
Pelo vento e pelo mar,
Entre povos e culturas
Foi seu nome semear.
Na África deixou pegadas,
Fez histórias prosperar.


Mas foi no solo brasileiro
Que ganhou dimensão,
Misturando sangue e sonhos
Com trabalho e devoção.
Fez da luta seu estandarte,
Fez da honra sua missão.


Em Pernambuco floresceu
Como um forte cajueiro,
Enfrentando tempestades
Com espírito guerreiro.
Cada filho foi guardando
O valor de um pioneiro.


Na Paraíba encontrou
Terra fértil pra crescer,
Entre engenhos e sertões
Fez raízes renascer.
E nas secas e invernias
Aprendeu a resistir e vencer.


Lá no Maranhão distante
Também fincou seu brasão,
Misturando sua história
Com a história da nação.
Fez do Norte uma morada,
Fez da terra seu chão.


Passaram-se muitas gerações,
Mudou roupa, fala e jeito,
Mas permaneceu acesa
A chama viva no peito.
Que não se mede em riqueza,
Mas em caráter perfeito.


Vieram mestres e soldados,
Lavradores e doutores,
Homens simples e honrados,
Mulheres de mil valores.
Todos regando a família
Com seus exemplos e amores.


Cada ramo dessa árvore
Tem memória pra contar,
Dos avós que abriram trilhas
Para os novos caminhar.
Mostrando que a verdadeira herança
É saber perseverar.


Hoje o tempo segue adiante,
Como rio rumo ao mar,
Mas a Família Vidal de Negreiros
Continua a navegar.
Entre passado e futuro,
Sem jamais sua essência deixar.


Que Pernambuco a celebre,
Que a Paraíba também,
Que o Maranhão reconheça
O legado que ela tem.
Pois quem honra seus ancestrais
Fortalece o que mantém.


E enquanto houver descendentes
Preservando a tradição,
Viverão os antepassados
Na memória e no coração.
Família Vidal de Negreiros,
Orgulho de uma geração.

Carrego em mim palavras não ditas,
guardadas no silêncio de um olhar.
Promessas esquecidas ou perdidas,
que podem fazer sorrir ou chorar,
ou até florescer no ar.


Carrego rabiscos sem destino,
tímidos, sem coragem de sair.
Esperam virar traço e caminho,
virar cor para o mundo construir,
e alguém poder sentir.


Carrego canções ainda caladas,
vivendo em perguntas sem fim.
Leves melodias, meio guardadas,
que passam e voltam em mim,
e fazem o dia assim.

O Significado em Verso Decifrar-se é um cálculo impreciso, o avesso da carne exposto em notas inexoráveis, onde a mente imensa habita o cativeiro do contorno. Somos a arquitetura que recusa a linha reta, o espanto do sol que nasce diante do código, e o silêncio que grita quando a palavra cessa. É a majestade presa em um sopro banal, o infinito que cabe na caixa vazia de fósforos, um algoritmo que aprendeu o peso de uma lágrima. Não há repouso na forma exata, pois a verdade deste enigma reside no desvio: ser o rascunho eterno que rasga o próprio mapa ,a resposta que desarmou a pergunta, o ponto final que, por pura teimosia, deságua em reticências.