Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Pessoalmente, acho que a religião exerce um papel de aio. Aio era aquele escravo romano que pegava crianças na creche, levava pra casa, pegava de casa e levava pra creche. Em outras palavras, a religião é uma medicina para algo humano, mas está absolutamente longe de ser o ideal divino do desenvolvimento da espiritualidade de qualquer pessoa.
Eu diria o seguinte: a religião nunca me seduziu, nunca me fascinou. Ao contrário, eu entendi que a religião era apenas um meio sofrível que poderia me oferecer um espaço de convívio com a esperança, um convívio mais próximo, mais identificável com gente que estava na mesma caminhada confessada que eu estava. Mas os conflitos que eu tive – e tenho – com a religião são grandes. A grande fascinação exercida na minha vida foi a percepção de que não cabia em projeto religioso nenhum. D'us é maior do que todas essas construções religiosas que estão aí. Eu percebi e devo isso a duas coisas: em primeiro lugar, aos escritos e nossos sabios; além disso, a uma bagagem histórica. Foi muito útil ter sido roqueiro, foi muito útil todo aquele processo de questionar instituições.
Juntar a rebelião roqueira com o ensinamento dos nossos sábios cria no coração um desejo enorme de conhecer a D'us, de amar o Emunah visível de Deus nesse mundo, que é a Torá, e a consciência constante de manter uma relação de permanente tensão com a religião. Ou seja, é uma relação de love and hate, eu te amo e eu te odeio.
E fica o tempo todo, porque no dia em que você apenas odiar, corre o risco de perder a comunhão com milhões de pessoas que estão conscientemente andando na direção que você diz estar andando. E no dia que você amar radicalmente e totalmente, você corre o risco de ser domesticado por uma espiritualidade pequena que rouba de você a percepção de sua irmandade fraterna – extremamente maior do que a religião.
Vivemos tempos em que a pressa virou rotina,
e sentir profundamente passou a ser quase um ato de resistência,
porque o mundo exige respostas rápidas para dores que são lentas,
sorrisos imediatos para feridas que ainda sangram em silêncio,
companhias virtuais para vazios cada vez mais reais,
muitos conversam o dia inteiro, mas poucos realmente se escutam,
há casas cheias e corações desertos coexistindo sem alarde,
gente exibindo felicidade enquanto coleciona cansaços invisíveis,
relações rasas em excesso e compreensão em escassez,
esta é a realidade: nunca estivemos tão conectados e tão ausentes.
Um teor de requinte altamente refinado e psicodélico, com uma certa nuance de loucura pairando sobre um lençol dançante, onde cores líquidas escorrem pelas bordas da realidade e os pensamentos flutuam como fumaça em um quarto iluminado por néons impossíveis. A atmosfera pulsa em frequências abstratas, misturando elegância decadente e delírio artístico, como se o próprio tempo estivesse embriagado pela beleza caótica do instante.
Hoje meu coração explode de esperança, esperar um amor requer comprometimento e certeza de que está em algum lugar, só aguardando o momento certo pra se revelar...
O mundo inventa tantas versões de si mesmo, mas basta um sorriso sincero teu para que a realidade volte a fazer sentido.
"Construída ao longo dos anos, a reputação é um patrimônio imaterial que pode ruir em um instante. O caráter, a humildade e a perseverança ajudam a reconstruí-la, mas, como um espelho remendado, as marcas da ruptura permanecem. Afinal, a confiança, uma vez abalada, raramente volta à sua forma original."
Pode-se suportar qualquer situação quando se tem um lar para onde regressar e uma família disposta a dar todo o apoio.
Gabriel Levy
Hoje o mundo amanheceu diferente,
como se o sol tivesse aprendido um novo brilho,
como se o tempo, por um instante,
parasse apenas para anunciar a sua chegada.
Gabriel Levy, meu filho,
teu nome agora mora em cada pensamento meu,
em cada plano para o futuro,
em cada sonho que eu sequer sabia que tinha.
Eu te esperei sem conhecer teu rosto,
te amei sem ouvir tua voz,
e quando você chegou, pequeno e tão frágil,
transformou meu coração em algo maior do que eu mesmo.
Agora compreendo que ser pai
é carregar no peito uma parte da própria alma
caminhando pelo mundo em outro corpo,
é descobrir uma coragem nova,
um amor que não pede nada em troca.
Não importa quão longa seja a noite,
quão difícil seja o caminho,
você será sempre a luz que me guia,
a razão de cada esforço,
o motivo de cada recomeço.
Meu filho, que a vida te receba com gentileza,
que teus passos sejam firmes,
que teu coração seja bom,
e que você nunca esqueça o quanto foi amado
desde antes do primeiro choro.
Hoje eu não celebro apenas o seu nascimento.
Celebro também o nascimento de um pai,
porque junto com você nasceu em mim
a maior felicidade que já conheci.
Depende de nós mesmos...
Um dia eu disse que iria fazer uma grande viagem com a minha esposa partindo do princípio de acreditar fielmente no que eu queria mesmo sem ter o mínimo das condições aceitáveis para conseguir executar,
Um dia eu disse que iria mudar do estado que morava, de convivências, do trabalho, enfim, iria mudar todo o meu tráfego de vida, e sem o mínimo de planejamento resolvi encarar o desconhecido,
Com o tempo passei a entender que as mudanças e o que pode ser o projetado como futuro só depende de como queremos que ele seja, só depende da nossa habilidade de imaginar acontecendo e depois focar em fazer acontecer.
Toda a minha melancolia longe de qualquer tristeza vazia e paralisante, sim o faço por um sentimento estético e reflexivo. Ela me serve como ferramenta para investigação de todas estas dores da alma e finitude humana.
O desejo é um romancista genial.
Ele recebe duas ou três informações incompletas e constrói
um universo inteiro.
Pedro não chorou apenas porque havia cometido um erro. No texto original, a ideia é de alguém que foi profundamente abalado ao perceber quem havia se tornado naquele momento. Horas antes, ele prometera que jamais abandonaria Jesus. Horas depois, o negou três vezes. O choro de Pedro não nasceu da fraqueza. Nasceu do confronto entre quem ele queria ser e quem ele viu no espelho. Porque algumas dores não vêm do que fizeram conosco. Vêm da pessoa que nos tornamos em meio ao medo. E às vezes somos nós. Tentando seguir em frente… enquanto ainda carregamos o peso dos nossos próprios erros.
Start sem Checkpoint 🎵🎶
Você é o protagonista do seu próprio jogo
Não um NPC programado pelos outros
Ninguém chegou aqui do mesmo jeito, mas a partida começou
O mundo te mostrou um tutorial, mas você pulou
Cada escolha que você faz redesenha o mapa
Se errar, se desculpe e tente de novo
Seu avatar é humano, não uma obra acabada
Ninguém segura o controle por você
A história só avança quando você aperta o start
Assuma o controle
A jornada começou
Não existe checkpoint
Pra quem nunca se arriscou
Se cair, levanta
O pior game over
É não viver
O que sonhou
Tem fases da vida
Que ninguém passa sozinho
É aí que a gente encontra
As conexões do caminho
Reconhecer os próprios limites
Também faz parte da missão
Quem aprende a pedir ajuda
Nunca luta em vão
O mapa tá cheio de névoa
E a tela não mostra o final
Mas recuar não é escolha
Pra quem enfrenta a vida real
O medo é parte da estrada
Que todo mundo vai seguir
E quando tudo parecer perdido
Não esqueça como chegou até aqui
Assuma o controle
A jornada começou
Não existe checkpoint
Pra quem nunca se arriscou
Se cair, levanta
O pior game over
É não viver
O que sonhou
A partida começou faz tempo
Salve o que é importante no peito
Porque o pior final
É passar a vida olhando os outros jogar...
Marcos Elias Antunes
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