Assusta Amor
Sentir, mesmo sem ver,
o teu amor ardente,
é próximo de encontrar
o próprio reflexo na beirinha
do rio em tempo aberto.
O que nos pertence só tem
a ver com o que é liberto.
Diante da florada da Faya Lobi,
enquanto o rio arpeja,
Watramama quebra a regra
e o seu pente de ouro empresta;
A última coisa que penso:
são nos causos e lendas.
Com os olhos fechados,
confio nela serena,
porque, sem dizer nada sobre nós,
percebo que ela quer me ver plena,
para o nosso amor que vale a pena.
Sentir profundamente o ar
do Arquipélago de Bocas del Toro,
no amor da gente mergulhar
e entrar no espírito do lugar.
Perceber o cortejo do tempo
e das orquídeas do Espírito Santo
para nós dois florescendo,
deixar que o sentimento
de amor continue nos movendo.
Dizer sim para o melhor da vida,
para o que é sedutor e o que é poesia,
de mãos dadas na Praia Estrela
nos entregar à jura bonita e serena.
Plenamente viver para nós, sem
deixar que os nós do mundo nos capture,
para que no tempo tudo nosso perdure,
e não seja dado motivo para que não dure.
Assumo que orbitando ao seu
redor aguardo o seu próximo
passo a ser dado com amor,
Quero que sejas meu inteiro,
e não seja de qualquer jeito.
A história de amor impossível
de Ometepetl e Nagrando
continua incrível e ecoando.
Não nego para ninguém que
contigo continuo sonhando.
Tornar o nosso amor possível
está nas nossas mãos:
para viver a amando sob
a florada da Sacuanjoche — ou não —,
para escolher a primavera
como a nossa principal estação.
Viver as auroras da Nicarágua
sob a nossa regra e sedução,
Celebrando ritmos e os sabores
com todo o maior amor paixão,
tenho pedido à Deus com devoção.
[Para a honra da mútua rendição...]
Quando me seguiu
um coração que ninguém
na vida jamais viu,
Floresci de amor
que até o céu beijei.
[Agora amo de um jeito
que antes jamais sonhei.]
Depois de cruzarmos
os cem metros em direção
à Caverna do Amor,
render-me mansamente
aos seus predicados,
Permitindo que os meus
cabelos sejam trançados
pelas suas amáveis mãos,
Algo sempre me disse
que os caminhos
para nós já estavam traçados.
Contemplar a bela floração
da Orquídea da Virgem
com o coração em rendição
sob a aurora hondurenha;
Não tem nenhuma explicação
ainda de antever esta cena
com inexplicável clareza.
Reconhecer que este tempo
todo, em vez de conversar
com qualquer um,
estava sempre escrevendo
um novo poema,
Esperando que um dia
você aparecesse,
e por acaso não acontecesse,
assim permaneceria
até o destino assim permitisse.
[Sem saber quem é você,
percebo que estás presente,
embora não esteja fisicamente.]
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me do teu andor.
Desfiar os raios de sol e da lua
para tecer um huipil com
a imagem da tua alma de colibri:
assim tem sido com devoção
desde o dia que te descobri.
Deixar-te livre para que revele
o que sei que também sente,
para que me entregue o melhor,
e eu retribua com o que há de maior;
para que se confirme que é amor.
O sabor de amor
tem sabor de marzipan
e também de infância
na minha história.
Aprendi com a Avó,
e sei fazer de memória.
Memória amorosa
da nuvem branca
que abraça, como
voto de amor eterno,
o Vulcão Irazú.
Trago o meu universo
diante dos teus
sedutores olhos.
Se você irá entender,
realmente não sei;
da minha parte,
pistas e poesia dei.
A expectativa, bem
próxima da florada
da Guaria Morada,
continua vívida,
embora recolhida,
desenhando na beira
do mar na Costa Rica
Com leveza, romance,
calma e delicadeza,
com os fios do tempo,
sedutora irei tecendo
o seu pertencimento,
embora convicta assuma
a apaixonada urgência
da partilha do sentimento.
À espera do consentimento...
.
De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor
infinito sempre se entrega.
Como quem mergulha
aqui no Parcel da Deserta,
na intimidade não encerra.
[Conhece a linguagem poética.]
O grito constante destrói o amor lentamente; a violência o destrói brutalmente. Ambos revelam ausência de maturidade emocional.
Relacionamentos não fracassam apenas por falta de amor, mas pelo excesso de orgulho, descontrole e ausência de paz.
A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.
