Asas
Sentir a brisa me tocar.
Escorregar no arco-íris.
Ser mais asas que raízes.
Voar além do infinito.
Ser passarinho.
Tira a poeira das asas, meu anjo. O sol brilha tão lindo lá fora... Os pássaros cantam, as flores desabrocham, e há sorriso nos casais enamorados, deitados na grama do parquinho ali ao lado... As crianças brincam tão felizes, alheias a tudo... E por que as suas asas andam tão empoeiradas?
Tira a poeira das asas, meu anjo. Ainda há tanta coisa por fazer... Um filme engraçado a dois no cinema, uma bebida qualquer num barzinho diferente, um caminhar sem destino de mãos dadas ao vento... Aqueles dois idosos parecem ignorar que já passaram por tanta coisa juntos, olha só o sorriso deles, tá vendo?
Tira a poeira das asas, meu anjo. Não se entrega... Não me dá a opção da escolha, ainda prefiro que você lute... É tão lindo o brilho que sai dos seus olhos quando você sorri... O teu toque fica tão mais macio, o seu abraço fica tão mais quente... O teu beijo fica tão mais doce...
Tira a poeira das asas, meu anjo, já tá na hora de voltar a voar...
Eu conheço um anjo
Mas ela não possui asas
Ela possui um coração
Que se junta ao meu
Ela possui um sorriso
Que alegra meu espírito
E possui um olhar
Que me faz querer amar
Com ela...
Cada segundo parece todo um dia
E quero viver cada um desses segundos
Pois o maior presente que ela pode me dar
É a sua companhia
E tendo isso...
Nada mais importa
Quando esse véu me cobre os sentidos
Minhas asas se recolhem
A manha me encontra com o olhar longe...
Separo-me de minhas palavras sagradas,
Sou um ponto dentro de mim.
Esqueço-me de meus vôos
Do meu canto nas estrelas...
Esqueço-me porque parti,
Porque é preciso estar aqui...
Eu sou como a brisa que completa a manhã
Eu sou como a cor que tinge a vida
Estou na vontade de cada um que sonha...
Mas, quando esse véu me cobre os sentidos...
Esqueço...
Mergulho no abismo
Sou apenas um ponto dentro de mim.
Lílian Baroni
Sou pedaço de vento.
Brisa suave
Asas de ave,
Desordem no ar
Tempestade no mar.
Sopro de tormento.
Sou esperança
Em mudança,
Sou tudo p´ra ti.
Sou a luz
Que te seduz,
E faz feliz.
Sou vida e morte
Sou companhia
Sou o teu norte
A tua alegria.
Ana Jacomo dizia: ”passarinho tem asas do lado de fora, a gente do lado de dentro”. Diga-me Deus, onde estão essas asas? Por acaso passarinho voa no escuro? Porque é só isso que vejo dentro de mim, escuridão, e talvez um caos, uma tempestade que ameaça me escurecer ainda mais.
Todos sentem desejos de voar...
Se eu pudesse, voaria tanto que minhas delicadas asas ficariam cansadas, pesadas...
No entanto, repousaria na torre mais alta, bem perto de tocar o céu e voaria novamente sem destino, sem tempo.
Sou, inescapavelmente, ousada demais para a própria vida.
Sinto a liberdade na sua infinita paixão encarnada.
Doce sensação de sentir-se viva.
E para me sentir viva eu realmente preciso respirar fundo, tocar o céu, sentir o chão, a dor, ouvir uma canção, suspirar, repousar, calar, voar.
Isto sim me faz FELIZ!!
As Palavras
As palavras ganham asas
E é provável que voem
No azul, até ao infinito.
As palavras rasam a verdura
Dos prados e mergulham fundo
Em lamas espúrias.
Algumas, porém, anoitecem...
Como se uma ave
Me sangrasse na mão
Uma pedrada.
