Asas
"Sem asas"
Aonde deixei minha essência?
Pq não consigo mais expressar meus talentos?
Há mais de 3 anos não consigo desenhar....
Comprei um violão, não consigo toca-lo.
Meus livros estão empoeirados, pois, não tenho mais ânimo pra ler.
Minhas poesias surgiam a todo instante,
Hoje por mais q eu escreva, não há poesia.
Apenas textos infundados.
Minha cabeça abriu uma caixa de pandora
E tudo que havia nela, dominou meu corpo.
Não consigo mais esconder nem disfarçar meus sentimentos.
Nada está bem....
Aguardo a liberdade para viver...
Ou será, que livre estarei quando morrer?
Há mágoas, rancores, agonias constantes que impulsionam o escuro até mim.
De que adianta encontrar a Luz no fim do túnel
Lá no fim não terá ninguém te esperando
Não terá ninguém pra te aplaudir
Nem alguém para te dar conforto
Só haverá pré-julgamentos
E curiosos querendo saber o motivo do seu casulo.
Queria ter minhas asas agora...
Faria igual a Ícaro!
Voaria de encontro ao sol.
Só assim queimaria de vez todos os pecados e pensamentos intrusivos que assolam minha mente.
Voe, voe o mais alto que puder.
O calor sera intenso.
A queda pode ser maior.
Mas...Enfim, estarei livre!
Thibor
AINDA SOBRE O AMOR
O amor é luz — mas eu sou mariposa.
Sou feita de asas frágeis, de voos que tremem, e mesmo sabendo do incêndio, eu fui, seduzida pela luz...
Te busquei como quem desejava o fim, mas desejava ainda mais o instante de calor.
Você foi clarão — farol, estrela, chama.
E eu, tão pequena, ao seu redor,
embriagada pela promessa do brilho,
mesmo ciente que me mataria, você me chamou, me atraiu, me deduziu.
O amor, dizem, é abrigo, é flor, é casa.
Mas pra mim, é vertigem.
É precipício vestido de sol.
Mas ainda assim, eu ficava, hipnotizada pelo seu encanto tão brilhante, a luz dos meus olhos, o motivo do meu respirar...
Porque há em mim esse destino triste de mariposa —
amar aquilo que pode me destruir
e achar nisso… beleza.
Eu não sei amar de longe.
Meu peito não entende fronteiras,
minha alma não teme queimaduras.
Só queria luz.
Só queria você.
Mesmo que, no fim,
o que tenha sobraso de mim
seja apenas sombra e pó.
Raísa Sousa
Sou como um pássaro livre. Abro minhas asas, voo e sinto o vento bater em meu rosto na intensidade que me convier.
Cuidado! Muitos demônios têm asas, vestes brancas e aparência de bondade e luz, mas continuam sendo demônios.
Se tu quiseres serei hélice quando voares,
Serei asas enquanto planares,
Sereia minha, água em meu aquário,
Sobre os planaltos elevados, receptor e emissário.
Talvez o mais simples
seja o mais belo
como o bater de asas
de uma borboleta
em um dia ensolarado.
Nem consigo controlar pra onde vou
Imagine controlar os seus passos
Mesmo que eu tivesse asas
Você acha que iria ter penas atoa ?
"Voar com leveza ao som dos bandolins"
Voar… não com asas, mas com a alma acesa,
no instante suspenso em que tudo silencia,
e só resta o som — sutil — da natureza
tocando os bandolins da melancolia.
É nesse fio invisível entre o tempo e o vento
que o espírito se desfaz de seus espinhos
e se veste de luz, de música e sentimento,
como se a vida coubesse em poucos dedinhos.
Oh, bandolim que chora, tão pequeno e tão imenso!
Em ti há mares, luas, lembranças e alvoradas.
Cada nota tua é um verso que eu lanço, intenso,
ao céu que me abriga em suas madrugadas.
Voar com leveza... é despir-se do mundo,
desatar os nós das dores que se calam,
é entregar-se ao som, profundo e fecundo,
que os bandolins, com ternura, embalam.
E, nesse voo que não conhece altura,
onde o corpo não pesa e a alma é verbo,
descubro que a música é forma de ternura
e que amar... é tocar o invisível, sem reserva.
Ah, se todos soubessem do milagre escondido
no instante em que a nota vibra no vazio,
veriam que o som é um gesto adormecido,
e o voo… é um poema escrito no brilho.
Brilho do céu, brilho da terra, brilho da eternidade,
um chamado mudo que só o sensível entende.
Voar com leveza é tocar a imensidade
sem jamais perder a alma que se estende.
E quando finda o som, quando se cala o mundo,
ainda ecoa, dentro, o que jamais se explica:
a certeza de que o voo mais profundo
é aquele que nasce da nota mais lírica.
Sou tua justiça
Sou tua fortaleza
Você estará seguro, debaixo de minhas asas
Sou teu Deus
Sou seu senhor, a sua salvação....
É verdade, a vida é um ciclo constante e o amor permeia suas curvas nas asas da paixão ardente onde o tempo é apenas um passageiro e o desejo é uma adolescência intensa contida pela maturidade onde a idade não soma apenas experiências e viver é um impulso circulante nas voltas da vida de quem se permite ser amante, amando e vivendo para amar como se fosse infinito...
Meu último poema:
Nas asas do tempo, um adeus se esvai,
No eco do silêncio, a saudade cai.
Palavras não ditas ficam a pairar,
No espaço entre nós, a emoção a vibrar.
No abraço apertado, sentimentos se entrelaçam,
E nas lágrimas contidas, os corações se abraçam.
É uma forte despedida, mas também um novo começo,
Um ciclo que se encerra, mas deixa seu apreço.
A estrada se estende, rumos diferentes a trilhar,
Mas o que foi vivido sempre irá perdurar.
No peito a saudade, no olhar a lembrança,
Uma despedida marcante, que o tempo não cansa.
Que o vento leve os suspiros da separação,
E traga de volta a doce sensação.
Que mesmo no adeus haja um brilho de esperança,
Pois a vida é feita de despedidas e bonanças.
Assim, seguimos adiante.
Uma história escrita com carinho e calor,
Na jornada da vida, o adeus é apenas um ponto de amor.
Bye Vander Hacher
Seja a pluma que voa sem nexo, mas ao menos causa o movimento.
Não tente voar sem as asas e sem as plumas dos seus sonhos.
As quedas aniquilam ou nos enterram.
Bato as asas para me libertar do peso que sobrepesa o coração e a minha alma.
Não alço voo algum.
Prendo-me muito mais ao contido lembrar que mina os meus olhos.
Declaro-me seu em cada gesto e em cada movimento.
Pena. Penas... de mim.
São traços,
riscos,
mundos e mundo
sob e sobre asas
de um pássaro ferido e a ferir...
carregando o que não se pode carregar
sem as penas da vida.
Tenho as minhas penas que tanto sobrepesam o meu voar.
Abro as asas e, muitas vezes, não consigo movimentar.
Existe o peso dos sonhos enterrados,
tem o apego àquilo que não pôde ser realizado,
persiste o medo dos espaços desconhecidos,
o ninho desfeito e o vendaval que não cessa!...
e um amor escorrido entre os dedos fluindo da minha alma.
