Às Vezes
Certos confinamentos e clausuras abrem portas e janelas que nem sabíamos existir...as vezes até mesmo necessários porões escuros e sótãos iluminados. Os melhores arrancam o telhado e deixam o sol entrar.
Somos raízes de uma mesma árvore, crescendo, se aprofundando na vida-terra, esquecendo muitas vezes, subindo aos céus, de olhar de onde viemos, percebendo que somos parte de UMA só fonte.
Exigimos dos outros, muitas vezes, aquilo que nem nós chegamos a oferecer, seja por pensamentos, palavras ou atos.
Já pensei mil vezes em desistir e ainda penso. Mas ao mesmo tempo tenho dois mil pensamentos de superação e para cada queda, tenho uma solução. Resistir Sempre!
Vou me vingar de mim mesmo. Pelas vezes que eu desacrditei de mim, que me fiz menor ou maior pelo ego. Vou me vingar das vezes que eu fui uma âncora quando eu deveria ter me permitido. Vou me vingar das vezes que eu simplesmente virei as costas para os meus sonhos. Vou indo agora, prometo que vou me vingar.
As vezes me pego a pensar que o Criador é demasiado cruel conosco. Envelhece nossa carne e não envelhece nosso espírito.
Os desígnios de Deus, embora muitas vezes nos pareçam estranhos e incompreensíveis, são traçados com um propósito divino e perfeito. Há um filme que assisto de tempos em tempos chamado *Os Pássaros Feridos*. É uma história única, uma saga que atravessa mais de 60 anos, narrando o romance proibido entre um padre e uma jovem comum.
A trama se inspira na lenda de um pássaro espinheiro, que passa a vida buscando o espinho mais afiado para empalar-se. E, ao fazer isso, entoa um canto incomparável, mais belo que o da cotovia e do rouxinol. É um canto sublime, cuja perfeição só é alcançada ao custo da própria vida.
Quantos de nós, ao longo da vida, não nos ferimos em espinhos dolorosos, conscientes de que, apesar da dor, esses momentos podem extrair o melhor de nós? Esse filme fala sobre renúncia, não sobre religião, e carrega uma mensagem profunda e universal. Recomendo com entusiasmo, pois é uma obra que nos faz refletir. Espero que, um dia, você tenha a oportunidade de assisti-lo.
Nem sempre fica tudo bem;
As vezes a dor não passa;
As vezes o espinho fica!
Mas a Graça sempre nos basta!
Devemos sempre nos lembrar, que somos indivíduos únicos e totalmente diferentes.
As vezes o que para um é elogio ao outro ofendi; Tudo que podemos fazer caso alguém leve a mal o que fazemos como bem, é ter a consciência limpa para dizer: "Desculpe, mas tenha certeza que eu só ofereço aos outros o que também gostaría de receber. "
As vezes a dor sufoca e nem dá para gritar, as vezes ela queima por dentro e transborda em lágrimas que escorre quentes e nem dá para segurar. As vezes a dor angustia tanto que nem dá para suportar. Sempre que a dor te paralisar você a Deus Clamar. Em silêncio, em lágrimas, sem conseguir se levantar, Cristo ouve o grito abafado, entende suas lágrimas caídas e te levanta para te amparar junto ao seu colo e faz toda dor passar.
Como um Pai que consola seu filho até o choro parar.
Os Caminhos da Vida.
Às vezes, parece que a vida chegou a um ponto em que o caminho é cheio de pedras e pedregulhos afiados, e você precisa caminhar mesmo com os pés descalços.
E, enquanto você caminha passo a passo, com os pés feridos e cheios de machucados, algumas pessoas passam correndo, com os pés muito bem protegidos, calçados, e ainda te criticam por ter ficado para trás.
Então, por um momento, você se sente injustiçado e desprivilegiado. Chega a pensar: “Não vale a pena continuar a caminhar”.
Mas percebe que, se parar, você ainda estará sobre as pedras, com os pés que não irão cicatrizar enquanto você não passar por elas.
E, quando você continua a caminhar, chega a um lugar onde a recompensa não é para quem chegou primeiro. A honra é dada aos que tiveram que lutar, e a força é dada a quem praticou resiliência e resistência.
Então, não adianta parar. Não há escolha além de caminhar… pois seus ferimentos ainda estarão abertos e não irão cicatrizar até que você consiga chegar.
Todo caminho tem um lugar de parada e descanso. Continue até encontrar lugar encontrar.
As vezes penso que as respostas virão. As vezes, não. Olha ao longe e o que vejo é o espelho do tempo, convicções implorando por adoção. O mundo mais raso me desagrada. E preciso buscar os recantos onde ainda existe profundidade que favoreça o mergulho. Eu não me adapto às estruturas da superfície. Seria o mesmo que ser mortal além da conta. Mas sou mortal. Não quero ser, mas sou.
Se souber me olhar por inteiro, verás que muitas vezes estou com os dedos cruzados, torcendo pra que a gente se acerte de vez.
