As poesias mais Bonitas do Mundo

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Todo mundo vem com cicatrizes
Mas você pode amar até que elas desapareçam
Eu te disse que eu não era perfeita
Você me disse o mesmo

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

O mundo assim como está não é suportável, por conseguinte, preciso da lua, da felicidade ou da imortalidade, de qualquer coisa que seja loucura, talvez, mas que não pertença a este mundo
-Calígula-

Ontem nós éramos perfeitos, nos amávamos, vivíamos num mundo cor-de-rosa, nossas vidas eram feitas de flores e estrelas.

Ontem nós éramos inseparáveis, nos preocupávamos um com o outro até mesmo por telepatia, nossos lábios mostravam a todos o sorriso da felicidade.

Ontem nós éramos cúmplices em tudo o que fazíamos, nas pequenas e grandes coisas, nos ajudávamos mutuamente…

Ontem nós éramos um casal, perfeitos no amor, no pensar, nos toques e nos carinhos. Ontem nós éramos uma só pessoa, com corpos e desejos misturados, com vontades inexplicáveis em um ser.

Ontem nós éramos o paraíso, sem maldades, sem desconfianças, sem rancores, porque em nós só pairávamos o amor...

Hoje nós somos a saudade de tudo o que fomos ontem e que o rompimento levou!

Questão de Pontuação
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.

Poesia Urbana

Eis eu aqui entre os carros vendo o mundo pela janelinha embaçada.
Pessoas passam por mim, vejo o lixo nas guias.
A correria diária desta gente.
Vejo também olhos perdidos;
Olhos perdidos como os meus...
O que será que esses olhos perdidos procuram...

Luto pela Bondade

Quero viver num mundo sem excomungados. Não excomungarei ninguém. Não diria, amanhã, a esse sacerdote: «Você não pode baptizar ninguém porque é anticomunista.» Não diria ao outro: «Não publicarei o seu poema, o seu trabalho, porque você é anticomunista.» Quero viver num mundo em que os seres sejam simplesmente humanos, sem mais títulos além desse, sem trazerem na cabeça uma regra-, uma palavra rígida, um rótulo. Quero que se possa entrar em todas as igrejas, em todas as tipografias. Quero que não esperem ninguém, nunca mais, à porta do município para o deter e expulsar. Quero que todos entrem e saiam sorridentes da Câmara Municipal. Não quero que ninguém fuja em gôndola, que ninguém seja perseguido de motocicleta. Quero que a grande maioria, a única maioria, todos, possam falar, ler, ouvir, florescer. Nunca compreendi a luta senão como um meio de acabar com ela. Nunca aceitei o rigor senão como meio para deixar de existir o rigor. Tomei um caminho porque creio que esse caminho nos leva, a todos, a essa amabilidade duradoura. Luto pela bondade ubíqua, extensa, inexaurível. De tantos encontros entre a minha poesia e a polícia, de todos esses episódios e de outros que não contarei porque repetidos, e de outros que não aconteceram comigo, mas com muitos que já não poderão contá-los, resta-me no entanto uma fé absoluta no destino humano, uma convicção cada vez mais consciente de que nos aproximamos de uma grande ternura. Escrevo sabendo que sobre as nossas cabeças, sobre todas as cabeças, existe o perigo da bomba, da catástrofe nuclear, que não deixaria ninguém nem nada sobre a Terra. Pois bem: nem isso altera a minha esperança. Neste momento crítico, neste sobressalto de agonia, sabemos que entrará a luz definitiva pelos olhos entreabertos. Entender-nos-emos todos. Progrediremos juntos. E esta esperança é irrevogável.

Pablo Neruda, in "Confesso que Vivi"

Todo mundo pode ser grande... porque qualquer um pode servi.
Você não precisa ter diploma universitário para servir.
Você não tem que fazer o seu sujeito ao verbo concorda em servi.
Você só precisa de um coração cheio de graça,E uma alma gerada pelo amor.

Ser diferente é igual

No mundo da diversidade
O olhar é singular
A mesma é a oportunidade
De ser feliz, de amar
Nada nem ninguém é normal
O bom é estar, se manifestar
Ser diferente é igual
Só assim faremos a diferença
E tudo será mais legal...

Luciano Spagnol

Proposta

Permita-me tentar
tentar te orgulhar
tornar-me um pouco do que você foi ao mundo

Permita-me lembrar de ti
E me sentir perdoado pelos desacatos
encher-me com as lembranças de teu abraço

Permita-me, meu pai
Que eu possa dizer que fui amado pelo senhor
e sentir que meu amor por você é recíproco

Permita-me dizer
Que fomos felizes, apesar de tão poucos anos, apesar das brigas...apesar dos pesares
E que ainda somos, e que sua presença ainda é real em mim

Permita-me, meu pai
Que estas palavras sejam honestas
E que possam curar minha saudade.

•Meu mundo, minha regras! Sua inveja só comprova ainda mais meu sucesso!

•Quando todos os nossos desejos forem realizados, muitos de seus sonhos serão destruídos.

•"Parte de mim tem medo de se aproximar das pessoas, pois teme que elas me deixem."

•Os tempos não se tornaram mais violentos. Apenas se tornaram mais televisivos.

•A morte de um é uma tragédia
Mas a morte de milhões é apenas uma estatística

•Eu não posso acreditar nas coisas, elas não acreditam em mim

"O mundo é um grande reflexo, que devolve a você o que você emite, com uma diferença: potencializado!
Reflita, porém, antes de enviar suas mensagens para Ele!"

Todo mundo tem um anjo.
Um guardião que nos protege.
Não podemos saber
que forma vão tomar.
Um dia, um velho.
No outro, uma garotinha.
Mas não deixe as aparências enganá-lo.
Eles podem ser tão cruéis como qualquer dragão.
Podem não estar aqui pra lutar nossas batalhas,
Mas, sussurram em nosso coração.
Lembrando que somos nós.
Que cada um de nós que tem o poder
sobre o mundo que criamos.
Podemos negar que nossos anjos existam...
Nos convencer de que não podem ser reais...
Mas eles aparecem de qualquer maneira.
Em lugares estranhos.
Em tempos estranhos.
Podem falar através de qualquer personagem que possamos imaginar.
Gritarão através de demônios se precisarem...
Nos chamando...
Nos desafiando a lutar.
Você vê, sua luta pela sobrevivência...
Começa agora mesmo.
Você não quer ser julgada?
Não será.
Acha que não é forte o bastante? Você é.
Está com medo? Não fique.
Você tem todas as armas que precisa. Agora, lute!
Quem honra aqueles que amamos
pela vida que vivemos?
Quem envia monstros para nos matar
E, ao mesmo tempo,
canta que nunca vamos morrer
Quem nos ensina o que é real
e como rir das mentiras
Quem decide quem vai viver
ou morrer se defendendo?
Quem nos acorrenta e quem tem a chave
que pode nos libertar? É você.
Você tem todas as armas que precisa.
Agora lute!

Sucker Punch

Nota: Sucker Punch (2011)

O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se.

Imprevisibilidade da Vida, por Saramago

"deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já me joguei no mundo
deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já pus os pés no fundo
Se você cair não tenha medo
O mundo é fundo
Quem pisar no fundo encontra a porta
Do fim de tudo
Bem junto da porta está São Pedro
No fim do fundo, fim do fundo
Findo!"

Eu vejo o mundo melhor no futuro
Eu creio num novo começo de era
Essa força que nos domina, o amor
vai nos permitir exterminar a fera

Almany Sol

Para aqueles que acreditaram no fim do mundo e para aqueles que não acreditaram: nosso mundo acaba várias vezes no espaço de uma vida. Mas sempre temos a chance de recomeçar, dando outros sentidos para as marcas que carregamos, sentidos que nos permitam criar novas versões de nós mesmos ou pelo menos olhar para a atual com mais generosidade. Um dia, porém, o meteoro chega. E chega para todos, sem que nenhum de nossos tremendos esforços e vastas ilusões seja capaz de mudar o final.

São muitos os pequenos fins de mundo – e desconfio que os grandes apocalipses nos distraem dessa verdade, como tantas outras manchetes em neon que nos cegam dia após dia. É um pequeno mundo que acaba quando já não podemos contar com a ignorância que nos fazia viver como se houvesse sempre amanhã. É um pequeno mundo que acaba no primeiro cabelo branco ou na primeira queda, na primeira ruga ou na primeira dor na coluna. É um pequeno mundo que acaba no momento em que percebemos que já não seremos bailarinas clássicas ou jogadores de futebol ou escreveremos o romance que mudará a história da literatura universal ou faremos a descoberta que nos levará ao Nobel – no exato instante em que descobrimos que precisamos adaptar nossos grandes planos. (...)

A cada um desses pequenos apocalipses temos a chance de recomeçar. Partidos, aos pedaços, às vezes colados como um Frankenstein de filme B. Enquanto o meteoro não chega há sempre um possível que podemos inventar. Se os anúncios de fim do mundo servem para alguma coisa, além de fazer piadas e encher os bolsos de alguns espertos, é para nos lembrar de que o mundo acaba mesmo. Não em apoteose coletiva, com dia e hora determinados, mas na tragédia individual, sem alarde e sem aviso prévio, que desde sempre está marcada na vida de cada um de nós.

Meus votos de Natal e Ano-Novo pós-apocalipse são: não adiem os começos, porque o fim já está dado.

Eliane Brum
Malditos maias! Época, 24 dez. 2012.

"Lembre-se que se você está neste mundo, não é por acaso,
e nem por passeio, você não é um intruso, é um convidado do Ser Superior, portanto faça dessa visita a mais bela e feliz que puder"

Vivo em um mundo, onde não se vivem, interpretam, incenam.

Pobres comediantes, as vezes dramáticos

Se perdem em meio suas personagens.

Se perdem em meio suas falsidades.

Nesse palco prefiro ser mera espectadora

Assisto com desdem essa "ilustre" peça, essa dramaturgia chamada HIPOCRISIA.

"Nesse momento, há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil e 671 pessoas no mundo. Algumas estão fugindo com medo.
Algumas estão indo pra casa. Algumas mentem pra conseguir superar o dia, outras estão encarando a verdade agora.

Alguns são homens maus, em guerra contra o bem, e alguns são bons, lutando com o mal. Seis bilhões de pessoas no mundo.

Seis bilhões de almas e algumas vezes ... Você só precisa de uma."