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As Pessoas Sao como Ondas

Cerca de 282132 frases e pensamentos: As Pessoas Sao como Ondas

MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...

Inserida por tadeumemoria

CIO

sabe como olhar,
como andar,
quando olhar,
caminha na minha frente
como se eu fosse santo,
fala comigo como se eu fosse o seu amo,
se abaixa como se eu fosse cego,
senta na minha frente
como se eu fosse de ferro,
eu também sei sonhar,
eu tenho um coração e um tênis,
não aguento mais maracujina,
pra essa febre só novalgina,
sorri pra mim como se eu fosse um beato,
me toca como se eu fosse Buda
esquece o decote,
o perfume que exala,
minh’alma se perdendo,
minha língua pedindo...
não percebe o desejo consumindo,
chega tão perto que eu farejo o cio...

Inserida por tadeumemoria

BICHO FAMINTO
Já é tão tarde
E ainda assim,
A noite continua...
A lua ferve em mim
Como se fosse um sonrisal
Neste copo de mágoas...

Queria entender
O teu sorriso-monalisa,
Tão despido de vida...

Da Vince daria
Vinte mii tonalidades
A essa surrealidade,
Então eu veria a beleza
Onde só tem arte...
Já é tão tarde
E a noite não perdeu o seu cinza
E esta agonia bate
Com golpes de um ninja
Que se esconde nas sombras
Das noites e das desilusões
Devo seguir meus sentimentos
E meus instintos
Como um bicho faminto
Que a lua conduz...

Inserida por tadeumemoria

Escrever agora é um hábito
É como tomar café com pão pela manhã...
eu sou metódico, sistemático...
talvez umpouco enigmático...
mas o que fazer com tanta sensibilidade
o que fazer com tantas possibilidades
o que fazer com a cidade
na palma de minha mão
o que fazer com o deserto
no olhar da mulher
eu bebo o meu café
e como o meu pão...

Inserida por tadeumemoria

A terra é como um pirulito na mão de uma criança...

Inserida por tadeumemoria

Está tudo tão claro agora,
está tudo tão nítido
como o alvorecer
de uma aurora ensolarada,
como o céu anil de uma tarde de verão:
era amor...

Inserida por tadeumemoria

somos como a terra, precisamos de "chuvas"...

Inserida por tadeumemoria

ADOLESCENDO
A menina de vestido estampado
Saltava na calçada como se pulasse estrelas,
Apontava o firmamento como se pudesse tê-las
E a saia se erguia, mostrando a intimidade
Dos seus quinze anos...
Danos em mim,
Amarelinhas nunca mexeu comigo assim...
Porque as alças também lhe caiam
Mostrando a adolescência adolescendo nos seus seios...
A menina de vestido estampado
Saltava na calçada como se pulasse estrelas
Apontava o firmamento como se pudesse tê-las...
E ela podia...

Inserida por tadeumemoria

Como compor-se na abstração do amor...?

Inserida por tadeumemoria

Eu tenho o medo
Como escudo para todos os males...

Inserida por tadeumemoria

Ela olhava a lua e as estrelas como suas únicas impossibilidades; comprara as terras do seu Joaquim, já que ele não conseguira quitar suas dívidas por conta de empréstimos que fizera para combater a praga na lavoura; comprara as de Mirna; notara como Nelson a olhava e como mencionava seu nome; ela também não queria desfazer-se de suas terras; mas os constantes roubos de gado fizera ela mudar de ideia; casara com Nelson, advogado da família, com quem tivera Leandra, que morava com uma tia por parte de pai na capital; e assim a solidão, já que Nelson inventara uma viagem e nunca mais regressara, e, notícias nenhuma; perdera as esperanças. Passados dois anos, mandara alguém investigar o seu paradeiro, mas, nada de concreto.
Ela olhava a lua e as estrelas, ela olhava o firmamento suas únicas impossibilidades... seu mundo não tinha cerca, sua cerca era o horizonte, o que não era montanha era pasto, o que não era pasto, era cafezal, o resto era imensidão; mas antes uma corda acolheu o seu corpo num acalanto macabro, num beijo eterno para a eternidade; galhos e cipós a lhe envolver ao tronco de um carvalho com muitos bugalhos. Era uma paixão tão grande, que o pântano acolheu sua alma e lhe fez vagar palmo a palmo sua imensidão...

Inserida por tadeumemoria

Como não viver o amor
se o amor é o ar que respiramos
como não comer se do amor nos alimentamos
como não querer
se o amor é o verbo e o substantivo...

Inserida por tadeumemoria

AMOR
como não viver o amor
se o amor é o ar que respiramos...
como não comer
se do amor nos alimentamos...
como não querer
se o amor é o verbo, é o substantivo...
como desanimar, o amor é lenitivo...
o amor é uma escada que te leva ao céu,
são as asas que de uma forma
ou de outra Deus deu ...
o amor é contemplar e perceber grandes feitos,
é desejar ajudar e perdoar os defeitos...
amor é a essência maior do ser humano,
a maior proeza dos fortes é dizer te amo...

Inserida por tadeumemoria

NAIR
Minha mãe
Era como o papel de seda cobrindo a pipa,
Era o milho verde feito canjica
Canela em pó por cima da papa
Bife mal passado sobre arroz branco,
Figado acebolado cheirando
Café coado no pano,
As doces canções de moacir franco ...
Cabelo em desalinho,
Zêlo em forma de carinho
Cocada morena e branca
Em forma de coração
Como uma declaração
De amor a humanidade
Sua voz marcante e grave,
No ofício de nossa senhora,
Minha mãe carregaria se fosse preciso,
O mundo sobre os seus 44 quilos;
Abraçaria ao olhar, adotaria ao sorrir...
Minha mãe Nair
Mãe dos meus irmãos,
Mãe das suas irmãs...
Mãe da sua mãe!

Inserida por tadeumemoria

COMO ÍNDIO
O que acontece de repente
Quando ela se pinta diante do espelho,
Batom, sobrancelhas e cílios...
Tomara que caia justinho,
Cambraia estampada,
Nem lembra dos filhos
O que fantasia, tão bela diante do espelho
Com poses e closes pra postar no face,
O marido disfarça, fingindo reler um jornal antigo,
Mas instiga, seus risos e bicos,
Meu amigo malandro metido a filósofo
Dizia que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra
E a vejo tão bela com a escova
E um decote generoso
Falando em lift e massagem
E uma taruagem na coxa,
Poxa ninguém é de ferro e parece provocação,
Mas tem a tal “maria da penha”
O que fazer com o ciúme
Se trejeitos e excesso de perfume
Me fizerem perder a cabeça?
Meu amigo dizia por experiencia própria
Que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra...

Inserida por tadeumemoria

Juarez, pronuncie como se começasse com “R”, ele sempre fez questão disso; amigo de infância que eu não via há tempos, apareceu repentinamente aqui em casa; Sempre foi um cara “cabeça”, um bom papo, só um pouco, “Maria- vai- com as outras” conversamos muito falamos do passado depois ele me segredou: Tadeu eu tô no pó”; fiquei pasmo, Juarez não era disso, era aquele tipo de cara: “mente sã corpo são...” “No pó Tadeu, tô no pó”, ratificou me entregando uma cédula de cem reais; “ sei que aqui consegue-se com facilidade; compra lá pra gente...” saí e voltei com um pacote, preparei algumas gramas pra ele, ele cheirou, aspirou ávido depois começou a pular, a falar a sorrir e gargalhar: cara eu tô legal! Eu tô legal Tadeu! Me levantou lá em cima: “você é o cara!” Prepara outra aí! Preparei ele aspirou, ficou mais entusiasmado ainda: “cara essa é da pura! Arde bem pouquinho nas narinas...” pulava e cantava: “everybody want you..” do fundo do baú... no final da tarde se despediu me agradecendo penhoradamente; devolvi seu dinheiro; ele reagiu surpreso:” faço questão de pagar Tadeu”. “Não precisa, é um presente pela nossa amizade”, respondi. Saiu cantando feliz: “Euclides, fala pra mãe...” não tive coragem de dizer que o que ele tinha consumido, era goma...

Inserida por tadeumemoria

O MONSTRO
Sei do que se passa,
Não sei como mas sei...
E morro de saudade
Nem sei de que
E é por isso que às vezes escrevo
E nem descrevo
Porque nem sei o que é isso
Ás vezes um monstro emerge do lago
E eu tenho medo
Mas me fascina e eu escrevo...

Inserida por tadeumemoria

O feto voltou às entranhas da mãe como um parto às avessas
O suicida flutuou ao vigésimo primeiro andar
Num dessuícidar-se...

Tudo desacontecia...
A noite voltou a ser tarde...
A tarde voltou a ser manhã,,,
Que voltou a ser madrugada
Então o meu quarto, enquanto eu escrevia
Alagou num pantanal, um lago azul e triste...
Era o meu despoemar...

Inserida por tadeumemoria

Como subirei ao céu se sou acrofóbico?

Inserida por tadeumemoria

Ela bebe na boca da garrafa
dá um show na praça
pula amarelinha como se pulasse a lua
faz paródia com Maysa
diz que a brisa é sua
“NE me quitte pás”
diz que não se embriaga a toa,
mas com meia garrafa voa
e canta como a sabiá...
ela bebe na boca da garrafa
talvez por pirraça
sabe que eu detesto
as vezes tropeça nos seus tornozelos
pra cair nos meus braços
olhar nos meus olhos e dizer que eu não presto


Ela bebe na boca da garrafa
pra armar barraco e me ver apreensivo
sabe do meu zelo pela sua conduta
mas diz que é adulta e que tem juízo...

Inserida por tadeumemoria