As Pessoas Sao como Ondas
O silêncio encarnado pode ser todos os sons que podem ser ouvidos, como um mar esverdeado refletindo uma luz alaranjada, com o som da suavidade.
Uma casa feita de ausências. Sua estrutura seria feita de silêncio e palavras não ditas.
Um relogio que demole o futuro está parado no passado, estrangulando o futuro e perdido do agora. Precisa de cuidados, dos futuros abortados, talvez alguns seriam preciosos.
A saudade circula em duas existencias. É abstrata. Circula entre corações e o universo. Tem sempre som de dor, daquilo que poderia ter sido e não foi, como uma flor açucena que morre antes de nascer.
O som de uma casa que nunca existiu tem som do momento que antecede uma demolição. Cheiro de passado desconstruído, perdido em pedras e poeiras.
Um homem que morreu e virou estrela em outra constelação vira saudade primordial.
Frases escritas por dois seres que não existem, mas se amam:Eu te amo com os olhos fechados ete enxergo em meus sonhos, onde te faço realidade em minha transcendência.
Um fastasma que não acredita na morte fala: Eis que venho para ficar, com a passagem só de vinda e a eternidade será minha velha companheira.
Uma estrela feita de silencio coincide com a explosão de uma estrela abundante de palavras. Vivem momentos existenciais opostos.
Lembrança de Mãe
Era pura como a água
Que acalma a sede da alma.
Tinha o perfume da rosa
E um jeito leve que espalhava calma.
Brincava, sorria, me envolvia —
Era amor em forma de gente.
Carinhosa, presente,
Minha mãe, minha alegria.
Foi ela quem me deu o dom da vida,
Me guiou quando o mundo parecia escuro,
Ficou do meu lado nas quedas,
Fez do seu abraço o meu porto seguro.
Mas um dia… ela partiu.
Fechou os olhos e subiu,
Pra um lugar onde a dor não alcança,
Onde tudo é paz, luz e esperança.
Meu coração se partiu em silêncio,
Chorou noites inteiras de saudade.
Não nego — ainda dói.
Mas sua ausência também me traz verdade:
Ela vive em mim.
Na lembrança, no gesto, no olhar.
E eu sei, com toda a certeza do mundo,
Que um dia… vamos nos reencontrar.
“Silêncio Gritando”
Hoje o mundo acordou cinza,
e meu peito, pesado de nuvens.
Sinto como se as flores tivessem medo de nascer em mim,
e o amor tivesse esquecido meu nome.
Carrego um nó na garganta,
feito de palavras que nunca foram ouvidas.
Eu só queria um abraço sem ter que pedir,
um olhar que me visse sem eu gritar.
Tem dias em que ser forte
é um peso que machuca mais que cura.
Ser útil até deixar de ser vista,
ser presente até virar ausência nos olhos dos outros.
Mas lá no fundo do vale,
quando só a minha alma me escuta,
eu lembro: Jesus ainda está aqui.
E mesmo que ninguém segure minha mão, Ele segura.
Ele vê os detalhes que os outros ignoram.
Ele conhece a dor que nem eu sei explicar.
E quando o mundo me empurra pra trás,
Ele me sussurra: “vai passar.”
Então eu respiro, mesmo doendo.
Choro, mesmo sorrindo por fora.
E escrevo…
porque enquanto existir palavra,
existe cura.
"A dor como professora"
Em certo sentido, nossa dor é um mal necessário.
Ela nos arranca da zona de conforto, nos obriga a olhar para dentro e a enxergar o que precisa ser mudado.
Sem ela, talvez nunca soubéssemos o que é realmente sofrer…
E por isso, talvez nunca entenderíamos o valor da superação.
A dor não é bem-vinda, mas é real.
E quando a enfrentamos com coragem, ela nos molda, nos fortalece — nos transforma.
"Te forjei no fogo da dor que queima e arde como brasa, para que você trouxesse alívio a todos aqueles que sofrem."
O REENCONTRO
Às vezes, eu olho no espelho... e não sei quem está ali. É como se a imagem refletida fosse uma tentativa desesperada de parecer inteira, mas por dentro, tudo parece rachado. O corpo continua, a rotina segue, a fala até convence. Mas a alma... a alma está em silêncio. Um silêncio pesado, abafado, que ninguém escuta. E é nesse vazio que a gente se dá conta: não estamos tristes por causa dos outros... estamos tristes porque nos perdemos de nós mesmos. O sorriso ficou automático, as palavras viraram performance, e o peito, um cofre trancado cheio de vontades engolidas. Dói. Dói como se a alma gritasse por socorro, mas ninguém escutasse. Nem mesmo a gente.
E nessa confusão toda, vamos nos moldando para agradar. Queremos caber na régua da igreja, da família, das redes sociais. Queremos ser aceitos, entendidos, desejados. Mas quanto mais tentamos ser tudo para todo mundo… menos somos para nós. E aí, nos desvalorizam, ignoram, invalidam e a gente acredita. E deixa um pedaço para trás. Como se dissesse: “essa parte de mim não serve mais”. E sem perceber, vamos nos abandonando. Parte por parte. Capítulo por capítulo. Há lugares dentro de nós que não podem ser destruídos. Só esquecidos. Mas continuam lá… esperando.
E então, um dia, sem aviso, acontece. Você pisa de volta nesse território esquecido. Não por escolha racional, mas porque algo dentro de você não aguentou mais a ausência. E é como abrir a porta de um quarto antigo, onde tudo ficou exatamente como estava. O chão de madeira ainda range, o cheiro da infância ainda paira no ar, os desenhos nas paredes continuam firmes, como quem resistiu ao tempo. E no meio desse cenário… ela está lá. A criança que você foi. Sozinha. Mas inteira. Com os olhos brilhando como quem te esperava há anos. Você se aproxima com medo, mas também com saudade. E quando os olhares se encontram, o tempo congela. O abraço que acontece ali não é físico, é espiritual. É como se duas partes da mesma alma se reconhecessem depois de uma guerra. E nesse abraço silencioso, sem nenhuma palavra, algo se reconstrói. Uma ponte. Um vínculo. Uma verdade que nunca deixou de ser sua.
Eu não vivi esse reencontro ainda, mas sonho com ele todos os dias. Sonho com o dia em que vou me acolher sem vergonha, me ouvir sem medo e me abraçar com amor. Talvez esse texto não seja um relato, mas um desejo íntimo de alguém que cansou de fugir de si. E se você também cansou de fugir, talvez seja hora de voltar.
As coisas que ficam
O dia começa sem pedir permissão.
A luz entra pelas frestas
como um pensamento antigo que retorna
sem ser chamado.
O chão continua firme,
mas o tempo escapa por entre as coisas paradas.
O som do mundo é sutil.
Mesmo o que se move faz silêncio.
As marcas ficam mais na memória
do que nos objetos.
O relógio não compreende o que mede.
Segue seu curso
alheio ao peso que certas horas carregam.
Nem tudo que passa termina.
Nem tudo que permanece continua.
Há coisas que não se explicam,
e ainda assim persistem.
O cheiro do pão,
uma página dobrada,
a forma exata de uma ausência
que nunca deixou de ocupar espaço.
As vitórias nem sempre eram previsíveis, mas, como a vovó sempre dizia, às vezes é melhor ser sortudo do que bom.
Se a miséria deixasse de existir a caridade sobreviveria como sentimento. Pois é isso que ela é.
CARIDADE É SENTIMENTO, NÃO UM ATO.
Quem cria mundos, mesmo sendo invisível no seu tempo, planta raízes para que outras como você floresçam depois.
Silêncios que Gritam
Me sinto como peixe fora d’água,
sufocando em um mundo onde o mar se afastou de mim.
Luto sozinha por algo que só eu quero,
enquanto o outro apenas respira sem me notar.
Cansei.
De dar, de esperar, de me doar até não restar nada.
Só eu estou aqui, amanhã após amanhã,
tentando salvar o que nunca foi meu.
Por trás do meu sorriso,
vive um grito de socorro que rasga minha alma.
Meu coração chora calado,
mas ninguém vê — só eu ouço o eco.
Num planeta com mais de 8 bilhões de corações,
fui amar justo o que não liga para o meu.
Queria ser vista nos detalhes,
amada sem precisar implorar.
Desejada como um sonho que vira verdade,
receber carinho sem pedir,
atenção sem gritar,
e amor... sem dor.
Prelúdio
Essas rugas na testa que refletem meus sentimentos,
Como um espelho de lamúrias,
De uma cura que se espera e não vem,
Tento, sei que sou abrigo de alguém,
Mas, não quero mais ser vento que passa,
Ser prelúdio de uma obra tão grandiosa,
Mesmo assim não poder acompanhá-la,
Foram tantos beijos, abraços, promessas e laços,
Discipados no alento de uma alma que não quer partir,
Cada nota, cada tom, ainda que um tanto quanto desafinado,
Qual maestro louco esse que me rege?
Quero me compartilhar em toda obra,
Em cada nota, em cada som,
Com aquele arrepio bom...
Não quero mais partitura partida,
Rasurada, rasa, rasgada...
Quero ser Ópera,
Coisa rara,
Clássica,
Até que as cortinas se fechem e o peito se rompa nas palmas do que não é mais o acaso.
Ele recorda esses anos perdidos como se olhasse através de uma janela empoeirada. O passado era algo que ele podia ver, mas não tocar. E tudo o que vê está turvo e indistinto.
– Você tem alguma ideia de como você é louco?
– Você quer dizer a natureza dessa conversa?
– Estou me referindo à sua natureza.
Eu quero muito ver a minha namorada, pq ela é linda como um sol. A minha mulher é só minha e de mais ninguém.
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