Arrancar do meu Peito
Quando a angústia vier como um trovão,
E o céu pesar no peito em noite escura,
Erguerei minhas mãos em oração,
Pois sei que a Tua glória me assegura.
Não calarei meu canto em meio ao medo,
Nem cederei ao ódio ou à pressão.
Teu nome é torre forte em meu degredo,
Rocha que firma a minha decisão.
Se tudo se perder, Tu és constante,
Se tudo for tirado, ainda és fiel.
No vale ou sobre o monte, és meu bastante,
Te exalto com louvor, não com papel.
Se a luz tardar, lutamos adorando,
Pois és o Deus que sempre vem chegando.
O Fogo da Distância
No peito arde um fogo, chama viva,
Ao falar contigo, o corpo se agita,
Mas entre palavras, a sombra do passado,
Um amor oculto, um desejo reprimido.
Oh, travesseiro, guardião das memórias,
Teu abraço me traz as dores da história,
Comprometida, a razão me acorrenta,
Mas como esquecer quem o coração alimenta?
Distante, mas perto, tua imagem resplandece,
Uma paixão louca que nunca se esquece,
Sufoca e queima, em pedaços me deixa,
Mas um simples "olá" é a alegria que festeja.
E assim, nesse tormento, eu sigo a vagar,
Entre a dor da saudade e o desejo de amar,
Queimando em silêncio, no oculto, na sombra,
Um amor não correspondido que a alma deslumbra.
O Bacalhau: A Alma e o Coração de Portugal
É uma afronta que se sente no peito, uma estranheza que invade as cidades de Portugal. Por todo o lado, vemos os gigantes outdoors: "Bacalhau da Noruega". Nos supermercados, a mesma realidade. Sempre se soube, desde os avós, que o bacalhau era português, entranhado na identidade, e de repente, dizem que o bom vem de terras longínquas. É como se a própria admiração pelo que vem de fora vendesse um pedaço da alma lusitana, fazendo esquecer quem se é. Sabiam que na Noruega, mal se come bacalhau? É uma ironia que fere.
Parece que, por vezes, se esquece a profunda verdade: o bacalhau é a alma de Portugal. Lá, na Noruega, pode até haver peixe, sim, mas jamais, jamais será o bacalhau que se conhece aqui. O verdadeiro bacalhau, aquele que faz vibrar o coração, só se encontra nestas terras. Aquele que chega à mesa com as batatas tenras, o alho perfumado, o azeite farto, acompanhado por um bom vinho português e, acima de tudo, rodeado por pessoas alegres, com os olhos a brilhar de contentamento.
É uma verdade inegável que este é um povo que trabalha e sofre muito, que enfrenta as agruras da vida com uma coragem imensa. Mas à mesa, com o seu bacalhau, essa dor transforma-se em sorriso, em conversa animada, em fado que embala a alma. É uma celebração da vida, da resiliência que se carrega no sangue. O bacalhau é desta terra, é desta gente. Desta gente hospitaleira que acolhe, que ri, que chora e que canta com a alma.
Então, com todo o respeito pelos mestres da comunicação, é preciso dizer, gritar mesmo, que se ouça em todo o lado: o bacalhau não é da Noruega! O bacalhau é de cá! É daqui! É desta gente! É o bacalhau de Portugal! E é assim que ecoa no coração de cada um.
O Peso da Escolha
No peito, a escolha pulsa, um fio que tece e corta,
Decisões que se impõem, de uma verdade que conforta.
Dói, eu sei, a alma sente, cada golpe, cada adeus,
Mas há um bem maior que exige os nossos céus.
A dor de outrora, companheira, moldou o que sou agora,
Um rio de lágrimas secas, que o tempo não devora.
Hoje, o sofrer me visita, um vulto quase invisível,
Pois a tempestade antiga me fez forte e indomável.
Não é ausência de sentir, nem um peito que não sangra,
É a sabedoria que a vida, em suas dores, nos consagra.
Que algumas trilhas, embora árduas, são essenciais ao fim,
E a cicatriz que fica é o que resta de mim.
A liberdade, quando é plena, desconhece cercas e mapas —
ela nasce no peito e voa onde o espírito ousa sonhar.
Difícil compreender o amor ainda mais quando ele arde no peito de um jeito diferente, queria enganar o sentimento retirar do peito todo amor. fingir que nunca te vi, quando passar por mim
Nunca mais ter sentimento, sem tirar você do pensamento
Até tento mas sempre perco.
1 a 0 pro amor e pra não perda dos sentimentos verdadeiros
Guardo tudo.
No escuro do peito.
No canto mais febril da memória.
Onde tua ausência me beija de costas.
Tua respiração ofegante ainda queima meu pescoço.
Teu beijo, aquele, que arrepia a alma,
volta em silêncio nos meus delírios.
Teu toque ainda incendeia minha pele…
mesmo quando não está.
E tua ausência…
ah, tua ausência…
ela sussurra no meu ouvido
com a tua voz.
Com o teu calor que não vem.
Com a lembrança do que nunca nem sequer, começou.
Viver sem moldura nem armadura é deixar a dor chegar, chorar sem receio, sentir no peito, permitir-se ser ferido, partido, refeito.
Vida é risco abraçado, desejo ousado, feito comemorado, peito marcado, velório demorado, luto chorado, no tempo dedicado.
Eu só queria tá beijando você,
descansando no seu peito…
cheirando seu pescoço.
Mas estamos ocupados demais
servindo a um sistema que nem criamos …
Que delírio lúcido!
Por que a gente não cria um sistema só nosso– na fluidez química e linguística singular
Da nossa verve?
Crianças de todos os sonhos. Alimento intergeracional. Terra mãe de peito generoso, acolhendo todas as criaturas em seu manto protetor. Lá vem a luz violeta, com suas frases encantadas, moldando o planeta, o desejo de todos os cometas. A história nos filetes dos troncos das árvores. Nossas impressões digitais. Reino das plantas. Reino dos animais. Terra sagrada, eu te reverencio, nos cantos urbanos, nos casebres do sertão. Cuidai de nós, dos olhos dos teus filhos, que te olham com Divino amor.
"Dá-me cá um imã da nascente que brota do teu peito.
Sussurre devaneios no labirinto da minha audição."
Eu segui seu conselho.
No meio da minha dor, quando a cabeça era um labirinto e o peito só sabia gritar em silêncio, eu escrevi.
Mas o que saiu de mim não foi autoajuda. Foi autoexposição. Foi verdade crua. Foi carne rasgada em verso.
Lancei seis livros que não prometem cura — só companhia no caos. E três infantis, porque até a infância às vezes precisa de abrigo.
Então, obrigado por me empurrar pra dentro da escrita.
Não virei guru. Virei espelho rachado.
E hoje, as palavras que eu sangro servem pra quem também já cansou de ouvir que “vai passar” sem saber quando.
Velhice
Velhice é tempo que pesa no peito,
Silêncio que grita no fim do leito.
É pele que sente, é passo que falha,
É o tempo dizendo que a vida não para.
Fugimos do espelho, mudamos o rosto,
Omitimos a idade como se fosse desgosto.
Mas ela chega — e se não vem,
É porque partimos cedo, também.
Não é o cabelo branco que mais assusta,
É a visão que falha, a memória que custa.
É a dor de perder quem já se foi,
E saber que o tempo não volta, não dói?
Velhice é sorte cercada de amor,
De um neto que estende a mão com fervor,
De um filho que ajuda com o prato na mesa,
Num mundo que esquece a delicadeza.
Envelhecer é poema que poucos leem,
Mas é dádiva dos dias que ainda vêm.
É ver, devagar, quem amamos partir,
E sentir no peito o tempo a ruir.
Elaine Paula 14 julho 2025
Morrer é Injusto
Morrer é injusto tão cedo, tão frio,
Quando ainda há sonhos no peito vazio.
Não pede licença, nem diz o porquê,
Só leva embora quem a vida quer ver.
É roubo sem rosto, é sombra sem cor,
Um fim que não cabe num mundo de amor.
Deixa perguntas no ar, sorrisos partidos,
E passos perdidos em caminhos vencidos.
Por que se desfaz o que mal começou?
Por que o adeus vem sem quem suplicou?
A vida se esvai, e ninguém pode deter,
Esse silêncio cruel que é o morrer.
É injusto, é demais, é duro demais,
Ver olhos fecharem sem olhar para trás.
Mãos que abraçavam, já não vão tocar,
Lábios que riam, não vão mais cantar.
Mas mesmo na dor, que o tempo não cura,
Há algo que fica, uma luz que perdura.
Pois quem partiu cedo, por mais que doa tanto,
Ficou nos abraços, ficou no encanto.
Ainda assim, é injusto, cruel, imoral,
Levar quem amamos sem gesto final.
Morrer é um erro que a vida comete
Um fim sem justiça, que a alma repete.
**Liberdade de Ser Feliz**
Não há mapa para esta alegria
ela nasce quando o peito
desata os nós que outros amarraram.
É poder dançar sem música,
gritar sem palavras,
chorar sem desculpas.
É a cor que você escolhe
no meio do cinza,
o abraço que não pede permissão
para existir.
Alguns dizem que é leveza,
mas às vezes é pesada
carrega a verdade como um fardo
e mesmo assim voa.
Não cabe em grades,
nem em conceitos,
nem no medo que tentam te vender.
É sua.
Sem explicações.
Sem pedir licença.
Que burrice é essa ser humano, sentimento requebra no peito, e você escondendo tudo debaixo do pano!
Que burrice é esse ser humano, inspirando-se de defeitos e vícios, vivendo sem ter planos.
Que burrice humano ser, lembrando do que te dizem, esquecendo de ser você!
Que burro humano, se alimenta do superficial, rejeitando o que se tem no final.
Inteligente ser humano o que doou amor todos os dias, meses e anos.
"O espelho da alma são os olhos"
A vitrola do peito é o coração, tocando as emoções.
A fragilidade e a capacidade de ser forte vem do saber.
Ás lágrimas são alívios molhados.
Os beijos doces recheados
Os toques? Louis Braille lendo poesias carnais.
É fato,tato,nato,raso,claro,feito,trato feito,tudo que é de direito,doí no peito,sente só sem o zinho, apenas só, o jeito e como me deito,me esquivo disso ,daquilo, o que me resta, isso tudo,o resto, resto do mundo,o escuro clareia o meu mundo,esconde quem some e acha quem some, sempre dividindo sem subtrair,sempre decidindo onde cair e com quem cair,se for cair caia em pé mesmo que quebre suas pernas, andará com suas próprias mãos.
Saiu do peito e arrancou o coração
Buscou o raso, mergulhou no fundo e rasgou o ego
Desabrocha como petalá, decola como avião
Apegasse em aconchego de minha dor
Enrola os dedos no cansaço dos meus cabelos
Tornando inteiro da laranja, metade do limão
Juntando o laço com o cadarço, amarra os pés, derruba a auto-estima
Levanta palitos, coloca nas vistas, meus olhos se tornam fisiculturistas
Que definem o sonho de dormir outra vez.
