Arrancar do meu Peito

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Reiniciado


No meu maior sonho de amor vivido o tombo do cavalo foi muito alto,


Do que adiantou pensar em alguém com admiração e uma certa inspiração quando na realidade era só mais uma experiência nas sombras(A Caverna de Platão),


O respeito e o interesse quando dão zebra, revelam o desejo insaciável de mudar nas atitudes, no jeito de pensar sobre o mundo e nos dão a riqueza de poder explorar outros endereços ou seja outros corações mais receptivos.

Se tu não é digna de amar, não és merecedora do meu amor.

Eu trato o meu corpo duramente e o obrigo a ser completamente controlado para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela.

Bíblia Sagrada
1 Coríntios 9:27 NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

O meu maior sonho era poder ser feliz de verdade
Um grande anseio meio era não influenciar ninguém em nenhuma instância
A minha incontrolável vontade é, simplesmente, não (co)existir
Uma enorme ânsia pela predestinada morte

Eu não estou sozinho, vivo com minhas memórias e arrependimentos, esse é o meu lar. Esta é a minha verdadeira liberdade. Expresso todos os sentimentos que fazem de mim o que sou hoje e espero encontrar paz neles. Parece que eu já parti a muito tempo, parece que me perdi, parece que o perdi meu caminho.

Meu Vale do Ribeira


É uma felicidade sem fim,
que já não cabe dentro de mim.
Ah, se não fosse por ti,
jamais aprenderia a sentir assim.


Aproveito, de fato,
os momentos preciosos;
gestos simples e grandiosos
revelam a essência deste lugar.


A saudade daquilo que ainda não se foi
e que jamais desejo que vá;
a alegria de viver,
o orgulho de aqui estar.


Feliz neste chão,
terra pequena e acolhedora,
de pessoas serenas,
de alma encantadora.


Aqui o rio conta histórias
nas curvas mansas de suas águas,
carregando memórias antigas
entre canoas, sonhos e madrugadas.


As cachoeiras cantam baixinho
segredos guardados pela mata,
enquanto o vento passeia livre
pelas trilhas verdes da serra encantada.


Os pássaros anunciam a manhã
com sinfonias de pura liberdade;
cada canto é um verso vivo
nascido no coração da natureza.


Nas mãos calejadas do povo
floresce a arte verdadeira;
da fibra da bananeira surgem encantos,
tradição que atravessa a vida inteira.


Homens e mulheres simples,
de fala mansa e olhar sincero,
carregam no peito o orgulho
de quem ama o lugar onde nasceu.


Ser caipira aqui é riqueza,
é respeitar a terra e a plantação;
é conhecer o tempo da chuva,
o canto do sabiá e a direção do coração.


Ser ribeirinho é pertencer ao rio,
é aprender com a correnteza;
é compreender que a felicidade mora
nas pequenas e eternas belezas.


Vale do Ribeira, jardim escondido,
obra-prima da criação;
teus verdes infinitos alimentam a alma
e semeiam esperança em cada estação.


Que o tempo jamais apague
teus encantos e tua memória.
És poema escrito pela natureza,
és simplicidade transformada em glória.


Vale do Ribeira,
guardo-te para sempre no coração.
Mais que um lugar no mapa,
és raiz, afeto, identidade e inspiração.


Sandro Sansão da Silva Costa

CONFISSÃO


Novamente,
o brilho cintilante
das estrelas dos teus olhos
faz meu coração se encantar.


Por isso,
nunca me canso;
a cada novo dia,
procuro teu olhar.


Pois há em ti
uma luz tão serena
que me faz, sem perceber,
apaixonar-me outra vez.


Sandro Sansão da Silva Costa

“Meu coração tenta amar por dois, mas acabou se tornando um pulmão: continuou respirando esse amor sozinho, mesmo ferido e sem ar e quase nenhuma compreensão."

“A saudade do meu pai é o amor que continua existindo em mim, procurando onde pousar agora que já não pode mais voltar ao abraço dele.”

“Hoje sonhei com uma árvore florida.
E me lembrei da voz do meu pai, da sua expressão feliz, do seu sorriso e do seu jeito todo brincalhão. Me dizendo que haveria muitos frutos naquele ano.
Acordei chorando de saudade… por algo que nunca mais escutarei dele novamente,
mas talvez algumas pessoas nunca vão embora por completo.
Elas continuam florescendo dentro da gente."

Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.

A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.

A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.

Guarda também esta velha verdade, meu neto:

"Todo homem que sobe ao alto usando o ódio das pessoas…
um dia precisará manter esse mesmo ódio vivo para continuar de pé."

HOJE MEU SENHOR?
Marcelo Caetano Monteiro.
— Por que vieste hoje, Nazareno?
A voz saiu trêmula, quase um sussurro perdido entre as ruínas da alma.
— Por que vieste agora? Não tenho mais nada para Te oferecer como naquela longa época. Lembras? Eu possuía sonhos. Trazia flores colhidas na esperança. Conservava nos olhos a inocência das manhãs e no coração a música das fontes.
Mas hoje...
Hoje sou toda podridão.
Sou o jardim depois da geada.
A lâmpada esquecida no abandono.
A casa vazia onde o vento atravessa as janelas quebradas.
As mãos que antes ofertavam carícias aprenderam o peso das quedas.
Os pés que corriam pelos campos perderam-se nos espinheiros do mundo.
Não restou quase nada.
Os anos levaram minhas certezas.
As dores consumiram minhas forças.
Os fracassos arrancaram minhas vestes de ilusão.
Hoje sou apenas fragmentos.
Cinzas.
Silêncio.
E o Nazareno permaneceu olhando-a.
Não com os olhos dos homens, que procuram grandezas.
Mas com os olhos da eternidade, que enxergam sementes sob a terra revolvida.
Então Ele respondeu:
— Enganas-te.
Foi precisamente por isso que vim.
Quando julgavas possuir riquezas, oferecias-Me aquilo que sobrava.
Agora ofereces-Me aquilo que és.
Não vim pelas flores.
Vim pelas raízes.
Não vim pela tua força.
Vim pela tua necessidade.
Não vim encontrar a mulher que o mundo admirava.
Vim buscar a alma que o sofrimento revelou.
A podridão que enxergas é apenas a antiga casca desprendendo-se.
A semente acredita estar morrendo quando começa a germinar.
O carvão acredita estar condenado quando a pressão o transforma em diamante.
E tu acreditas ser ruína porque ainda não percebeste o que estou reconstruindo.
As lágrimas desceram lentamente por seu rosto.
Pela primeira vez em muitos anos, não chorava de tristeza.
Chorava porque compreendia.
O Mestre não visitava os perfeitos.
Nunca visitara.
Procurava os cansados.
Os feridos.
Os que haviam perdido tudo, exceto a capacidade de clamar.
E naquela noite ela compreendeu que a maior miséria não era tornar-se pó.
Era acreditar que o Amor Divino não seria capaz de transformar esse pó em luz.
E enquanto o mundo enxergava decadência, o Nazareno contemplava apenas o início de uma nova criação.

⁠a caminhada é longa a vida é curta tenho que correr para salvar meu tempo ,minha alma e minhas conquistas.

Bom dia, meu amor.
Que o sol encontre o teu rosto com a mesma delicadeza com que a vida me presenteou quando colocou você no meu caminho.
Hoje, enquanto o mundo desperta, o meu primeiro pensamento continua sendo você, a mulher que escolhi amar, admirar e caminhar ao lado por toda a vida.
Que Deus cubra o teu dia de paz, renove as tuas forças e faça florescer em teu coração a mesma esperança que faz o meu sorrir.
Em breve estaremos vivendo uma nova rotina, com o nosso pequeno Gabriel em nossos braços, e cada madrugada, cada desafio e cada conquista serão apenas capítulos da mais bela história que já tivemos o privilégio de escrever.
Saiba que o meu amor por você não diminui com o tempo; ele amadurece, cria raízes e encontra novos motivos para existir a cada amanhecer.
Tenha um lindo dia, minha futura esposa. Você é o meu porto seguro, a minha melhor escolha, o amor da minha vida e a pessoa com quem desejo dividir todos os amanheceres que Deus ainda nos conceder.

Pela janela do meu carro

⁠O sinal estava fechando e eu fui desacelerando. À minha frente duas motos já estavam paradas.
Na faixa de pedestres, indo para o lado esquerdo, atravessou um mulher muito bonita, corpinho de violão, daquelas que "param o trânsito".
Um dos motoqueiros não hesitou e levou automaticamente o pescoço e a cabeça para o lado esquerdo, acompanhando os passos da beldade. O outro motoqueiro logo em seguida fez o mesmo movimento e não perdeu a oportunidade de admirar aquela beleza.
E quem disse que homem disfarça essas coisas?
O mais interessante é que durante aquele pouco tempo entre sinal amarelo e vermelho os dois trocaram figurinhas.
Minha imaginação:
- Pô, cara, viu só aquela mulher como é gostosa?
- Pois é, ô mulherão!
Durante o papo um deles balançava a cabeça confirmando algo.
Acho até que já se tornaram melhores amigos.

P.S.: Vou começar a aproveitar essas histórias e criar contos do cotidiano. Rsrs

Soneto “Homens da minha vida”


Márcio, meu esposo, namorado e companheiro
Um pai presente, com carinho e dedicação
Homem simples, divertido e verdadeiro
Sua alegria nos cativa, pura diversão.


Márcio Júnior, meu filho primogênito, meu doce amor
Meu menino autista, cheio de sonhos, azul é seu mundo
A cada dia nos ensina o novo e pretende ser ator
É calmo, sereno, sincero e com olhar profundo.


Henrique Lui, menino parceiro, nosso segundo rapaz
Gosta de esportes, é dedicado, tranqüilo e espontâneo
Meu tesouro branco, é firme em tudo o que faz.


Emanuel Cauê, o caçulinha, de futebol, aos sete já era comentarista
É carinhoso, emotivo, às vezes tímido, questionador
Meu pacotinho de ouro, meu intenso flamenguista.


Tatiane da Silva Santos - Santarém PA
23/08/25

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

Sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo 💙

Quando recebi o laudo do meu filho, 11 anos atrás, perdi o chão. Acho que a primeira pergunta foi: Por que ele?

Eu já havia trabalhado com alunos da Educação Especial (cegos e baixa visão), mas certamente a nossa percepção não é a mesma enquanto somos apenas espectadores.

Com o passar do tempo, fui observando o quanto aumentava o público que recebia diagnósticos similares, envolvendo limitações na aprendizagem ou no comportamento. Aí aquela pergunta surgiu novamente e com um complemento: Por que tanta gente?

Então fui pesquisando e analisando para tentar entender tudo aquilo.

A história revela que as pessoas com deficiência sofreram bastante ao longo dos séculos, assim como grande parte da população dita "normal" absorveu a atitude preconceituosa construída naturalmente.

Acredito que o aumento do número de indivíduos com deficiência de alguma forma contribuiu para tornar a sociedade melhor, pois além disso, aumentou o número de pessoas que têm alguém na família com essas limitações.

Quando isso acontece, nossa sensibilidade aumenta, nosso comportamento muda, nosso olhar evolui.
Sentimos que cada pessoa é um pedacinho de nós.

Por isso, considero que o dia da Conscientização do Autismo é sugestivo para trabalhar também a consciência moral da sociedade a respeito de todas as outras deficiências, de forma que possamos aprender a sermos mais humanos e empáticos com aqueles apresentam qualquer tipo de limitação.

Te encontrei e minha vida floresceu,
No teu abraço, meu mundo se aqueceu.
Teu sorriso ilumina o meu caminho,
E faz do nosso amor o meu destino.
Hoje somos mais do que um casal,
Somos uma família, um sonho real.
Em cada desafio, sigo ao teu lado,
Com o coração por ti apaixonado.
Se o tempo passar e tudo mudar,
Ainda vou te escolher e te amar.
Pois entre todas as histórias que vivi,
A mais bonita é a que escrevi com você.