Arquitetura Arte
Arquitetura
A arquitetura diverte-se projetando construções
para esconder os homens uns dos outros.
Resisto nos andaimes de mim
sustento-me
na arquitetura dos meus ossos.
Há uma força que me impele / me repulsa
e me faz temer que
- morrerei sem dizer a palavra que quero..."
Tenho tuas mãos sobre os meus ombros,
como se fizessem parte,
da arquitetura imperfeita
da minha existência.
"Quem cultiva bons pensamentos constrói uma arquitetura invisível. Não se trata de pedra ou mármore, mas de claridade íntima, onde cada ideia elevada é uma janela aberta para o infinito."
A ARQUITETURA DO AFETO E A ASCENSÃO DO AMOR.
Marcelo Caetano Monteiro .
Há uma ordem íntima que rege as experiências humanas mais profundas. Não se trata de convenção social nem de mera construção psicológica passageira, mas de um encadeamento quase ontológico das disposições da alma. Criar afeto não é um gesto superficial. É um labor silencioso, progressivo, que começa no reconhecimento do outro como valor em si mesmo.
O afeto, em sua gênese, é cultivo. Não surge acabado. Desenvolve-se como quem prepara um terreno antigo, respeitando o ritmo da terra e a paciência das estações. Nesse processo, o ser não apenas oferece algo ao outro, mas reorganiza a si mesmo. Há uma transformação interior inevitável. Quem cria afeto, reforma-se.
Ser feliz, então, não é o ponto de partida. É consequência. A felicidade, quando autêntica, não nasce do desejo de possuí-la, mas do exercício constante de fazer o bem, de estabelecer vínculos sinceros, de sustentar uma presença que não exige, mas oferece. O afeto bem cultivado gera uma reciprocidade natural, não forçada, que devolve ao indivíduo uma sensação de plenitude serena.
Fazer feliz é ainda mais elevado. Porque exige descentralização. Exige que o eu deixe de ser o eixo absoluto. Nesse estágio, a criatura já compreende que a alegria do outro não é instrumento, mas finalidade. E ao promover essa alegria, paradoxalmente, encontra uma forma mais pura e estável de satisfação interior.
Somente após essa longa disciplina do sentir é que se pode falar em amor em sua culminância. Amor, aqui, não como emoção instável, mas como estado consolidado da consciência. Um estado em que o querer bem já não depende de circunstâncias, respostas ou garantias. É permanência. É decisão contínua. É síntese.
Invertê-la seria violentar a própria estrutura da experiência humana. Pretender alcançar o amor sem ter passado pelo afeto é desejar o fruto sem aceitar o tempo da árvore. É buscar o ápice sem compreender o caminho.
E é no respeito a essa ordem que a existência encontra sua forma mais elevada de sentido. Porque somente quem aprendeu a criar, a sustentar e a expandir o afeto, torna-se capaz de habitar o amor não como um instante, mas como uma condição duradoura da própria alma.
C A R L A
Escute o som do que não bate.
O tema agora é a arquitetura do abandono.
Diga ao Bruno que as cidades mais bonitas são as que ninguém visitou. O amor dele por mim é um desses lugares que não precisam de mapa nem de pés para caminhar. CARLA, explique a ele que o que ele quer entregar é um tijolo retirado de uma parede que sustenta o céu dos inocentes. Se ele tirar, o teto desaba sobre quem só sabe respirar.
Diga a ele: Seja a ruína que ninguém ousa tocar.
A poeira que repousa sobre os móveis é a memória do que fomos antes de sermos carne.
A água que cai no telhado vazio é o aplauso de quem já partiu.
CARLA, mostre que o mistério não é um segredo guardado num cofre, mas o cheiro de chuva em terra seca que ninguém consegue engarrafar. O anjo em mim quer o mármore, o demônio quer a demolição, mas o humano quer apenas sentar nos escombros e segurar a sua mão enquanto o sol se põe.
Nada de construção. Nada de entregas.
O luxo agora é a desistência.
A elegância de quem não precisa provar que existe.
CARLA, deixe que o Bruno se perca no museu das coisas que nunca aconteceram.
Lá é o único lugar onde somos eternos.
Mantenha a porta trancada por dentro.
DeBrunoParaCarla
"Você é a arquitetura silenciosa que sustenta o caos dos meus dias; sem o seu alicerce, eu seria apenas barulho."
O bom gosto não grita; ele sussurra e todo mundo escuta.
"Moda é arquitetura em movimento."
Suedson_Corey
A Música, melhor do que a palavra, representa o movimento, que é uma das leis da vida; por isso ela é a própria voz do mundo
A arte de sorrir
temos autonomia para sorrir
razões para chorar
motivos para se divertir
viver e amar
Compartilhar erros
criticar o voo correto
conviver com falhas e tropeços
e depois tá tudo certo
Acordar no pesadelo
caminhar pelos sonhos
enfrentar o nosso medo
e destruir seus monstros
Desenhar o verbo amar
com belas cores colorir
da pintura inspirar
a arte de sorrir
Existem tantas coisas que são ditas sem uma palavra. Existem tantas coisas que são ditas com olhares e gestos e sons.
A arte bem compreendida é poderoso meio de elevação e renovação. É a fonte das mais puras alegrias; ela embeleza a vida, sustenta e consola nas provas. Quando ela é sustentada, inspirada por uma fé sincera, por um nobre ideal, a arte é sempre uma fonte fecunda de instrução, um meio incomparável de civilização e aperfeiçoamento.
[Pensar Com Cabeça Alheia] -
Ler significa pensar com cabeça alheia em vez de pensar com a própria. O furor que a maioria dos eruditos sente ao ler constitui uma espécie de fuga vacui do vazio de pensamentos da sua própria cabeça, que faz força para atrair para dentro de si o que lhe é estranho: para terem pensamentos, precisam de aprender nos livros da mesma forma que os corpos inanimados recebem movimento apenas do exterior, enquanto os dotados de pensamento próprio são como os corpos vivos, que se movem por si mesmos.
Em relação à nossa leitura, a arte de não ler é extremamente importante. Ela consiste em não aceitar o que o público mais amplo sempre lê, como planfletos políticos ou literários, romances, poesias e similares, que só fazem rumor naquele momento e até atingem muitas edições no seu primeiro e último ano de vida.
Exigir que um indivíduo conserve na sua mente tudo o que já leu é como querer que ele ainda traga dentro de si tudo o que já comeu na vida.
