Areia
Ultimamente minha vida ta sendo igual um fim
de semana na praia, pés tocando a areia,a brisa do mar tocando o rosto, água de coco na mão.
Sempre rodeado de momentos únicos, aquela risada gostosa com os amigos, aquela magia que só um fim de semana mágico traria.
Mesmo com a vida tendo momentos horriveis, eu mo viver.
0580 📜 "Para alguns, ofertar (por exemplo) areia de Jerusalém aos fiéis de certas igrejas é considerado engodo, má fé, comércio ofensa. Entretanto, oferecer a hóstia (como sendo 'Corpo de Cristo') é 'lindo', é aceito e é plenamente justificado por esses mesmos alguns!"
"Para alguns, ofertar - por exemplo - areia de Jerusalém aos fiéis de certas igrejas é considerado engodo, má fé, comércio ofensa. Entretanto, oferecer a hóstia - como sendo 'Corpo de Cristo' - é 'lindo', é aceito e plenamente justificado por esses mesmos alguns!"
Frase Minha 0580, Criada no Ano 2012
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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" 'Eu escrevi na fria areia um nome para amar / O mar chegou, tudo apagou / Palavras leva o mar'. Quem cria algo assim, pode descansar de criar por muito tempo (da composição 'Nossos Momentos', de Haroldo Barbosa e Luis Carlos Reis)!"
Tem gente que passa pela vida como quem pisa em areia molhada, achando que vai deixar pegadas eternas… e o mar vem, educado e cruel, e apaga tudo sem pedir licença. Aí a pessoa olha para o horizonte e pensa “preciso ser lembrada”, como se a memória dos outros fosse um cofre inviolável. Spoiler nada é.
Olha o caso de Franz Kafka. O homem escreveu como quem sangra em silêncio, pediu ainda por cima que queimassem tudo depois da morte, quase sabotou a própria eternidade. E o que aconteceu Virou um dos nomes mais estudados do planeta. Agora me diz, com toda sinceridade, de que adianta essa fama póstuma Ele não está aqui para ver alguém sublinhando suas frases num domingo chuvoso, tomando café e fingindo que entendeu tudo.
Mesma coisa com Emily Dickinson. Viveu reclusa, escreveu centenas de poemas, guardou tudo como quem esconde cartas de amor numa gaveta. Morreu sem saber que seria lida por gerações. Bonito para a história, meio sem graça para ela, convenhamos.
E aí a gente fica nessa obsessão estranha de querer ser eterno. Como se virar nome de rua ou tema de prova de escola fosse a grande vitória da existência. A verdade é que tem uma certa vaidade nisso, uma tentativa desesperada de negociar com o tempo, como se dissesse “olha, eu vou morrer, mas me deixa aqui pelo menos em forma de citação”.
Mas a vida não é citação de rodapé. A vida é agora, bagunçada, meio torta, com café derramado e pensamentos pela metade.
Tem gente que tenta se imortalizar nos filhos, como se eles fossem uma continuação garantida. Só que não são. São outras histórias, outros caminhos, outras versões do mundo. Um dia, inevitavelmente, alguém lá na frente vai olhar uma foto antiga e perguntar “quem era mesmo essa pessoa?” e pronto, acabou a eternidade familiar.
E não é triste. É só real.
Talvez o verdadeiro legado não esteja em ser lembrada para sempre, mas em ser sentida enquanto existe. É no que a gente constrói, no que ensina, no jeito que marca alguém sem perceber. É aquela conversa que muda um pensamento, aquele gesto simples que fica ecoando na memória de alguém por anos, mesmo sem virar livro, estátua ou documentário.
Porque no fim das contas, a eternidade é superestimada. O agora é que é subestimado.
E tem uma coisa que eu acho quase revolucionária escrever sobre si mesma. Guardar pedaços da própria vida em palavras, como quem cria um arquivo secreto de sentimentos. Não para o mundo, não para a posteridade, mas para aquela versão futura da gente, meio esquecida, meio cansada, que um dia vai abrir um caderno ou um arquivo e pensar “nossa, eu já fui assim”.
Isso sim tem graça. Isso sim tem vida.
Porque ser lembrada pelos outros é incerto. Mas se reencontrar dentro das próprias palavras… isso é um tipo de eternidade que acontece em vida.
Agora me diz, não é muito mais interessante ser protagonista da própria memória do que virar curiosidade histórica?
E já que você chegou até aqui, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books… vai que um deles vira aquele pedaço de você que o tempo não apaga.
Seguir em frente nunca foi sobre apagar pegadas na areia como se o mar tivesse vindo com a missão de me inocentar da minha própria história. Não. Seguir em frente, eu descobri, é olhar para cada marca que ficou e dizer com uma calma quase desconcertante: você existiu, mas não manda mais em mim. E isso… isso é um tipo de poder silencioso, daqueles que não fazem barulho, mas reorganizam tudo por dentro.
Eu escrevi demais. Meu Deus, como eu escrevi. Parecia que cada palavra era uma tentativa desesperada de dar forma ao que eu sentia, como se organizar frases fosse o mesmo que organizar o coração. E eu chorei… chorei como quem rega um jardim que já não tinha mais raiz viva. E sonhei então, nem se fala. Sonhei tanto que, se sonho pagasse aluguel, eu já teria uma mansão emocional mobiliada com expectativas irreais. Só que eu sonhava sozinha. E essa é a parte que a gente demora para admitir, porque dói menos romantizar do que reconhecer a solidão dentro de algo que a gente chamou de amor.
E no meio desse excesso de tudo, eu fui me perdendo de mim. Porque quando a gente ama demais sem retorno, existe um risco silencioso e perigoso de se diminuir para caber. De negociar limites, de aceitar migalhas com cara de banquete, de se tornar… menor. E eu sei, com uma clareza que só vem depois, que eu não caberia ali. Não porque eu não fosse suficiente, mas porque aquele espaço nunca foi feito para me receber inteira. E quando a gente tenta se encaixar onde não cabe, a gente se dobra. E se dobra de novo. Até quase desaparecer.
E aí veio a escolha mais difícil e mais libertadora: escrever tudo e enviar. Não guardar, não suavizar, não transformar em poesia bonita para consumo próprio. Entregar. Colocar para fora, como quem finalmente solta uma mala pesada depois de uma viagem longa demais. E a resposta… ah, a resposta. Ela não foi mágica, não foi romântica, não foi aquilo que uma versão antiga de mim esperaria. Mas foi exatamente o que eu precisava no agora.
Porque ela encerrou.
E às vezes, o maior ato de amor que alguém pode nos dar é justamente mostrar que importamos e que nos considera especial. Porque apesar de nada mais existir entre ambos, existe o respeito pelo que foi vivido.
Foi ali que a serenidade começou a nascer. Não aquela alegria explosiva, mas uma paz mais quieta, mais madura. Uma dor diferente. Uma dor que não fere, mas ensina. Que não prende, mas organiza. Eu consegui olhar para tudo que vivi e reconhecer: foi pouco, foi breve, foi quase nada… mas dentro de mim virou tanto. E isso não me faz fraca. Me faz humana.
Eu inventei versões, criei histórias, ampliei gestos. Transformei fragmentos em universos inteiros. E tudo bem. Aquela era a minha forma de sentir, de tentar dar sentido. Mas hoje eu não preciso mais sustentar essas narrativas. Eu posso guardar tudo isso como se guarda uma relíquia antiga: com respeito, com cuidado… mas sem uso.
Essa ideia de almas que talvez não tenham se encontrado no tempo certo é bonita, eu admito. Tem um charme quase poético pensar que em outra vida poderia ter sido diferente. Mas a maturidade chega e sussurra uma verdade simples: é nesta vida que importa. É no agora. E o agora não tem espaço para fantasmas bem alimentados.
Então eu guardo. Coloco tudo naquele baú empoeirado, lá no fundo, naquele porão interno onde ficam as coisas que já foram importantes, mas não são mais necessárias. Não jogo fora, porque fez parte de mim. Mas também não deixo na sala, ocupando espaço, interrompendo o presente.
Porque o presente… ele exige presença. E eu tenho alguém ao meu lado agora. Uma história real, construída, imperfeita e viva. E talvez o maior aprendizado de todos seja esse: amar de novo, não como quem repete, mas como quem evolui. Amar com mais consciência, com mais limites, com mais verdade.
No fim, se libertar nunca foi sobre o outro. Nunca foi sobre fazer alguém entender, mudar, voltar ou sentir. Foi sobre eu parar de me prender. Foi sobre escolher não continuar sentindo algo que já não tinha para onde crescer.
E essa escolha… ela muda tudo.
Se você ainda está aí, segurando algo que já acabou, eu te entendo. Mas chega um momento em que continuar sentindo vira uma forma de não viver. E viver, minha querida, exige coragem.
Eu escolhi viver.
O tempo, em seu relógio mudo, conta os grãos de areia
Que escorrem lentos entre o agora e o tempo que virá.
Há um vazio, um lugar que a tua ausência semeia,
Uma dor antiga que insiste em nunca se findar.
Somos metades de um cristal quebrado ao meio,
Fragmentos que a vida, cruel, ousou separar.
Em meu peito, a saudade é o único anseio,
O fardo pesado de ter que sempre esperar.
Te sinto na névoa fria que a noite traz,
No suspiro silente que o vento leva de mim.
A alma, essa prisioneira que não encontra a paz,
Caminha em círculos num jardim sem florir.
A promessa de união jaz num futuro distante,
Uma estrela que brilha, mas mal se pode enxergar.
E este amor, tão puro, mas tão lacerante,
É a melodia triste que só sabe chorar
Quero deitar na areia, sentir seu coração bater perto do meu, quero ver a lua iluminando aquele momento, quero ver as estralas pisando no ritmo da canção, da nossa canção quero que o momento dure o quando durar nosso amor, então,
quero que seja para sempre, o para sempre que dure uma vida, não aquele para sempre que sempre acaba na melhor parte, que seja sempre lindo como uma canção de MPB ou ate mesmo de qualquer outro ritmo, que seja, que seja de amor, a canção que me faça suspirar, sentir calafrios, borboletas no estomago, tremer, temer, temer que aquele momento acabe, temer que aquele amor acabe, afinal quero ser feliz
Mais nada!
"Areia nos Olhos" é melhor expressão que tenho para justificar quando uma pessoa faz algo que fere os bons costumes, literalmente cuspindo areia nos meus olhos, choro e os fecho.
Aqui na beira desse mar, me sento na areia fofa que insiste em esconder meus pés. Talvez seja por ver-me sem fôlego e queira me dizer que aqui tenho que voar!
O tempo passa deixando marcas que as vezes não se pode apagar. Não é como escrever na areia dá praia, pois a onda vem e leva com ela todos os seus pensamentos escritos no chão. Mas a dor verdadeira fica no coração.
Os sonhos são incontáveis como a areia da praia, mas as ondas vem e os levam de nós e quando surpresos pegamo-nos pisando neles com os próprios pés.
A poesia está no olhar... nas folhas... nos animais... nos passos deixados na areia... nos risos... no abraço forte... na delicadeza da rosa... no menor dos seres... tudo é Sentimento... tudo é Poesia...
Conte as estrelas do céu , as gotas do mar, e os grãos de areia da praia , some tudo e verá o quanto Te Amo .
Tudo é tao insignificante para aquela pedra, que quando vem a ventania é capaz de não sentir a areia cobrindo - á ...
A primeira vez que vi o mar....
me apaixonei pelo mar.
Sentei-me na areia da praia
fiquei olhando as ondas
da lá pra cá... de cá pra lá.
A areia... o mar
as ondas... a água salgada do mar.
Vi as gotas de mar
a areia a sugar
e o mar a continuar...
sua água na areia jogar
sem se importar com as gotas que pra areia perdia
dia e noite... noite e dia...
A areia a sugar... o mar a água a jogar
a areia a sugar, a sugar, a sugar...
e o mar água salgada jogar...
pra o que curar?
