Areia
Gosto de céu e mar
Lembro dos dias de sol, areia escaldante
A lua, a fogueira, o violão tocante
E as "modas" que machucavam o coração
Plantando em mim a dor de uma paixão
E o amor, ainda hoje, tem o mesmo gosto
De rio, sol, mar, céu e de areia no teu rosto
Um sonho que só existia pra mim, que resistia em mim
Hoje só saudade e lembranças sem fim
O sereno da noite se mistura ao pranto
Páginas da vida que eu guardei no canto
Um amor proibido que ninguém pôde ler
Sem chance de ao menos tentar acontecer
E o amor, ainda hoje, tem o mesmo gosto
De rio, sol, mar, céu e de areia no teu rosto
Um sonho que só existia pra mim, que resistia em mim
Hoje só saudade e lembranças sem fim
A solidão foi um deserto que precisei atravessar, na areia deixei expectativas mortas, no vento encontrei o som da minha própria respiração, e no fim descobri que nunca estive realmente só, eu estava comigo e isso era suficiente.
A ilusão tem a beleza efêmera de um castelo de areia na maré alta e o desmoronamento ensina o valor do que é sólido.
Minhas palavras são pedaços de um naufrágio que tento organizar na areia para que o próximo marinheiro saiba que aqui houve vida, luta e tempestade. Não são conselhos de autoajuda, são apenas as coordenadas de onde eu caí para que ninguém tropece no mesmo buraco.
Eu carrego um deserto na boca do estômago, onde cada passo é areia movediça e cada sonho, um miragem que não se aproxima.
Só quem atravessa o próprio deserto entende que, o fardo não é a areia, nem o calor, é a distância.Cada passo traz o eco daquilo que se perdeu e ainda assim, é o que nos ensina a chegar.
Não adianta tentar fechar um buraco usando areia de outro buraco que está a cavar. Se tornará um ciclo vicioso.
O Buda constrói um castelo na areia. As vagas o levam. O Buda o constrói novamente. O amor não pode ser vencido.
Sem amizade, o sentimento é como um castelo de areia: bonito, mas sem estrutura
Ser amigo significa: Conhecer o mundo interno da pessoa. Quais são os sonhos dela? O que a faz chorar? O que ela valoriza?
A Diferença: Enquanto o "apaixonado visual" foca em como a pessoa o faz sentir, o "amigo que ama" foca em quem a pessoa é e em como ele pode contribuir para a vida dela.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Teus olhos são como a areia do deserto
Amarelos como o sol
Faróis que refletem a iluminação diurna e noturna
São mel e castanha
Você é o meu solo
Cor de argila, cor de barro.
Mãe dos vegetais
Verde é a minha cor,
Onde nasci, o que vi e vivi
O que sou, quando nasci
Como o canto das florestas.
Um pássaro verde nos uniu
Nas tuas raízes eu repousei
Como uma folha solta ao vento
Nas asas da minha liberdade
Encontrei você.
Meu doutorando de plantas
É como se o éter tivesse ouvido o eco dos meus pensamentos e das minhas mãos ao digitar aquele livro...
Você chegou como um resplandecente cometa.
Há mais estrelas no céu
do que grãos de areia nas praias,
e ainda assim, Eu conheço cada uma pelo nome. Nenhuma se perde no infinito… nenhuma se esconde. Se Eu reconheço o que está tão distante, quanto mais o que habita em ti.
Nada passa despercebido nada permanece oculto para sempre. O que é verdade se sustenta na luz, o que é falso teme ser visto.
E no tempo certo, tudo será revelado
porque nada pode se esconder do que é eterno.
DeBrunoParaCarla
A AREIA E O DRAGÃO
(Sobre a futilidade de revirar passados profundos)
Tentar achar a solução para uma circunstância da vida
que, há muito tempo, foi sugada para o fundo do mar...
É o mesmo que cavar um buraco na areia com as mãos.
Cuidado: o dragão-azul pode vir naquela onda gigantesca
e queimar teu coração.
Levante e siga e não olhe mais para trás.
Lu Lena / 2026
O Renascimento Praiano
Renascimento Praiano em um lindo cenário: os pés descalços na areia, o céu azul ensolarado, os raios de sol iluminando a pele, esquentando o corpo; o mar vivo, com as suas ondas em movimento; o clima caloroso e a brisa suave dançando por perto. Atrativos, de fato, grandiosos, naturalmente, admiráveis, que fazem o espírito recuperar o fôlego e a mente desfrutar de uma certa tranquilidade — quando a intensidade é imprescindível, assim como é o fogo atrevido existente na própria integridade.
O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ
Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.
Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”
Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.
Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.
Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!
Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.
O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.
“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.
Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.
Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.
E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar
Sandro Paschoal Nogueira
