Areia
Campos do Jordão e Ilhabela me fazem sentir conectado. As montanhas, o céu, a areia e o mar. É como se eu fizesse parte de algo maior do que eu mesmo. Mágico!
Reno Fioraso
O som das ondas quebrando na areia...parece que as ouço sussurrando: maaarrrr....Você também escuta?
Quando caminhava na areia,
Numa bela tarde de verão,
Senti bater forte meu coração,
Ao avistar esta sereia...
Escrevi na areia naquela bela tarde de domingo, o seu nome verdadeiro, pois eu tinha certeza que passarias mais tarde por ali, atraída pelo cheiro do meu corpo, logo após de termos feito amor, tive que partir seguir meu destino, mas foi tão bom te-la em meus braços,naquela bela tarde de domingo, em que deixas-te marcas profundas e inesquecíveis, pela maneira com que pra mim te entregaste...
Álice um sonho na praia rolando na areia, teu corpo de sereia, imaginação que incendeia, fantasias, desejos e loucuras, um sonho!
Tenho pressa
de admirar
a brisa leve
do litoral tocar
a minha pele.
de sentir
a areia da praia
massagear os
meus pés,
meu bem,
tenho pressa
de não ter pressa.
O silêncio vestiu a madrugada de veludo e eu respirava a saudade que escreveu meu nome na areia do tempo, quando as estrelas aprenderam a habitar o oceano. Eu colecionava segredos que nenhuma árvore ousa revelar, mas as flautas cantam em forma de melodia e um dia talvez chegará à sua retina. Eu bebo lentamente a luz esquecida das águas e sou margem de muitos rios. Meu coração é uma biblioteca onde os relógios adormecem e a eternidade mora nos meus olhos de lembranças. Eu guardo a memória das nuvens no horizonte que fita o eterno em nossas mãos afetuosas, que cobre o chão de orquídeas. Eu acendo as constelações no inverno a bordar cristais na pele da manhã. A esperança caminha descalça sobre luzes incandescentes. O crepúsculo dissolve o ouro no sangue do céu e chove dourado em nossas escamas. O espelho conhece o rosto de sua ausência, mas a chuva penteou os cabelos da terra vermelha. Eu te falo de longe em sussuros de idiomas que apenas seus olhos compreendem. Cada folha caída é uma carta que eu escrevi e o outono enviou. O vento esqueceu sua infância entre os pinheiros, mas eu não me esqueci de seu sorriso altiveiro. Desconheço o vazio, pois levo sua face no sol e descanso debaixo de uma árvore de flores rosa e tudo é candura em minha rosto. Diriam que as cinzas ainda guardam o perfume do fogo e eu diria que minhas mãos guardam o aroma de lírios e açucenas brancas na tarde de paz. As flores conversam com o sol no idioma elísio e no céu e na terra vivemos o paraíso. O eco envelhece antes de encontrar quem o escute. Mas eu tenho palavras fartas nos dedos. O destino desenha labirintos em minha face, mas a tempestade aprende delicadeza ao tocar uma pétala. Eu repouso sobre o íngreme da montanha e avisto de longe a cidade que guarda as pessoas em edifícios. Toda lágrima conhece o caminho do oceano, mas minha alegria conhece sua língua e somos fluentes em querer bem as pessoas que conosco caminharam estrada. E sou feliz por existir e ter um rico passado. O presente me enche de glórias humildes e o futuro me parece o infinito que cabe dentro de um único instante.
Com o pé na areia a ansiedade já anseia.
Preciso entrar na água salgada.
Pois aqui dentro, tenho certeza, de coração eu sou sereia.
O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ
Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.
Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”
Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.
Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.
Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!
Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.
O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.
“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.
Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.
Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.
E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar
Sandro Paschoal Nogueira
O Universo em um Grão de Areia
Às vezes, a gente para e olha para o céu, se achando grande por ter conquistado o mundo. Mas a verdade é que o mundo pode ser só a pele de alguém muito maior. Do mesmo jeito que no laboratório a gente espia pelo microscópio e vê um universo de bactérias e fungos lutando para viver numa lâmina de vidro, nós podemos ser os micróbios de uma camada de cima.
O nosso céu azul, as estrelas distantes e o limite do espaço são apenas a lente desse microscópio gigante. Quando o ser humano constrói foguetes e tenta viajar para além das estrelas, no fundo, o que a gente quer é arranhar esse vidro, tentar romper a lente para ver quem está nos olhando lá de cima.
Nessa dança de tamanhos, as revoltas da Terra ganham outro sentido. Um tsunami avassalador ou um terremoto que sacode o chão não são raiva de Deus, são só o estômago desse ser maior roncando, um mal-estar de quem comeu algo que não fez bem, ou uma febre tentando curar o próprio corpo. A gente sofre o efeito colateral desse espasmo sem que ele sequer saiba que existimos.
E quer saber? Isso não muda em nada o nosso dia a dia. A maioria das pessoas vai passar por essa vida preocupada com o almoço, com o trabalho, sem nem desconfiar que somos tão pequenos. Fomos condicionados a buscar um Salvador no céu para termos forças de seguir em frente, porque olhar para o vazio dá medo. Mas quem consegue pensar fora da caixa encontra uma paz bonita. A gente percebe que o espelho está dentro de nós: nós somos o universo inteiro para os bilhões de bichinhos que vivem no nosso organismo, e somos apenas um sopro na flora de algo gigante. No fim, a vida é esse eterno jogo de bonecas russas, onde o segredo é continuar caminhando, mesmo sendo poeira.
Referência e Autoria
Pensamento: Rildo Lemes
Data: 02 de julho de 2026, às 23 horas
Local: Estado de Goiás, Brasil
Um Mar Que Vive.
Entre mais de um grão de areia um mar tem a sua vida.
Com águas um pouco mais silenciosas que outros mares.
Nas profundezas de sua vida entre cada grão de areia que vive ao seu redor esse mar tem sobre o seu silêncio nas águas,a cor azul do céu.
Na sua vida em águas montanhas de areias estão ao seu redor.
Com uma cor que o céu também conhece e admira esse mar vai e vem de um jeito calmo.
Sobre a sua vida como o céu já fazia.
Indo no percurso da sua vida,um rio o reencontra mais de uma vez.
Levando para o seu silêncio gotas de uma outra vida que o céu também já havia percebido.
Sobre esse rio que vem distante a sua cor azul o ilumina até esse mar silencioso.
Rio que nasce entre um monte e perto de árvores que assim como esse rio sentem os ventos vindos de um azul celeste.
Rio nascido com águas que brilham sob o mesmo céu.
E que chegam até um mar que nas ondas do céu se parece.
Um mar com águas com gotas de um verde escuro quando estão mais perto dos grãos de areias e das montanhas.
A sua vida silenciosa e profunda tem a cor azul do céu.
Em azul e um verde escuro o seu silêncio em águas é agraciado.
Com tantos grãos de areia e montanhas a sua vida tem duas cores profundas.
Nas águas que são a sua luz,na sua superfície brilhante.
Em silêncio as suas águas levitam entre um azul celeste e um verde escuro.
Até o céu do alto da sua existência levita sobre essas águas.
E as suas centenas de nuvens.
Com as maravilhas que elas podem fazer em cada parte sua.
A vida desse mar está nessas nuvens assim como o percurso de um rio e o seu monte.
Em cada reencontro das suas águas.
Águas de uma nascente que despertam de uma forma mais tocante.
Para reencontrarem um silêncio profundo de um mar.
Que vai e vem mais calmamente que outros mares.
Uma vida que se fez assim.
Desde outras gotas de sua vida que já vinham em silêncio.
Até do céu e com a mesma plenitude.
Das suas águas calmas e que levitam,a cor branca também vive.
Trazida das profundezas do seu silêncio até as margens das montanhas e de outros grãos de areia.
Em cada gota da sua vida grãos brancos e com um aroma que chega até o céu,um azul e um verde se transformam.
Nesse mar silencioso,tocado pelo ir e vir do céu.
Nas nuvens que descem até essas águas profundas com três cores claras.
Centenas de nuvens percorrem sobre uma vida silenciosa e calma.
Como antes o céu já conseguia.
E ainda vive assim.
Sem se esquecer de um rio que nasce distante em um monte coberto por árvores e mais vidas.
O seu percurso até esse mar em um azul mais acima é refletido.
E ainda desaguando nas profundezas silenciosas de um mar.
Entrelaçados com a cor azul do céu e nas montanhas na sua superfície cristalina.
Um mar tem no silêncio das suas águas gotas de reencontros.
Das montanhas ao seu redor consegue escutar os ventos em cada grão de areia.
Sendo delicados ou ainda mais fortes.
Na sua vida um azul continua indo e vindo.
Permanecendo nessas águas em um silêncio profundo e que pode ser sentido onde quer que o céu esteja.
Há mais estrelas no céu
do que grãos de areia nas praias,
e ainda assim, Eu conheço cada uma pelo nome. Nenhuma se perde no infinito… nenhuma se esconde. Se Eu reconheço o que está tão distante, quanto mais o que habita em ti.
Nada passa despercebido nada permanece oculto para sempre. O que é verdade se sustenta na luz, o que é falso teme ser visto.
E no tempo certo, tudo será revelado
porque nada pode se esconder do que é eterno.
DeBrunoParaCarla
Na areia de Itaipuaçu o vento escreveu teu nome, e o mar guardou em segredo tudo aquilo que me consome.
DeBrunoParaCarla
Itaipuaçu guarda memórias entre a areia e o mar, e em cada lembrança bonita há um motivo para te amar.
DeBrunoParaCarla
As ondas vêm e vão, mas meu amor permanece, como o mar que nunca esquece o caminho da areia.
DeBrunoParaCarla
Sou como esta onda em uma praia deserta, que abraça quem vai ao encontro dela, e deixa na areia seu rastro de alegria e felicidade.
Ultimamente minha vida ta sendo igual um fim
de semana na praia, pés tocando a areia,a brisa do mar tocando o rosto, água de coco na mão.
Sempre rodeado de momentos únicos, aquela risada gostosa com os amigos, aquela magia que só um fim de semana mágico traria.
Mesmo com a vida tendo momentos horriveis, eu mo viver.
