Aquietai-vos e Sabei que eu sou Deus
Não existe um EU estático, programado. Existe a ideia de um objetivo que se é perseguido e existe a realidade mutável do Ser humano. Essa última exige diariamente o equilíbrio do ser e parecer.
Se não te envolverem, não se envolva. Se eles não te contarem, não pergunte. Se não te convidarem, não vá.
"Em uma sociedade do primeiro eu, segundo eu, a empatia sempre ficará em terceiro plano".
(J.Junyor)
vai ter um dia.
aquele dia.
um dia que eu vou acordar no meio da noite, matar todos os meus eu. fazer um chá e voltar a dormir.
sem sons, sem gritos, sem choro, sem vozes.
apenas o silêncio. o tic tac do grande relógio.
esse será o dia, o glorioso dia.
-
o apogeu.
Estávamos a sós
Eu contemplava sua companhia
Ela me contava como amava o "Sol"
E eu contava a ela o quanto admirava você
Ela era de fases , Eu era de gêmeos
E enquanto ela esperava outro eclipse
Eu esperava por você.
Então naquele ponto, descobrimos que tínhamos algo em comum...
Nós esperávamos pelos "Eclipse" que o mundo dá."
Estávamos sozinhos
Eu contemplaria sua companhia
Ela me disse o quanto amava o "Sol"
E eu diria a ela o quanto te admirava
Ela era de fases, eu era de gêmeos
E enquanto ela esperava por outro eclipse
Eu estava esperando por você.
Então, nessa altura, descobrimos que tínhamos algo em comum...
Estávamos esperando pelo eclipse que o mundo dá. "
Eu não quero ser eu só porque tenho um eu próprio. Eu quero é a ligação extrema entre a terra do Brasil e eu.
Eu me odeio. Eu me olho no espelho e sinto vergonha, como fui deixar as coisas assim? não posso ser amado, o antônimo de estar tudo bem, minha voz, meus dentes, minha gordura, meus gostos, minhas atitudes, meu modo de agir, estou despreparado, já confiei em mim mesmo diversas vezes, todo dia eu me apunhalo nas costas, eu sou sujeito ativo e o passivo ao mesmo tempo. Por onde eu começo?
Eu ainda choro, não pela pessoa, mas pelas atitudes que foram covardes ao ponto de ferir profundamente, ainda dói muito.
Na tristeza eu aprendi a orar.
Na raiva eu aprendi a suspirar fundo, ter paciência e aguardar.
No silêncio eu aprendi que ele também pode falar.
Na dor eu aprendi sentir amor.
No caos e na desistência, eu desenvolvi habilidades e descobri que sou mais útil do que pensava.
No amor, eu aprendi que Deus está mais próximo do que eu esperava.
Na simplicidade eu percebi que: o que há de mais impressionante não se ouve, não se vê, só se sente, pois a alma quando fala,
cala e impressiona toda a gente.
Nas horas eu aprendi que o tempo passa devagar se a gente não estiver contente. E passa rápido se formos pacientes.
As histórias que constroem a realidade nem sempre são aquelas que, conscientemente, realizamos ou acreditamos realizar.
O Universo é construído também com as histórias que negamos, aquelas que não nos permitimos, embora nosso coração acalentasse e guardasse isso em algum lugar secreto.
No meio do cruzamento
Sinto muito, toda a tempestade
Já faz tempo que o meu canto se faz baixo
Escondido nos becos das paredes molhadas
Não consigo decidir, comprei cinzas no vento
Talvez um adeus nos resolvesse!
Mas continuo parado no meio do cruzamento
Ao fundo um caminhão se aproxima!
Vejo-o cada vez mais perto e não consigo decidir o nosso melhor rumo
Pode ser que o condutor, atento aos transeuntes nos perceba
Talvez nos leve para algum lugar pacífico
Sim, é real!
Sonhar nunca foi um erro. Atrever-se a conhecer o fundo do ser é uma dádiva
Mamã, nasci assim… Atrevido - Rebelde - Avassalador, fraco muitas vezes!
Já faz tempo que o meu canto se faz baixo, sempre que paro no meio do mesmo cruzamento
Em vão busco a saída segura, sabedor que toda saída implica dor
Cá, continuo, parado no meio do cruzamento esperando por mim!
Rodrigo Gael - Portugal
