Aprendizagem
A cultura é essencial para expandir os horizontes da nossa alma, e não se trata de uma questão de elitismo ou presunção. É, antes, uma maneira de crescer, de rasgar as paredes do nosso pequeno mundo e de nos entregarmos ao universo. Fechar os olhos ao que nos rodeia é limitar-nos a uma vida estreita e sem cor. Procurar cultura não nos torna arrogantes; é uma forma de iluminar o espírito e enriquecer a existência.
Viajar, mesmo que seja até ao fim da rua ou até ao fim do mundo, é essencial para que o mundo nos mostre mais do que a nossa redoma. Encontrar novas paisagens, cruzar olhares desconhecidos, tudo isso alarga o horizonte do coração e da mente. Permanecer em casa, a ver televisão ou a navegar no tablet, pode restringir-nos do mundo e empobrecer a nossa experiência. Sair, explorar, deixar que o vento e as palavras nos toquem, isso sim, é viver. É na cultura e na experiência do mundo que encontramos a verdadeira essência de ser, a plenitude de uma existência rica e verdadeira.
O poeta brasileiro Mário Quintana disse que "o verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê." E aqui se passa o mesmo: o verdadeiro cego é o que tem visão e se recusa a ver. Pássaros com as mesmas penas voam juntos, mas é preciso querer voar. Não presumo estar certo, nem ditar aos outros como viver. Esta é apenas a minha maneira de entender a vida e de como procuro melhorar como pessoa. Cada um tem o seu caminho, e o meu é este, guiado pela curiosidade, pela sede de conhecimento e pela vontade de ser mais, de ser melhor.
O tempo didático (para ensinar) é igual para todo professor e corresponde ao tempo da duração da aula, porém o tempo de aprendizagem é diferente e particular para cada aluno. Professores temos que respeitar isso!
A dinâmica da dialética existente na arte de ensinar e de aprender impulsiona todo processo de aprendizagem de todos.
Enxergarei flores
Onde são vistos espinhos
Transformarei as dores
E com elas abrirei caminhos
Intempéries que surgirem
Farei delas flamas de dragão
Combustível para os pés seguirem
Chamas que fortalecem o meu chão
No íntimo há temores
Que pelos olhos da alma
Cobertos pelas cores são
De pavores a amores
Aprender e agradecer
Eis os pilares da evolução
Negar os próprios erros é o mesmo que negar a si mesmo como pessoa. E negar todo o processo que transformou você na pessoa que é hoje. Com toda certeza se questionou como seria se não tivesse feito o que fez? Claro que sim, todos os seres humanos fazem isto pelo menos uma vez ao dia. Contudo aquela pessoa não seria VOCÊ, pelo menos não o você que aprendeu é aceitou o desafio de se redimir. Corrigir os erros que cometeu é um longo processo de aprendizagem, mas não aprendizagem do mundo, sim de si mesmo. Existe maior aprendizagem do que conhecer a si mesmo?
Mais um triste domingo!
A tristeza nasce da ausências do abraço, da distância da família, da falta do bate papo com os amigos, da não saída para o futebol, da impossibilidade de estarmos com as pessoas que amamos, do confinamento em nossas próprias casas. A aflição que sentimos é oriunda da incerteza e da sensação de impotência que emana do ser humano diante de um ser tão minúsculo, invisível ao olho humano, poderíamos dizer insignificante diante das grandiosidades conquistas do homem. De uma forma Infeliz ele tem nos mostrado que somos frágeis e isso serve para que possamos retirar dessa experiência que não somos deuses, que a arrogância nada significa na presença da insignificância do que podemos ser diante do desconhecido que ainda pode vir. Um ser diminuto fez com que todos - pretos ou brancos, ricos ou pobres, tornassem iguais, na impotência, diante dele.Talvez único momento na história da humanidade em que a igualdade entre os diferentes esteja acontecendo. Diante desse momento é importante refletirmos que a ideia do poder do capital é errônea, que o homem perfeito é uma ilusão, que a mulher impecável é uma fantasia, que os desejos podem e devem ser moderados, que o orgulho é uma tolice, que o dinheiro não compra tudo e que as nossas arrogâncias são meras irracionalidades. A evolução do ser quanto humano é oriunda da aprendizagem que ele faz de suas experiencias vividas, mas que tipo humano somos nós que não conseguimos abstrair desses momentos atuais, tão difíceis para todos, ensinamentos que nos transforme???
Não esqueçam que uma de nossas características é adaptar-se para transformar e foi assim que evoluímos diante das mais adversas situações ao longo da nossa história.
O amanhã é a solução de todos os problemas, mas é importante sabermos que é imprescindível aprender com o dia que passou.
Compreender os estágios de desenvolvimento da inteligência, como se dá a evolução do pensamento e interessar-se sobretudo em compreender os erros da criança, são atitudes de um verdadeiro educador interessado na formação psíquica saudável do sujeito.
O monstro não precisa do herói, é o herói que precisa dele para sua própria existência. Quando o herói enfrenta o monstro, ele ainda não tem poder nem conhecimento, o monstro é seu pai secreto que investirá nele um poder e conhecimento que podem pertencer a apenas um homem e que somente o monstro pode dar.
"Pouco posso saber, mas o que aprendo compartilho, tão logo ensino. Portanto aprendo duas vezes!" (NUNES, David Tobias. 2023).
Sabemos que a alegria produz a endorfina que é o principal hormônio da felicidade e do bem-estar. Acredito, portanto, que o processo de ensino e aprendizagem significativo reside nas oportunidades alegres do viver.
Somos…
A roseira, a rosa e os espinhos do que plantamos.
Crenças, idealizações. Experiências e aprendizagens.
Somos…
Todo aquele amor maternal de outrora, e os nossos traumas vividos, eternizados durante a infância.
O despertar de um “amor eterno” e o sangrar pela dor que um dia ele nos trará.
Somos…
Todo o arsenal de braveza, revide e revolta da juventude e a maturidade do apenas observar, silenciar e seguir.
A euforia e a incerteza de uma infinidade de sonhos, e o afunilar para os essenciais e singulares.
Somos…
As nossas fraquezas e desistências, e a força inexplicável de um constante continuar.
Plenitude ou nada. Depende da curva, da estrada.
