Aprendizagem
Será que existe algo mais emocional do que optar por ser racional, por medo de parecer ridículo ou patético?
Eu passei os primeiros dezoito anos da minha vida achando que as pessoas racionais se dão melhor na vida. Eu passei os primeiros dezoito anos da minha vida achando que deveria me trancar dentro de mim mesma, passei achando que amor é coisa de gente boba, achando que as pessoas sempre iriam me machucar. Eu passei os primeiros dezoito anos da minha vida segurando as lágrimas que insistem em cair ao ver uma cena emocionante de um filme, passei vislumbrando as estrelas escondido, passei escrevendo uma frase aqui outra ali, sempre separadas para que não formassem a poesia que me encantaria. Eu passei os primeiros dezoito anos da minha vida querendo mudar o mundo sem antes mudar minha própria cabeça, organizar as ideias, o caos que existe aqui dentro, passei como passam apressados os carros na rua.
Depois dos dezoito percebi que o que eu fiz foi eliminar a minha própria essência. Tal que eu não posso e nem quero mais controlar. E agora dezoito vezes desejo que dezoito anos venham, para que eu não apenas passe, mas viva verdadeiramente a essência de ser eu, como só eu posso ser.
É entristecedor, nascemos e morreremos aprendendo e nunca aprenderemos tudo que precisa ser aprendido.
Quando a sede do conhecimento estiver saciada, é preciso rever as respostas e reformular as perguntas.
Lá estava eu naquela escola, naquela tarde quente... Levei tudo que aprendi na Universidade sobre idade média. Puxa! Estava entusiasmado, pois pensei que eu haveria de problematizar o ensino de história. Muni-me de autores que desconstruíam o pensamento de que a idade média era a idade das trevas, mesmo que o livro didático também de certa forma ja redirecionava para isso; assisti filmes, e videos..., mas me surpreendi... pois, os alunos me deslocaram do eixo significativo, partindo para outas problematizações. Durante a aula percebi que a pergunta da aluna foi muito mais interessante do que meu aprendizado durante meu curso. Perguntou a aluna: Idade Média professor, provêm de medir?
Desconcertado, minha mente logo percebeu o quanto muitas vezes nos preparamos para a sala de aula, e não observamos o quanto temos a aprender com questões dos alunos.
Sei que ainda vou errar muito nessa minha vida. Mas sei que vou continuar aprendendo ainda mais desses erros!
Somos feitos de expectativas e emoções, mas quando bem planejadas tiramos o máximo de proveito e assim qualquer ação não nos deixará cicatrizes.
As pessoas podem tomar seus desafios como oportunidades de se realizar plenamente e aprender, ao invés de os ver como meros ‘problemas’!
A diferença entre nós é que eu vejo o mundo da forma que ele é, enquanto você brinca de faz de conta negando a realidade.
"Sabe...às vezes ORO e não ouço Deus me responder. Mais é porque o Professor nunca fala com o aluno durante a prova. E sabe porque algumas vezes fico meio distanciada dos amigos? Um aluno muitas vezes fica em silêncio na classe, porque quer passar na prova tendo as melhores notas. "
—By Coelhinha
