Aprendi que não Adianta
Boa Esperança, nome antigo,
hoje Iara, luz do saber.
Em teus gestos encontrei abrigo,
aprendi a ler, rezar e escrever.
Benê Morais.
Eu sou um girassol.
Não porque nunca enfrento tempestades...
Mas porque aprendi que a luz continua existindo, mesmo quando as nuvens a escondem...
Eu escolho voltar meu coração para aquilo que ilumina...
Não ignoro a dor...
Eu a transformo...
Não nego as lágrimas...
Eu as honro...
Não fujo da vida...
Eu caminho por ela...
E, quando o amanhecer chega, descubro que a luz nunca deixou de me procurar...
Porque, antes mesmo de encontrá-la...
Eu já havia escolhido permanecer voltada para ela.
Autora: Patrícia Couceiro (Perfil no Pensador)
© Patty Couceiro
Instagram: @couceiropatty
Todos os direitos reservados.
A reprodução total ou parcial deste texto é permitida somente com a citação da autora e a manutenção integral dos créditos.
Engatinhando...
Foi engatinhando que eu aprendi a amar.
Descobrir o poder transformador desse sentimento me apresentou novas perspectivas sobre a vida, sobre o mundo.
A momentos sobre o inicio dos acontecimentos que são totalmente velozes e vorazes e vão desde os instantes do engano, passam pelo breu das adivinhações e permeiam até os acolhedores conchavos da segurança, tipo aquele abraço quente no meio do inverno congelante.
Quando a vida começa a contar as suas próprias historias de amor , ela encontra uma criança vivendo seu melhor momento no espaço/tempo de cada brincadeira oferecida por esse tão sensível aprendizado.
SOLIDÃO
"No avançar da vida aprendi a sofrer calada,
a chorar quietinha,
eu e minha alma sempre aos pedaços,
sozinhas...
Por qual razão sofreria mais agora
com teu amor tão medroso,
com teu querer mentiroso
e tuas fugas mesquinhas?
Prossigo ao meu modo, sofrendo calada
e chorando quietinha.
No meu mundo, com minha alma em pedaços,
silenciosamente eu curo minhas dores... sozinha."
Lori Damm ("Solidão", Contos, Crônicas & Poesia)
Aprendi a andar sozinho, sigo conversando com o meu silêncio, memórias de caminhos que andaram para trás enquanto eu passava, estão lá ainda cumprindo sua missão para outros desertores de aí mesmo.
Falhar é da natureza humana, reconhecer as próprias falhas é um dom de Deus, e delas extrair aprendizado para evoluir, é o emprego desse dom para a vida.
Se foi tempo perdido?
Talvez.
Mas foi nesse tempo que aprendi:
há amores que não chegam pra ficar,
só pra ensinar onde
a gente se perde…
e onde,sem saber,
começa a se encontrar.
Outsider no amor
Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.
Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.
Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.
Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.
3 amores
O primeiro amor foi lâmina:
entrou sorrindo e saiu deixando dor.
Ali aprendi que o coração sangra em silêncio e que amar, às vezes,
é aceitar a ferida.
O segundo amor foi neblina:
parecia abrigo, mas escondia o chão.
Me ensinou que confiança não nasce de promessas, e que mãos vazias também sabem enganar.
O terceiro amor foi espelho quebrado:
não matou o sentimento,
mas rachou a crença.
Porque há quem diga
“eu te amor” como isca,
e parta satisfeito por ter
iludido quem só queria verdade.
Mas há uma promessa:
o amor vence.
Mesmo quando nos quebraram em mil pedaços, a fé no sentimento é real, e um dia ele curará cada ferida.
E tudo que sonhamos será cena de filme:
juntos, para sempre, com a pessoa certa.
Sussurros ao Vento
No instante em que o outono toca a pele, aprendi contigo a leveza do desapego, como se cada queda fosse voo silencioso rumo a ti.
Teu amor me ensinou a me abrir,
a não temer o chão que insiste em vir, pois há beleza em se entregar ao vento, e em cada revoada, sinto teu abraço me sustentar.
E mesmo que a vida me derrube aos poucos, sei que ao teu lado posso renascer, descobrindo que a queda não é perda, mas a arte delicada de me encontrar contigo.
Carrego um vazio
Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.
Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.
Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.
Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.
Eu estou bem
Dizem que estou bem,
e eu sorrio sem pensar,
aprendi a responder antes
mesmo de notar,
mas teu nome ainda mora nos
cantos da memória,
feito página marcada numa
velha história.
Eu estou bem...
Pelo menos é o que digo ao vento,
quando ele leva embora pedaços
do sentimento,
mas certas saudades
têm passos silenciosos,
e voltam sem avisar nos dias
mais chuvosos.
E se um dia perguntarem
o que faltou em mim,
direi que a vida seguiu,
mas não foi tão simples assim,
porque algumas pessoas vão
embora da visão,
mas deixam residência fixa
dentro do coração.
"Aprendi sim a ser dura diante da vida para não permitir que ela fizesse de mim o que quisesse."
Haredita Angel
13.12.25
"Aprendi a recuar com elegância
de lugares que já não me cabem.
Isso é amor-próprio.
Isso também é vencer!"
Haredita Angel
29.05.26
“Aprendi que o amor é feito de liberdade,
é como ter todos os dias outras opções,
e ainda sim fazer a mesma escolha.”
