Aprender a Amar
Nunca duvide de um coração partido, pois é ele quem aprendeu a amar sem medo, e é em seus cacos que reside o brilho mais raro da superação.
“A ciência suave de amar”
Amar é um estado químico que aprende a ser humano.
Começa no corpo antes de virar escolha.
No início, o amor é dopamina em festa: euforia, foco absoluto, aquela vontade quase infantil de estar perto, de repetir o encontro, a conversa, o cheiro. É o cérebro dizendo “mais disso, por favor”. A pessoa vira ideia fixa, não por fraqueza, mas porque a serotonina cai e a mente passa a orbitar um só nome — como se pensar nela fosse um hábito involuntário.
Aí vem o frio na barriga: a noradrenalina e a adrenalina aceleram o coração, suam as mãos, deixam tudo mais vivo. O amor, nessa fase, é risco gostoso. É expectativa. É o corpo em alerta, como quem sabe que algo importante está acontecendo.
Com o tempo — se houver cuidado — a química muda de tom.
A paixão barulhenta aprende a falar baixo.
Surge a ocitocina, que não grita, mas fica. Ela constrói confiança, abrigo, vínculo. É o conforto do abraço que acalma, da presença que não exige performance. O amor amadurece quando deixa de ser só fogo e vira lareira: menos urgente, mais constante. A vasopressina entra em cena e sustenta a ideia de “nós” ao longo do tempo.
Então, pelas experiências humanas, amar é isso:
Um processo onde o corpo se apaixona primeiro
e o coração aprende depois a ficar.
Amor não é só química — mas também não existe sem ela.
É quando os hormônios acendem a chama,
e as escolhas diárias decidem mantê-la acesa.
Foi no leito de uma UTI que aprendi o verdadeiro significado de amar a vida. É nessas horas que a gente reflete sobre tudo, descobre a quem realmente deveria dar mais atenção, entende a urgência de dizer 'um eu te amo' pra alguém e passa a dar valor à saúde.
“A atenção não é apenas uma função cerebral; é ponte para aprender, conviver, amar, trabalhar e existir com mais presença.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Ninguém nasce para amar o próprio cárcere; aprende a confundir medo com afeto quando a sobrevivência depende de quem fere.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
POESIA:
A ALMA DO AMOR.
BY: Harley Kernner
Eu aprendi a amar
depois que entendi
que minha alma é superior ao meu coração.
O coração é vital, sim,
e é visto, é carne.
Mas a alma,
nunca aparece aos nossos olhos,
mas sentimos sua presença e sua eternidade.
O amor verdadeiro
nasce na inocência da alma.
Ela é independente do que o coração sente.
A alma não precisa dos dedos do corpo
para acariciar o rosto de sua alma gêmea.
O coração copia as poesias
que minha alma escreve.
Ele é até elogiado,
e alguém diz: "Que coração romântico".
Mas, na verdade,
sem a alma,
o coração é um eterno analfabeto,
ignorante para descrever o que é o Amor.
O coração beija na face,
faz barulho,
denuncia suas próprias emoções.
Mas a alma,
ama em segredo,
e beija em um profundo silêncio
sua alma gêmea.
Ambas trocam suas essências,
como a Lua e o Sol,
que dificilmente se encontram,
mas são fiéis em seus laços de amor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular
Antes de tudo devemos aprender que:
Nem sempre se tem o que se quer
amar não significa ser amado
não há certeza na possibilidade
ver a felicidade não é tê-la
ser feliz requer escolhas
realizar requer atitudes
O desejo nada faz por si só.
Desculpa dizer, mas eu ando achando que só começa a aprender a amar quem um dia conheceu a solidão. E não uma solidão dolorida, carente, deixada de lado... Não, é a solidão de quem pede e não tem, de quem busca e perde, de quem passa os domingos à tarde escrevendo no Facebook para uma futura namorada. É aquela solidão de eu comigo mesmo, quando cai a ficha de que falta algo ou alguém para ouvir aquilo que eu acho que é...
Mas a pior solidão que alguém pode sentir é a de não ter a si mesmo, estar longe do seu interior, da sua verdade, não saber quem é.
EU APRENDI...
Eu aprendi,.. amar, perdoar, acreditar,
Eu aprendi,.. crescer, não ter pressa,
Eu aprendi,.. ser livre, sonhador, romântico, aventureiro,
Eu aprendi,.. ser amigo, companheiro, parceiro,
Eu aprendi,.. fazer o bem,
Eu aprendi,.. que nada sou sem o Sr. meu PAI...
Embora eu tenha aprendido a viver sem você não aprendi a viver sem amar você. E quando acho que te esqueci, é porque estou vivendo pela metade, porque você é uma parte de mim, e tal fato torna impossível levar uma vida sem lembrar de você.
Não sei viver sem amar você
e sinceramente nem quero aprender
pois tudo é melhor assim
com você do início ao fim.
"Aprende a amar-te profundamente.
Assim quando te julgarem,
Não serás vítima do medo e assim
Poderás entender aqueles que não sabem."
Comece por aí.
Seja autossuficiente.
Aprenda a habitar a própria companhia e
a amar a si mesmo antes de buscar abrigo no coração de alguém.
Quando a sua energia encontra equilíbrio,
a vida se encarrega de aproximar as pessoas certas,
aquelas que caminham na mesma direção,
que vibram na mesma frequência e
compreendem a linguagem silenciosa da sua alma.
Às vezes, o problema não está em você.
Talvez esteja apenas no lugar errado,
tentando florescer em um jardim
que não foi feito para acolher a sua essência.
Mas olhe ao redor: o mais importante você já possui.
Tem saúde, tem o sol aquecendo os dias e
uma lua cheia de mistérios iluminando as noites.
Tem o vento que acaricia o rosto,
o canto dos pássaros, o perfume da terra depois da chuva.
Comece por aí.
Agradeça enquanto caminha pela natureza.
Observe o céu sem pressa.
Sinta a vida pulsando nos detalhes que passam
despercebidos pela maioria.
Porque são justamente essas pequenas belezas
que preenchem os vazios que o mundo insiste
em deixar dentro de nós.
Bruno aprendeu que amar Carla
não era sobre prometer o infinito,
mas sobre segurar a mão dela
quando o mundo pesava mais do que devia.
Carla entendeu que Bruno não era abrigo perfeito,
mas era quem ficava…
mesmo com as próprias tempestades.
E no meio das falhas,
dos silêncios e dos dias difíceis,
eles descobriram que cuidar
é escolher o outro
até quando o amor deixa de ser fácil.
DeBrunoParaCarla
O Preço da Proteção
Carla, eu aprendi que amar é, acima de tudo, um ato de guarda. É se colocar na frente da flecha, é ser o telhado quando o mundo decide ser tempestade. Mas a humanidade tem uma face amarga, a gente se destrói para proteger quem ama e, às vezes, termina devastado pela própria mão que tentamos segurar.
Olho para o alto e entendo um pouco mais sobre o Criador. Deus amou o mundo de tal maneira que se entregou por ele, e o que Ele recebe em troca, todos os dias, é a traição e o esquecimento. Se até o Amor Infinito é ferido por quem Ele protege, quem sou eu, um simples autor de cartas, para sair ileso?
O amor real não é um conto de fadas; é uma renúncia silenciosa. É aceitar ser invadido, ser silenciado e ser, por vezes, o culpado de erros que não cometi, só para que você não precise sentir o peso do mundo. Proteger é um dom, mas ser devastado por essa proteção é a nossa maior prova de humanidade.
Ainda estou aqui, de pé, entre os destroços do que eu tentei salvar.
DeBrunoParaCarla
Com meu querido pai aprendi o verdadeiro valor do abraço. Que amar é um dom, que podemos viver em paz, que a vida vale viver cada segundo. Meu pai, em cada afago, me deva uma lição para a vida.
