Aprendendo a Viver com os Erros
Quando falhei, senti como se uma força superior me obrigasse a me isolar para refletir sobre meus erros. Era a punição mais severa que poderia enfrentar.
Antes um pastor equivocado do que uma ovelha obediente. A ele sempre caberá o mérito de errar pela própria cabeça; já a ela resta a covardia de não ter que escolher entre erros e acertos.
CONDENAÇÃO
Fala afiada
Corte profundo
Que cala e abala
Julga e espeta
Violenta emoção
Perde a razão
Parecendo certeira
Sentença rasteira
Esvazia o sentido
Sem eira nem beira
Transforma em bandido
Quem pensa diverso
Malvado, perverso
Proclama assim
Bate o martelo
Em rude pancada
Culpa arranjada
Faz parte do homem
Dispara e some
Vergonha acanhada!
AMOR PERFEITO
Depois do conflito
Perdido e aflito
Andando sem rumo
Nas voltas do mundo
Errante não meço
O tamanho da culpa
Não cabe balança
No fiel eu confesso
Olhar para si
Corrigindo seu prumo
Troca de rumo
Exigente atitude
Que gere e mude
Um novo sujeito
Meio sem jeito
A se transformar
Imperfeição salutar
Me trouxe até aqui
Escondendo o cansaço
Porque logo ali
Há conquista que abraço
Em novo porvir
Tentando outra vez
O amor construir!
MONTANHA-RUSSA
Meus olhos lacrimejam longe de casa... tenho saudade dos filhos... minha ligação com a eternidade... muito mais especiais que eu... que haja um legado de amor incondicional... sem limites , mas certos de que nada é perpétuo... que tenham força para encarar cada novo ciclo... errem muito... mas sempre tentando o que lhes perece correto... não tenham medo de seus recomeços... que sejam tantos quanto os necessários... que em cada um se façam pessoas melhores que outrora... o que pode parecer ápice pode ser um declínio e vice-versa... essa é a montanha-russa da vida... o que para muitos é “status” não passa de uma amontoado de coisas inúteis... a felicidade está em nós... e naquilo que nos traz um reencontro com o Divino... a matéria nos pesa... é necessária... mas em excesso... nos impede de voar.
APONTAMENTOS
Aponto nos outros o que não tenho
Muita coragem é como me atrevo
Dedo em riste o "correto" eu desenho
E vou esquecendo os erros que devo.
AMARGO
Meu mate hoje ficou solito
Num coração que sufoca o grito
Tentando amenizar o atrito
Dos mesmos erros que eu repito
Com eles peleio e insisto
Sorvendo esse amargo eu não desisto
E sei que não berra o bom cabrito
Pra ver se alguma paz eu conquisto!
TROPEADA TERRENA
A noite fria esquenta o pensamento
Todo dia já se vai mais um tento
Se “apocando” as franjas do tirador
Riscado dos lanhaços que levou
Santo fogo que acorda a madrugada
Nos estalos da brasa ensolarada
Avança a sina sobre a escuridão
Em luz que brota da força das mãos
Ritual diário nem sempre compreendido
Mais um mate, tirado de ouvido
Fazendo orquestra com a natureza
Pra ajustar as notas dessa beleza
Que é camperear nesse pago terreno
Sem o temor de repontar os erros
Pro vagaroso tronco da paciência
Sagrada lida, dosada experiência
Que alguma virtude passe por mim
Nessa tropeada que nunca tem fim!
Aceitei meu erro, corrigi minhas ações,
Lutei contra mim mesmo.
Essa foi a pior de todas as lições:
Não consegui me tornar perfeito,
Mas tentei alcançar, então.
É difícil trilhar o caminho da vida sem se ferir em espinhos,
Percebi que a perfeição é o alvo,
A direção que se deve alcançar.
Tenacidade é a palavra-chave,
Para não desistir de caminhar.
Poema de minha autoria: Lucas S. de Siqueira (LSS).*
"Não é a perfeição que define a grandeza, mas a capacidade de ver a beleza no imperfeito e a força para mudar a cada amanhecer."
"Perdão, amor, o erro foi meu.
Errei, em ligar de novo, errei em implorar por você, a Deus.
Errei, em dizer adeus.
Sim, meu amor, perdão, erro meu.
Errei, em te amar demais, errei em amá-la, mais do que eu.
Errei, em não tolerar o desdém, a indiferença, o beijo frio, que me ofereceu.
Perdão, amor meu.
O erro não é nosso, o erro é só meu.
Assim, como nosso amor; pois quando do seu abandono, só o coração, desde que lhe escreve, sofreu.
Perdão, meu amor, o erro foi meu.
Falando em coração; há muito, abstive do meu.
Desde o momento do nosso primeiro olhar, este lhe pertenceu.
Hoje, percebo; não obtive o seu.
Mas, peço-lhe perdão, amor meu.
Perdoe-me, por desejar-lhe da primeira aurora, até da noite, o último breu.
Realmente; reflexivo na madrugada, percebo: o erro foi meu.
Errei, em fazer de ti, a minha religião, eu deveria ter morrido ateu.
Errei, em tentar matar o nosso amor, eu deveria ter matado o meu.
Ter matado eu.
Por te amar demais, assumo o fardo da culpa, vá em paz, deixe comigo, o inferno da culpa e o paraíso dos sonhos, que um dia me prometeu.
Perdão, meu amor, assumo: o erro, foi meu..."
Três caminhos, nenhum pela sorte.
Observar a vida e a tudo.
Copiar um sábio de verdade.
Aprender com os próprios erros .
Por último pedir a Deus Sabedoria...este último não é um caminho a trilhar e sim uma dádiva e favor imerecido de Deus.
O erro mora muitas vezes, em não ter a consciência de que, para se alcançar sucesso, deve-se errar muitas vezes, até acertar os alvos.
Chegou minha hora, tenho que partir
Não queria ir embora, mas tenho que ir.
Deixei uma carta, pra quem quiser ler
Está cheia de erros e não acabei de escrever.
Então pra quê tantos erros, se a carta é pequena?
Foi por culpa do tempo, ou fidelidade ao tema.
Como o tema foi vida, se não falhou ou me engano
Os erros e a carta, continuarão em outro plano.
