Aprende que ser Flexivel

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"A infância é um terreno sagrado que deve ser protegido, para não se corromper."

⁠"Quem discute com um idiota corre sérios riscos: ser equiparado a ele, ser nocauteado por ele. Ele nunca se cansa... nem nas repetições."

"Na doença, a fé; na cura, o ceticismo. Assim é o ser humano."

Ser bom tem medida: generoso o suficiente para fazer o que deve ser feito, firme o suficiente para não virar alvo de quem quer se aproveitar.

Que nesta vida você encontre tempo para ser feliz, e não apenas forte.

A realidade, em sua forma crua, tende a ser bela, mas também assustadora. Talvez seja por isso que a mente humana constrói tantos filtros.

Por ironia da vida, às vezes é preciso permitir-se ser o vilão da história. Não por realmente sê-lo, mas para preservar a integridade mental. Curioso, não?

O silêncio é uma arma poderosa. Aprenda a dominá-lo para não ser refém dos seus próprios impulsos nem das armadilhas alheias.

Orar pode ser, paradoxalmente, a maior demonstração de falta de fé! Se os planos divinos são perfeitos, pedir que deus os altere é admitir que não confiamos neles.

⁠Acho que para você, ser branco não era ter a pele clara, mas ter a alma má.

Eu não consigo ser uma pessoa insensível.

o ser humano não nasce com sentido - ele é lançado na existência.

O ser humano cria seus próprios condicionamentos e depois passa a habitá-los como destino.

Onde o Estado decide o que pode ser dito, o cidadão passa a existir apenas por favor e permissão.

Todo pedido de desculpas merece ser ouvido e considerado.
No entanto, o tempo entre o erro e o arrependimento diz muito sobre a sinceridade de quem pede perdão.
Há quem ofenda de forma intencional e premeditada, e por isso, jamais se retrate, pois o objetivo de ferir o outro já foi alcançado. Nesse caso, não há arrependimento, apenas a satisfação de ter machucado o alvo.
Há também quem reconhece rapidamente que feriu alguém, reflete sobre suas atitudes e busca reparar o dano por convicção, demonstrando maturidade, responsabilidade e respeito.
E por último há quem só procura se retratar depois de perder o acesso a você, à sua presença ou aos benefícios que sua relação proporcionava, o que desperta um questionamento inevitável: o arrependimento é pela dor que causou ou pelas consequências que sofreu?
O verdadeiro pedido de desculpas nasce da consciência do erro, não das consequências que ele provoca.
Existe uma grande diferença entre arrepender-se por ter machucado alguém e arrepender-se pelo desconforto de viver sem aquilo que a presença do outro proporcionava.

Ser pai de vocês é um desafio que aceito todos os dias com muita honra, amor e gratidão.
É também um dos maiores presentes que a vida me deu.
Nem sempre sei se estou fazendo tudo certo, mas em cada escolha existe o desejo sincero de ser um pai melhor para vocês.
Espero que, um dia, vocês olhem para o homem que fui e encontrem nele a referência do amor, do respeito, da cumplicidade e do caráter que desejam encontrar em seus companheiros de vida.
Obrigado por me ensinarem, todos os dias, que ser pai é muito mais do que cuidar: é amar, aprender, crescer e descobrir que o coração pode, sim, morar fora do peito.

Ingratidão é f#d@…
Para quem se acostumou a receber, generosidade deixa de ser gesto e vira obrigação.
Aos poucos, tudo o que você faz deixa de ser valorizado e passa a ser simplesmente esperado. E basta você estabelecer um limite para que uma infinidade de “SINS” seja esquecida diante de um único “NÃO”.
A ingratidão não nasce necessariamente da falta de memória, mas do excesso de conveniência.
Enquanto você serve, ajuda, cede e está sempre disponível, é indispensável. No momento em que decide se preservar e impor limites, passa a ser visto como o problema.
É aí que certas relações se revelam: algumas pessoas não valorizavam exatamente você, mas o acesso que tinham à sua disponibilidade.
No fim, o ingrato raramente se lembra de tudo o que recebeu; prefere se ressentir da única coisa que, desta vez, você decidiu não dar.
No fim, a gratidão contabiliza o que recebeu. A ingratidão, apenas o que lhe foi negado.

É muito fácil ser leve sobrecarregando os outros.
Transferir para ombros alheios aquilo que é sua responsabilidade não é equilíbrio nem leveza. É egoísmo.

Gatilhos

Demétrio Sena - Magé

Sempre me vanglorio de não ser uma pessoa depressiva. De não ter crises de ansiedade ou algo semelhante. Mas me esqueço de alguns gatilhos que me desesperam, embora eu saiba me resolver, logo depois do impacto.

Tenho medo, por exemplo, de ser abandonado, em passeios com mais pessoas, a lugares muito cheios. Fico todo o tempo vigiando o guia ou motorista. Se não o vejo por um momento, meu coração dispara. Não vejo mais ninguém. Tudo gira. É uma lembrança de quando eu era bem pequeno e minha mãe se perdeu de mim em uma feira de Brasília. Ou eu dela. Só fui encontrado no fim do dia, chorando em desespero e já me dando por completamente perdido.

Quer me deixar suando frio e com o peito apertado, a respiração difícil? Deixe-me sozinho em qualquer ambiente, com algo de valor que não seja meu. Em minha infância e na adolescência, em razão da minha cara de culpa, meu cabelo desgrenhado de culpa e minhas roupas andrajas ou molambos de quem tem culpa, muitas vezes fui suspeito de roubo.

Minha sorte foi que os sumiços (nunca foram roubos) foram sempre desvendados, porque se dependesse do meu aspecto, eu teria sido recluso em um colégio interno, como eram chamadas as instituições para menores infratores. Até hoje, ao ficar sozinho entre objetos de algum valor, tenho medo de que algum deles crie pernas ou asas, e suma, me deixando em sérios apuros. É um sofrimento que só eu sei dimensionar.

Por "não ter Deus no coração", sendo reconhecidamente ateu, muitos acham, inclusive familiares, religiosos ou não, mas que publicam versículos em redes sociais, que sou capaz de coisas horrendas: até de minha presença, pura e simplesmente, agravar a doença de uma pessoa querida que não está bem. Isso também é um gatilho; morro de medo de me aproximar de alguém prestes a morrer, e depois sentir nos olhares, que a minha presença foi a causa.

Quando me vanglorio de não ser depressivo, é porque logo me resolvo: desarmo meus gatilhos, consciente das lembranças marcantes e, em muitos casos, do preconceito e da ignorância que me cercam desde a mais tenra idade.
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Respeite autorias. É lei

A gratidão é a ética da continuidade: lembra ao jurista que ele é herdeiro antes de ser autor.