Aprende que ser Flexivel

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Se dermos fim ao endeusamento de certas pessoas, há de ser automático o fim do menosprezo a outras pessoas; no caso, as de menor poder aquisitivo, as que não têm cargos importantes, as anônimas e simples... e até simplórias.

Não estou quem sou. Sou de fato. A minha acomodação não pode ser confundida. Não sou resignado nem me olho com resquício de alguma insatisfação.

Só cumprir o que a lei manda não faz de mim um ser social. Falta considerar o que a ética pede. Sem ela sou meio cidadão, meio bandido.

Caso tente ser feliz em seja lá o que for, verifique a tabela de preços que a vida expõe honestamente, como decreta a ordem natural das coisas.

SER HUMANO

É possível ser sincero e cordato;
a franqueza não tem que ser grosseira;
ser honesto não é hipocrisia
nem o riso foi feito pra enganar...
Há quem finja e no entanto é truculento;
muitos mentem olhando em nossos olhos,
têm o pranto gosmento e venenoso;
são ladrões que a si próprios crucificam...
Guarde a raiva e desarme o coração,
creia em Deus ou não creia, mas respeite
a razão de quem seja o seu oposto...
Ame os falsos até que a farsa caia,
deixe a laia curtir o seu melhor
e torná-lo melhor do que já é...

POSSÍVEL DEUS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Pode ser que haja o que se possa chamar de Deus, como sinônimo de origem; criação. Não sou arrogante o suficiente para determinar essa não existência, como se eu fosse o dono da verdade universal, da qual tenho certeza de que ninguém é.
O que acho improvável é que o provável Deus seja o ser previsível, carimbado e instituído pelo homem, de acordo com as conveniências e necessidades humanas. Um Deus vaidoso; ávido por elogios; passional; vingativo... criador do céu para os que satisfazem seus caprichos por meio de confissões e penitências pessoais físicas ou psicológicas, e do inferno para os que não agem assim, mesmo que sejam pessoas íntegras e dotadas de amor ao próximo.
Creio, não determino, que não foi esse Deus que nos criou à sua semelhança. Fomos nós que o criamos à nossa. Também creio, sempre sem determinar, que se Deus existe, não há de se tratar de alguém... mas de algo.

RECONSTRUÇÃO

Para hoje ser quem sou,
já passei por muito eu...
muitas vezes troquei de mim.

AULAS DE SER GENTE

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Aprendi a me aproveitar dos mais simples. Tirar partido e vantagem dos humildes. Explorar os de boa fé. Confesso que tenho me dado bem com essa prática, e recomendo o mesmo a todos os espertos de alma; os safos de coração.
Dos mais simples, humildes e de boa fé, absorvi a riqueza de olhar o mundo com ânimo, justamente porque eles existem. E se eles existem, é possível crer na humanidade, pois a beleza de seus pensamentos, virtudes e atos fazem a vida valer a pena. São eles os guardiões do amor e da verdade. Os paladinos da paz e do bem. Mensageiros da luz que nos orienta e guia entre as trevas formadas pelos homens e as mulheres de má vontade.
Os mais simples, humildes e de boa fé são os fortes que os outros pensam que são. Têm a sabedoria que os outros pensam que têm. São tão eles, que, sem querer, confundem os intelectuais; enlouquecem os gênios instituídos que não querem saber ou realmente não sabem que nada sabem.
Tenho andado no encalço desses anjos. Reconheço a distância entre nós, como reconheço que nunca os alcançarei, mas tiro minhas lascas. Aprendo lições. Colo secretamente para passar, mesmo que apertado, nas muitas provas do meu tempo aqui. Tento em vão recompensá-los com um pouco do meu saber empolado; minhas vãs filosofias; o inchaço da letra que me preparou para ser metido a besta. Eles não precisam, mas não fazem desfeita.
Quero continuar em torno dos mais simples. Ser a mosca dos humildes. Parasita nos de boa fé. Desviar indefinidamente para minha conta no vermelho, migalhas ou centavos dos valores humanos dessa gente que tanta gente menospreza.

INCONVENIÊNCIA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sempre tento não ser inconveniente. Mas acontece. A boa notícia para quem lida comigo, é que a minha inconveniência não se repete com a mesma pessoa. Basta um leve sinal de contrariedade, uma reticência, um olhar, palavra ou silêncio, e me percebo. Logo me afasto para sempre ou assumo completa formalidade a partir daí, se for uma convivência obrigatória por trabalho, negócios ou outros interesses em comum. Neste caso, passo a lidar como se a minha presença, por si só, já fosse a própria inconveniência.
Depois de me sentir dessa forma, não adiantará qualquer esforço futuro da outra parte, para que haja uma reaproximação. Quem sabe um reaquecimento gradativo dos laços de amizade ou coleguismo. Se me conheço e fui uma vez inconveniente, jamais correrei o risco da reincidência quando menos esperar. E para ter a certeza de que assim será, sem qualquer abalo de minha parte, fico na esperança de que a pessoa em questão seja como eu. Caso contrário, será sua vez de ser inconveniente.

Prece à mãe

Todo nosso amor,
a saudade, a gratidão,
nossa mente, o ser...
nosso coração.
Toda paz, a luz e o bem,
ontem, hoje, muito além...
Tudo, para todo o sempre...
à mãe.

AO PROFESSOR QUE NASCEU PARA SER PROFESSOR

Agradeço todos os dias ao destino, pela graça de ser educador. Arte-educador. Inserir-me nesse contexto como profissão me fez mais do que um profissional: alguém que se reconhece como quem nasceu para isso. Tenho, evidentemente, minhas angústias relacionadas a proventos, condições ideais de trabalho e as grandes dificuldades externas que acompanham nossos alunos até os espaços formais de aulas, oficinas e projetos educativos, tanto no conceito pedagógico, especificamente, quanto nos conceitos da arte e da cidadania.
Sou um professor que não dá nota. Que pode mudar, todos os dias, as estratégias para vender suas ideias e seduzir os alunos. Atraí-los para contextos mais prazerosos do que a obrigação de alcançar notas e pontos para passar de ano. Às vezes, adulá-los. Talvez por isso, eu não tenha nem condições de alcançar a grandeza dos esforços diários dos professores em disciplinas obrigatórias, que têm a dura missão de preparar pessoas para o mercado de trabalho. Para disputas mercadológicas e a sobrevivência em uma sociedade competitiva e cruel, devido à falta de espaço confortável para conquistas.
Não tenho a mínima condição de avaliar precisamente a realidade total das salas de aula, mas sempre que vejo um professor de pelo menos alguns anos de profissão, admiro-o profundamente por ter atravessado esses anos, diante do que vejo. São muitos e muitos os professores que portam condições plenas de abraçar profissões muito mais rentáveis, e o fariam competentemente, mas não fogem do que escolheram, porque seriam somente profissionais. E como nasceram para ser professores, não seriam felizes se não fossem profissionais e seres humanos, como tem que ser, mais do que ninguém, quem nasceu para ser professor.
Reitero, portanto, meu profundo respeito e minha admiração aos que trabalham com amor e sofrimento; com revolta e dedicação; com sorrisos muitas vezes salobros, porque se misturam ao pranto, mas logo se sobressaem, porque o amor ao que fazem tem sempre reserva de otimismo.
Ao mesmo tempo, meu desprezo profundo e a não admiração aos patrões da educação tanto particular quanto pública e aos cidadãos de má vontade responsáveis pelo sofrimento, a revolta e as lágrimas do professor que nasceu para ser professor.

SER-NÃO SER

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É pra manter, pois que zele;
se for pra esfriar, congele;
vai ferir, então flagele;
jamais protele o querer...
Não vai montar, sequer sele;
pra não pintar, nem pincele;
sem ser total não parcele,
nunca se atrele sem ir...
A vida exige vontade,
quer que sejamos verdade,
quem tem argila modele...
Um ser-não ser gera trauma;
enquanto amor, seja alma;
quando paixão, seja pele...

PROPOSTA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Também sei não ter tempo, às vezes paciência;
ser distante, presente, a depender do surto,
ter meu curto circuito conforme o capricho,
dar os olhos, ouvidos, e depois tirar...
Tenho todo poder que se tem de ser vago,
de sumir e voltar como quer o meu ego,
mas querer que algum prego pendure as esperas
pela boa vontade que nem sempre tenho...
Só não sei fazer uso dessa pretensão;
modelar a meu modo as expectativas
do que tenho, não tenho, quando e não pra dar...
Sempre vejo pessoas como gente, mesmo;
não imponho; proponho minha identidade
como toda verdade redistribuída...

⁠A vida se transforma! A mais perfeita obra de arte não é o ser, nem qualquer objeto, mas a passagem. É preciso ajustar-se ao frágil momento!

“Melhor ser destrutivo com o que você foi do que submisso ao que você é.” livro Nietzsche para Negócios

Os espinhos cravados em corações de pedra, podem ser fruto da sua antipatia!

Sonhe com intensidade.
E quem sabe assim, amanha quando despertar, o sonho possa ser realidade.

Todos carregamos o direito — não, o dever feroz —
de ser honestos, autênticos, onde quer que o mundo nos lance:
nas ruas sujas na cidade tumultuada, nos silêncios da alma,
em todo canto onde o coração pulsa sem máscara. Mas o que fazemos? Tecemos um sentimento oco,
uma névoa fria para escapar da lâmina da realidade.
Fugimos do espelho que corta, da verdade que queima,
preferindo o vazio morno à luz que nos refaz.Escolha: a honestidade que liberta ou o nada que engole?
Seja inteiro, ou pereça na ilusão que você mesmo constrói.

O ser humano não é acostumado a mudanças, seja ela por medo, seja ela por costume, as vezes arriscar pode fazer toda a diferença.

O Paradoxo da Engrenagem

Quem…
ou o quê…
decidiu que o universo
tinha que ser assim?

Por que…
o ciclo da fome,
a dança do predador e da presa,
a lágrima da vítima servindo
à glória do algoz?

Isso é perfeição?
Ou é apenas
a falha inevitável
de quem cria mundos físicos?

Será que…
a própria matéria carrega em si
a impossibilidade de ser perfeita?

Será que…
não há como existir vida perfeita
em um mundo que, por definição,
precisa de colisão,
de atrito,
de gravidade,
de começo…
e fim…
para simplesmente existir?

Quem arquitetou essa engrenagem?
Por que escolheu a dualidade
ao invés do Uno absoluto,
pleno, harmônico, sem rasgos?

Foi limite?
Deficiência?
Ou intenção?

Será que…
o Criador deste universo
é também uma criatura
de algo ainda maior?
Que também… não sabe responder?

Se a natureza é perfeita…
Por que o jacaré devora o pato?
Por que o gato caça o rato?
Por que a dor da presa
parece sempre maior
do que o prazer do predador?

Será que a dor…
é o combustível oculto,
um elo invisível,
sem o qual
o próprio tecido da existência
não se sustentaria pulsando?

E então me pergunto…
no silêncio mais profundo
da minha consciência:

❝Seria possível existir um universo
onde a vida fosse perfeita…
sem dor, sem perda, sem fim?❞

Se não…
— então que tipo de Deus seria capaz
de sonhar com o imperfeito…
e chamar isso de Criação?

Se sim…
— então onde está esse outro universo?
Ou será…
que só existe dentro daquilo
que chamamos de Espírito?

E se for assim…
Então por que raios estamos aqui…
experimentando o contrário…?