Apenas um Menino Diferente

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Pra ser sincera...
Eu estou um pouco cansada desta vida de voltar pra casa sozinha, to um pouco cansada de não ter pra quem enviar “Drummond” ou “Quintana”. Um pouco cansada de ir dormir pensando em se existe alguém com quem eu deva sonhar está noite.
“Estar só é a própria escravidão”
Mas entre estar cansada da ausência de companhia e uma companhia ausente... Bom, eu prefiro o meu travesseiro.
Às vezes eu tenho oportunidades pra fazer as coisas de outro jeito, pra ter uma companhia definitiva, amável ao meu lado.
Mas eu não consigo, eu quero continuar assim.
Não to a fim de começar outra história que tem tudo pra dar errado.
Não quero me intrometer em alguma relação, não quero alguém com ressentimentos, não quero alguém indeciso e nem decidido demais.
Eu posso estar exigindo muito, mas é que eu sei que quando for me apaixonar de novo nada disso vai fazer diferença, simplesmente vai acontecer...
Então me deixa pensar um pouco mais...

Eu aprendi que tudo nessa vida tem um propósito. Às vezes até pensamos que o mundo está desabando em nossa cabeça ou que Deus está contra nós. Já vi tanta gente perdendo a fé. Mas acredite, vai passar, sempre passa. Eu sei, às vezes demora. Para mim também já foi assim. Mas isso não significa que o mundo está contra você. Ou você tem coisas a mais para aprender ou tem coisa muito melhor reservada pra ti. Pode crer, no final das contas você vai sair ganhando!

A ninguém que atravesse um túnel de experiências tão intensas é possível sair do outro lado com o mesmo formato.

Um cliente uma vez me disse que era capaz
de enfrentar um leão, mas morria de medo das borboletas.
E eu me perguntava: Quais os riscos que uma borboleta produz?
Ai descobrir, ninguém se apaixona por um leão, já pelas borboletas...

Basta só uma palavra para se perder o encanto. Basta o silêncio para sinalizar um ponto final.

Um dia vais perceber... que percebeste tarde.

CHÁ DE MIL FOLHAS E A DISTÂNCIA QUE ME BEBE.
Meu chá de mil folhas é um segredo antigo.
Guardo-o como se guarda uma carta nunca enviada.
A erva que repousa na água quente é a mesma que repousa em mim, amarga e silenciosa.
A velha Achillea millefolium arde suave na xícara, como se cada folha fosse uma lembrança tua, fina, múltipla, impossível de reunir por completo. Dizem que cura feridas. Mas não dizem que algumas feridas preferem permanecer abertas para que não esqueçamos quem as causou com ternura.
Bebo devagar. Não por delicadeza, mas por temor.
Temo que o último gole seja também o último vestígio do que fomos.
O vapor sobe como se quisesse alcançar o que está longe demais.
Assim é o amor distante. Não toca. Não abraça. Apenas sobe, invisível, e se desfaz no ar frio da noite.
Há uma rusticidade nisso tudo. Nada de salões iluminados. Nada de promessas fáceis. Apenas madeira antiga, silêncio espesso e o som da água que já não ferve. O amor que não se possui torna-se disciplina. Aprende-se a amar sem tocar. Aprende-se a desejar sem pedir. Aprende-se a suportar o peso de uma ausência que não se resolve.
Cada folha dissolvida na infusão é um dia que passou entre nós.
Mil folhas. Mil dias. Mil silêncios.
E ainda assim continuo a preparar o chá.
Porque amar de longe é isso. Um ritual repetido mesmo quando a esperança já se fez austera.
No fundo da xícara, resta um sedimento escuro. Não o descarto. É ali que repousa o que não pôde ser dito. É ali que o amor se torna grave, quase fúnebre, mas verdadeiro.
E enquanto a noite avança, compreendo que não sou eu quem bebe o chá.
É a distância que me bebe, folha por folha, até que sobre apenas o gosto severo de ter amado com firmeza, mesmo sem presença.

Os fragmentos de um futuro nítido que não pode ser tocado.
Os braços do sonho de um novo mundo enlaçam parte de mim.

Vida

A vida é um prestígio que Deus nos deu,
saiba usá-la, plante sua árvore da vida,
e viverá eternamente.

Terminais temporários são só simples terminais, e depois disso sempre vem um recomeço, e cada recomeço é a construção pro fim antevisto. Não existem sentimentos nem razões temporárias. Ou sente, ou não sente. Ou é, ou não é. Ou acaba, ou não acaba.

Melhor um latifúndio de falas, que um deserto de ideias

Conforme eu crescia eu me tornava um bêbado. Por que? Porque eu gosto do êxtase da mente.

Se quiser fazer algo por mim
Faça um verso sereno
E que ele me leve
Não somente até o céu, mas perto das estrelas.

Rosa de Saron
Velhos outonos

Então chega a noite profunda
O som do seu canto
Com um passo de cada vez
Traz a manhã escarlate
O amanhecer está passando
E, quando a lua adormece
A luz azul, que comigo permanecia
Desaparece

Vamos supor que você vem a mim e você tem uma grande mancha na testa como um hematoma. E você diz: " Irmão Paul, eu já fui a todos os médicos do mundo e ninguém descobre porque eu tenho isso. Por favor, você poderia orar ao Senhor para que Ele te desse sabedoria para saber a razão disso na minha testa?" E eu digo: " Bem, eu não sou médico, mas, é claro, eu vou orar sobre isso. Porém eu decidi ser prático e decidi seguir você durante 24 horas. E eu descobri que a 1:00 da manhã o relógio bate e você levanta da cama e bate com a sua testa na parede uma vez e volta para a cama. Depois eu observo às 2:00 da manhã que você se levanta, o relógio bate 2 vezes e você bate a sua testa 2 vezes na parede e volta para a cama. E eu observo ao longo do dia, a cada hora você bate a sua cabeça na parede várias vezes, e no final das 24 horas eu chego até você e digo o seguinte: "Olha, eu não sou médico mas eu acho que descobri qual é o seu problema. Se você parar de bater a sua cabeça na parede toda vez que o relógio bate a cada hora, eu acho que a sua cabeça vai ficar curada." Você diz: "Isso é um absurdo!" Eu digo o mesmo para você. Você negligencia as Escrituras. Eu lamento.

Se há dez pessoas numa mesa, um nazista chega e se senta, e nenhuma pessoa se levanta, então existem onze nazistas numa mesa.

Desconhecido

Nota: A frase costuma ser atribuída a um ditado alemão, mas não há fontes que confirmem essa atribuição.

...Mais

"Saudade dá, sempre dá ,mas a gente disfarça, dorme , toma um café e finge que esquece."

Sou feita de doçuras, mas também de palavrões.
Sou arruaça, mas preservo um silêncio antipático. Sou afeto e um monte de preguiça para intolerância. Sou atalho para as preocupações e a invenção de planos sem limitações. Sou o amor que quase deu certo e o calor de uma paixão escondida. Sou a tentativa do caminho e as malas prontas para o acaso. No meu sonho, sou a urgência do quase tudo e a insatisfação do quase nada.

Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos Impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da Terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, – flagelos e delícias, – desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

❝ ... e um dia de ternuras magníficas resplandece ... trazendo a divindade da paz e da alegria ... com o coração feliz ... com a alma em pleno estado de serenidade e harmonia ... recebemos este dia de bençãos abençoado pelo amor e pelo carinho de Deus ! ❞