Apenas um Menino Diferente
Afastar-se de Deus traz confusão, angústia e portas fechadas. A maldição não é apenas um castigo — é o resultado de uma vida longe da vontade dEle. Volte-se ao Senhor e viva sob a cobertura da Sua graça.
Deus nao apenas predestinou um povo para ser salvo.
Mas também predestinou os dias e tudo no universo acontece como ele mesmo escreveu.
Essa é a vida em sua essência mais crua, um lento retorno, não apenas aos lugares, mas aos nossos laços. Andamos pelas estradas do mundo carregando ausências, buscando em rostos alheios os vestígios do que um dia fomos. Os reencontros não são meros acasos: são feridas abertas que, por instantes, se fecham. Os laços que resistem ao tempo nos lembram que há algo, talvez inexplicável, que insiste em nos puxar de volta, não para um lar de paredes, mas para o abrigo invisível da alma, onde moram a lembrança, o afeto e a culpa.
As lembranças, ah, como são fascinantes! Elas não são apenas ecos de um tempo que passou, mas a argamassa que sustenta a construção da nossa identidade.
Existe apenas um instante na existência de um ser em que tudo é contínuo, estável e certo: a morte. Em todo o resto, há apenas a beleza de viver.
Que o estudo da nutrição não seja apenas uma garantia do nosso sustento, mas um meio de transformar vidas, renovar esperanças e mudar histórias.
A prudência não é apenas um atributo do julgador, mas o alicerce que transforma decisões jurídicas em instrumentos do bem comum.
Quando as flores não se calam...
Esperava, esperava, apenas esperava... esperava à espreita de um dia com um brilho diferente...
Todas as manhãs se repetiam, a todo instante esperando por algo diferente, uma nuance, um detalhe, uma luz, um caminho... esperava à espreita e assim foi por muito tempo, mas, infelizmente, nada acontecia...
A cada novo dia, nova espera, mas nada mudava, as esperanças já estavam se esvaindo... continuou esperando por algum tempo: caíram as folhas e também um pouquinho de suas esperanças, nenhuma luz dentro e nem fora...
O frio intenso chegou e a espera ainda era sua amiga em quem depositava sua esperança e se agarrava a ela de uma maneira quase que descontrolada... esperou por tempos e tempos, mas nada aconteceu, nenhum vestígio, nada...
Naquele dia cinzento desistiu de esperar por algo novo, sabia que nada aconteceria... E, de fato, nesse dia nada aconteceu, mas tudo mudou...
A transformação chegou, mas não da forma como ela esperava, foi ela quem decidiu mudar... Ao abrir a janela, a primavera a havia encontrado... Não só avistou flores no quintal, mas o seu jardim interior também havia desabrochado, dando lugar a luzes e cores...
Assim, percebeu que a esperar uma mudança externa para direcionar o nosso caminho nos faz reféns do acaso e da sorte e que a mudança mais bonita é aquela que se metamorfoseia dentro de nós e nos mostra que toda a luz da mudança está conosco. Ela enxergou, nesse dia, que a mudança sempre estivera logo ali dentro dela, plantada em solo fértil...
Desse dia em diante, tudo mudou e os dias nunca mais foram cinzentos ou nebulosos, a luz havia sido encontrada, as flores, antes invalidadas, agora falavam alto... e a espera se transformou em esperança de dias melhores que ela mesma se enveredou em construir...
***
Que todos os dias sejamos capazes de encontrar a luz que nos permite adentrar os caminhos de felicidade e que saibamos que não devemos apenas esperar por eles, pois somos nós quem os fabricamos quando decidimos seguir em frente com coragem e com a capacidade de acreditar que o futuro pode ser melhor porque nós somos os artífices dele...
"Dois Mundos na Mesma Cidade"
Na mesma cidade, separados apenas por um rio, viviam dois jovens de mundos completamente diferentes. De um lado, morava Lucas, filho de uma família humilde, acostumado desde pequeno a trabalhar para ajudar em casa. Vendia balas no sinal, fazia pequenos serviços, sempre com um sorriso no rosto, mesmo sabendo das dificuldades que sua família enfrentava todos os dias. A casa era simples, os móveis antigos, e o futuro, incerto. Mas ele tinha sonhos: queria estudar, viajar, mudar de vida.
Do outro lado do rio, morava Helena, filha única de uma família rica, cercada de conforto e oportunidades. Tinha os melhores professores, viajava nas férias, nunca se preocupava se teria comida na mesa. Mas, mesmo com tudo isso, sentia um vazio que não sabia explicar. Vivia presa em compromissos que não escolhia, em padrões que não entendia.
Os dois se conheceram por acaso, quando Helena perdeu um colar de família enquanto caminhava pelo parque perto do rio. Lucas encontrou a joia e, sem pensar duas vezes, correu atrás dela para devolver. Ela ficou surpresa com o gesto e, aos poucos, os encontros foram se repetindo: conversavam, riam, falavam sobre a cidade, sobre o futuro.
Helena nunca tinha parado para pensar na vida que Lucas levava, nas dificuldades, na luta diária. E Lucas nunca tinha visto de perto como era a vida do outro lado: os privilégios, mas também as pressões escondidas. Começaram a perceber que, apesar das diferenças, tinham muito em comum — sonhos, medos, vontade de ser feliz.
Com o tempo, criaram um laço forte, mas sabiam que o mundo ao redor não via aquela amizade com bons olhos. Helena ouvia os pais falarem com desprezo de quem morava "do outro lado do rio", e Lucas sabia que muitos do seu bairro não acreditavam que os ricos pudessem se importar de verdade.
A história deles não foi de conto de fadas. Não acabaram juntos, nem mudaram o mundo. Mas mudaram a si mesmos: Helena passou a olhar a cidade com outros olhos, entendendo que a vida é feita de desigualdades profundas que não podem ser ignoradas. E Lucas, mesmo seguindo sua luta diária, ganhou confiança para continuar estudando e buscando seus sonhos, sabendo que, apesar das barreiras, há sempre pontes invisíveis que podem unir os mundos mais distantes.
E assim, em uma cidade dividida, eles descobriram que as diferenças entre as classes sociais não deveriam afastar as pessoas, mas provocar a reflexão e, quem sabe, o desejo de construir uma sociedade mais justa.
Não adianta me mandarem um roteiro e esperarem que eu apenas dirija. Eu preciso saber do que estou falando.
Será que essa força que você sente é real, ou apenas um roteiro decorado? Muitas vezes esse "eu" artificial não te protege, te apaga. Acha que é adaptação? Para mim, é tem sido covardia domesticada.
antever o vazio é como tentar adivinhar quando um rio deixará de correr, pois somos apenas pequenos recipientes incapazes de conter a vastidão da existência, e no limiar entre o ser e o nada, tudo permanece incerto.
Nem todo mundo deseja ser especial, apenas querem um pouquinho de atenção, mesmo que seja por um minuto.
Você não é burro. Apenas se acostumou demais com a ignorância. Sua mente é como um céu encoberto: a luz existe, mas você não move um dedo para afastar as nuvens.
Apenas um desabafo
No fim das contas, tudo o que o ser humano realmente possui é o nome que deixa e a honra que constrói.
O tempo, implacável, sempre revela a verdade.
É triste perceber como é mais fácil ser lembrado pelas palavras dos maldosos do que pela verdade em si.
Isso apenas reflete uma sociedade hipócrita e covarde, que prefere julgar a buscar a verdade.
Jamais pregaria a verdade e a bondade se não as vivesse em minha própria conduta.
E, curiosamente, são justamente aqueles que tornam o mundo um lugar pior que mais têm me ensinado.
Assim como Vincent van Gogh foi um amante da arte, eu também sou não apenas dos quadros que retratam uma mistura melancólica de sentimentos, mas também daquelas poesias que tocam a alma. Os quadros e as poesias têm sempre algo em comum: são a expressão de um sentimento mútuo, muitas vezes guardado dentro de nós, que se extravasa através de uma pintura, que pode ter mil significados, mas apenas um sentimento.
O amor, em sua essência, é um organismo vivo, em constante mutação e adaptação. Não se trata apenas da paixão inicial, daquele turbilhão de emoções que nos arrebata. É muito mais. É a construção diária, a dedicação, a paciência, o companheirismo e a cumplicidade que se estabelecem ao longo do tempo.
Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.
Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.
Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.
Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.
Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.
Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.
Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.
Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.
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